
Você não tem privacidade. Não existe mais esse conceito, a não ser como lembrança nostálgica, do tipo que os mais velhos evocam com um suspiro e um olhar distante, como quando falam em Fusca ou em disquete. Seu celular sabe onde você está, com quem você conversa, o que você consome, o que você deseja consumir e, se você usa qualquer aplicativo minimamente invasivo, provavelmente sabe quantas horas você dormiu e se estava nervoso quando acordou, desenhando um mapa fiel das suas andanças com uma precisão que qualquer detetive de noir dos anos 1940 encararia com admiração e ciúme.
É com essa constatação um tanto assustadora que chegamos a uma das aplicações mais elegantes e, convenhamos, levemente irônicas da vigilância de massas: usar esses dados de mobilidade para prever onde uma epidemia vai explodir antes que ela exploda. A ideia soa como aquela virada de enredo em que o vilão descobre que pode usar seus poderes para o bem, exceto que, neste caso, o vilão são as telecomunicações e o bem são as crianças que não vão morrer de sarampo. Continuar lendo “Sistema sabe aonde você vai e onde está. Esta fofoca pode salvar muitas vidas”




Eu adoro soluções para problemas que não são problemas. Pessoal vive preocupado com o quanto seu celular consome de eletricidade, em termos monetários, ao recarregar a bateria. Daí, ficam inventando inúmeras soluções, na maioria idiotas, prometendo um mundo mágico de uso de eletricidade gratuita. Alguns usam até uns geradores eólicos caseiros, contando com o poder e Eolos para carregar o seu celular.
Olhe pro seu celular. O que há pouco mais de dez anos era só um treco que fazia chamadas e mandava SMS passou a ser um computador completo capaz de editar texto, acessar Internet, ver as cotações da Bolsa de Valores, ver amigos em qualquer canto do planeta, gravar vídeo e áudio em qualidades que antes era algo restrito a produtoras especializadas.
Altruísmo não é um puro ato de bondade. Há discussões sobre se ele é inato ou adquirido. Pesquisas mostram que o comportamento altruísta pode ser regido por relações mais complexas ainda,
Nossos celulares hoje são extremamente poderosos. Para vocês terem uma ideia, meu simples relógio de pulso tem mais poder computacional do que os computadores da Apolo 11. Meu smartphone é muito mais poderoso que meu primeiro PC, comprado em 1996. Por que não usar todos estes potenciais para transformar smartphones em
O mundo moderno trouxe muitas coisas, e para cada coisa, trouxe vários problemas. Celular em colégio é um problema. Se por um lado pais precisam falar com os filhos (os colégios podem ter telefones, mas quando a última vez que você viu um orelhão na rua?), pelo outro esta DESGRAÇA faz de qualquer aula um inferno, com alunos enchendo o saco com estas porcarias enfiadas no ouvido, quando poderiam muito bem enfiar em outro orifício. Eu mesmo já cheguei a tomar uns 10 aparelhos, formando uma pilha na mesa e ameaçando vender numa banquinha de camelô.
O mundo moderno nos trouxe muitas coisas boas, mas os antigos dizem que toda boa ação será castigada, e o castigo é o surgimento de novos tipos de idiotas. O mundo do século XXI é altamente conectado (salvo se você for cliente de operadoras brasileiras). Curiosamente, comisso surgiu todo tipo de imbecil, desde os que postam fotos do que comeram no almoço até retardados que ficam trocando textículos (textos ridículos) via SMS, Twitter etc. Não que enviar estas mensagens tenha algum problema. O problema é quando você cisma de enviar tais mensagens.