
Vênus, o planeta de TPM, é frequentemente referido como sendo o gêmeo da Terra. Ele tem sido há muito tempo um objeto de fascínio e mistério. Encoberto por uma atmosfera espessa de mistério, dúvidas e gás carbônico, ácidos em suspensão, metano, morte, calor insuportável e altamente venenoso. É praticamente uma Austrália Espacial. Este lugar maravilhoso tem sido o foco de numerosos esforços de pesquisa destinados a entender sua história e geologia. Apesar de suas condições inóspitas, Vênus é um espelho para o nosso próprio planeta, oferecendo valiosos insights sobre a formação planetária, mudanças climáticas e o potencial para a vida em outros lugares do universo.
Agora, cientistas deram um passo significativo na compreensão da história enigmática de Vênus fornecendo uma explicação convincente para o atual estado árido de Vênus.
A drª Eryn Cangi é cientista planetária do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado Boulder. Ela e sua equipe pesquisam onde está a água de Vênbus e o resultado é um tanto desanimador se você acha que poderá encontrar vida lá, como se 480ºC de temperatura não fossem suficientes para tirar todas as suas ilusões.
Enquanto a Terra é um planeta rico em água e cheio de vida, Vênus é um mundo desolado e inóspito com quase nenhuma água, pronto para fazer a sua infelicidade. É como ir na casa da sua sogra. Se você espalhasse toda a água na Terra sobre o planeta, obteria uma camada líquida de aproximadamente 3 quilômetros de profundidade. Faça o mesmo em Vênus, e você acabaria com meros 3 centímetros. Então, o que aconteceu com toda a água em Vênus?
Eryn e seus colaboradores usaram simulações de computador para estudar as diversas reações que ocorrem na atmosfera de Vênus, que eles compararam a um gigantesco laboratório de química. Eles descobriram que uma molécula chamada HCO+ (um íon composto por um átomo de hidrogênio, carbono e oxigênio) na alta atmosfera de Vênus pode ser a culpada pelo desaparecimento da água do planeta.
A equipe descobriu que os átomos de hidrogênio na atmosfera do planeta escapam para o Espaço através de um processo conhecido como “recombinação dissociativa”, fazendo com que Vênus perca aproximadamente o dobro de água todos os dias em comparação com as estimativas anteriores. Esta descoberta preenche uma lacuna significativa no que os pesquisadores chamam de “a história da água em Vênus” e pode ajudar a explicar o que acontece com a água em outros planetas em toda a galáxia.
Os cientistas suspeitam que há milhares de milhões de anos, durante a formação de Vênus, o planeta recebeu quase tanta água como a Terra. Em algum momento, a catástrofe aconteceu. Nuvens de dióxido de carbono na atmosfera de Vênus deram início ao mais poderoso efeito estufa do sistema solar, eventualmente elevando as temperaturas na superfície para as temperaturas escaldantes do planeta malvadão. No processo, toda a água de Vênus evaporou-se em vapor e a maior parte foi levada para o Espaço.
Compreender as condições que suportam a água líquida no universo é crucial para a busca por vida extraterrestre. O estado muito seco de Vênus hoje fornece valiosos insights sobre essas condições. Além disso, as descobertas revelam novas pistas sobre porque Vênus, que provavelmente já se parecia quase idêntico à Terra, é hoje praticamente irreconhecível.
Sim, eu sei que é meio frustrante, e é só isso mesmo. Sinto muito, ciência não existe para lhe agradar e trazer tudo de mão beijada. É uma descoberta a mais, um tijolo a mais na vasta construção de todo um edifício do conhecimento.
De resto, não espere muita coisa de Vênus, porque se tiver algo vivo lá, é melhor a gente não saber dele e ele não saber da gente.
A pesquisa foi publicada no periódico Nature.

E já se sabe por que Vênus virou esse inferno que ele é atualmente?
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Nope.
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