
Você aprendeu na escola que a célula é a menor unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Aprendeu também que células especializadas se reúnem em tecidos e que tecidos diferentes se combinam para formar órgãos. Coração, fígado, pâncreas, cérebro: cada um sendo uma peça só, singular, simples, sem complicação (salvo quando bate um câncer ou alguma outra doença que estraga tudo). Com o avanço dos estudos, você descobriu que o cérebro tem dois hemisférios que trabalham em parceria, conectados pelo corpo caloso, e que, em boa parte, o direito comanda o lado esquerdo do corpo e o esquerdo comanda o direito. Simples, não? Só que a Ciência avança e adora complicar as coisas!
Um grupo de especialistas em desenvolvimento embrionário resolveu mexer na certidão de nascimento do órgão mais badalado do corpo, aquele que escreve poemas, resolve equações e ainda esquece onde deixou a chave do carro. E a divisão que eles encontraram não tem nada a ver com direita ou esquerda (não estou falando de política, seus retardados que chegaram aqui pelo Google). Continuar lendo “O seu cérebro tem duas certidões de nascimento”

Uma mula nos comentários do meu vídeo sobre os retardados anti-vacina acha que tem pouca divulgação. Como ele não lê publicações científicas, ele não acha certo cobrarmos que anti-vaxxers do Inferno suas publicações comprovando os malefícios das vacinas. Poderiam ler, ao menos, o Boletim da Organização Mundial da Saúde publicado recentemente.
Em 2010, o Romário (sim, o jogador) se elegeu deputado federal pelo Rio de Janeiro. Com uma boa atuação, é verdade. Em 2012, ele apresentou um
Nada melhor do que pais para deixar as crianças (as suas próprias) traumatizadas. Claro que não é só isso; o reforço pode ser positivo também, e a forma com que nós falamos com nossos filhos influencia em muita coisa, principalmente nas habilidades sociais deles (normalmente, sempre associamos para o pior lado).
Carl Sagan disse que para se fazer uma torta de maçã, era preciso inventar o Universo. Agora, uma pesquisa diz que para se fazer o que você julga ser simples, como uma machadinha de pedra, é preciso um cérebro mais desenvolvido e complexo, o que não é necessário para se usar a Internet, e muito menos para se comentar em blogs.
Uma das principais perguntas sobre nós mesmos é "o que nos fez humanos?". Há muitas respostas, até mesmo partindo das pseudociências da Sociologia e Psicologia. Também tem o pessoal da Filosofia, mas, coitados, eles precisam se sentir úteis uma vez na vida. A resposta pode estar mais dentro de nós do que havíamos imaginado. Nossas habilidade, nossa capacidade de criar escrita, intelecto, cultura e a potencialidade de criar uma bomba nuclear pode estar muito bem mais enraizado do que imaginávamos. O segredo pode estar bem dentro de nossos genes, comandados pelo DNA.
Será que as pessoas já nascem com boa índole e altruísmo, ou qualquer influência externa pode nos fazer bonzinhos ou verdadeiros monstros? Existem várias explicações para o altruísmo. Alguns dizem que é inato, já nasce com a pessoa (enquanto outros nascem verdadeiros maníacos psicopatas). Outras teorias dizem que é um processo evolucionário, pois a ação de cuidar um do outro garante melhor sucesso de sobrevivência do que na base do "cada um por si".
A vida, na Terra, começou há cerca 3,5 bilhões de anos, salvo se você for tão idiota quanto o Ken Ham, que acha que o Universo tem uns 6000 anos e acredita em cobras falantes. Antes, era uma grande poça de substâncias químicas, e desta poça surgiu o que viria ser as primeiras moléculas auto-replicáveis. Pouco antes disso, tínhamos uma sopa melequenta, cm compostos orgânicos, que é chamada e Sopa Primordial. Dane-se, continuarei chamando de Sopa Melequenta!
Eu recebo muitas mensagens. Algumas me elogiam, outras tiram dúvidas, outras reclamam que eu sou muito ácido e ofendo o coraçãozinho puro das pessoas. Agora, uma mensagem que eu recebi chegou a ser tocante. Uma menina de 18 anos que quer fazer Ciência, mas ninguém disse como, e vemos que há algo muito errado no Brasil, quando nem mesmo professores parecem ter amor pelo que ensinam nem se entusiasmam.
Vi