
Dizem que a fé move montanhas, mas, às vezes, ela também move coisas bem mais perturbadoras. Para garantir salvação eterna, algumas pessoas sobem a escadaria da Igreja da Penha de joelhos, andam quilômetros pelo caminho de Santiago de Compostela, arreiam pratos com galinha, dão dinheiro pro pastor, matam toda a sua famíli… UEEEEEEEEPA!!!!!!
A calamidade de hoje aconteceu em Bilimora, Gujarat, na Índia. Sunita Sharma decidiu que havia encontrado o atalho perfeito para garantir a salvação eterna de seus ancestrais. O plano? Estrangular os próprios filhos durante uma sessão de orações. Ah, e de quebra tentar matar o sogro também, porque quando se está no modo “salvar todo mundo”, aparentemente não dá pra ser seletivo.
E ninguém gosta de sogro e sogra. Dois sacrifícios pelo preço de um.
A história começa naquela clássica noite em que tudo parece normal até deixar de ser. Com o marido Shivkant hospitalizado tratando tifo, Sunita estava sozinha em casa no apartamento Maharaja com os filhos Harsh, 7 anos, e Ved, 4 anos. As crianças dormiam tranquilamente, alheias ao fato de que a mãe tinha acabado de receber instruções celestiais bastante específicas sobre seus futuros… ou melhor, sobre a falta dele.
“Quando você fala com Deus, você é religioso. Quando Deus fala com você, é esquizofrenia.”
– House.
De acordo com os Meganhas de Shiva, Sunita estrangulou as crianças enquanto rezava. É aquele tipo de multitarefa que você definitivamente não quer ver no currículo de ninguém. Segundo o Vice-Superintendente Bhagirath Singh Gohil, ela alegou ter ouvido vozes em sonhos ordenando que matasse os filhos “pelo bem de seus ancestrais”. Porque aparentemente no manual místico dela, a melhor forma de honrar os mortos é criando mais alguns.
Mas espere, porque a história fica ainda pior (ou melhor, se você for um maníaco psicopata) no sentido mais macabro possível. Depois de completar sua missão divina com as crianças, Sunita decidiu que o sogro, Inderpal Sharma, também precisava embarcar nessa viagem espiritual não solicitada. O idoso, que tinha acabado de voltar do hospital onde levou comida para o filho, de repente se viu lutando pela vida contra a nora. Numa demonstração admirável de instinto de sobrevivência, Inderpal conseguiu escapar, mas não sem ter a orelha parcialmente arrancada num ataque com copo de vidro. Há quem diga que foi sortudo; eu diria que foi extremamente competente em correr rápido.
Quando o sogro escapou gritando, uma multidão se formou. Sunita, percebendo que talvez tivesse exagerado um pouquinho, trancou-se dentro de casa. Os companheiros do Singham arrombaram a porta e encontraram a doida ao lado dos corpos dos filhos. Ela ainda tentou se suicidar depois; mesmo porque, quando você mata duas crianças em nome da salvação ancestral, aparentemente percebe que talvez precise de salvação também. No caso, salvação do xilindró ou da Pena de Morte, que na Índia é por enforcamento, herança dos Ingleses.
A investigação revelou que Sunita era frequentadora assídua de um templo. Os canela preta estão investigando conexão com algum ritual tântrico ou se estamos diante de uma combinação explosiva de problemas psiquiátricos não tratados com fanatismo religioso descontrolado (desculpem o pleonasmo). Especialistas psiquiátricos foram chamados para avaliar a mulher, mas sinceramente, não precisa ser Freud para perceber que algo deu muito errado.
O mais perturbador é perceber quantas camadas de tragédia existem aqui. Duas crianças perderam suas vidas nas mãos de quem deveria protegê-las. Um idoso foi brutalmente atacado pela nora. Um homem hospitalizado perdeu os filhos e descobriu que a esposa é uma assassina. E uma mulher claramente transtornada – seja por questões psiquiátricas, influência religiosa tóxica ou ambas – destruiu completamente uma família numa única noite de loucura mística.
Enquanto Sunita aguarda julgamento, duas cadeirinhas vazias servem como lembretes brutais de que ideologia levada ao extremo pode transformar até o amor materno em algo monstruoso. Os ancestrais de Sunita podem ou não ter alcançado salvação mística, mas Harsh e Ved tiveram suas vidas brutalmente interrompidas num ritual macabro que nunca deveria ter saído da cabeça perturbada de sua mãe.
Fonte: Deccan Herald

Um comentário em “Mãe surtada oferece filhos aos deuses e ainda sobra pro sogro”