Redes vasculares bem docinhas e artificiais

Já postei várias vezes sobre órgãos artificiais, tecidos impressos em 3D e coisas semelhantes. Acho fascinante isso e continuarei postando. Ainda mais que este me chamou MUITO a atenção, embora não consiga dizer exatamente o motivo. Acho que é pela ideia incrível ou pelos protótipos. Não sei ainda.

Um grande problema, entretanto, é construir tecidos de reposição para gerar redes vasculares artificiais capazes de fornecer oxigênio e nutrientes a milhares de células. Como poderíamos resolver isso?

Ian Kinstlinger é um doutorando em Bioengenharia da Universidade do Arroz, digo, Universidade Rice. Sua pesquisa estuda como a impressão 3D por extrusão com material liquefeito e estratificado provou-se ser insuficiente para produzir estruturas finas com morfologias complexas. Com isso, Ian e eu pessoal (e colocando seu orientador como co-autor porque… né?) desenvolveram uma maneira de usar a sinterização a laser de açúcar em pó para produzir estruturas altamente detalhadas que podem se agarrar às células vivas e mantê-las vivas por semanas.

 

Você pensou outra coisa quando viu a imagem de abertura que eu sei!

Ian, ralando muito, sob chicote do orientador, como sempre, fez uso de hidrogéis carregados com células vivas e criou redes de vasos dentro delas usando modelos de açúcar produzidos usando o processo de sinterização a laser. É praticamente usar um laser para esculpir em açúcar.

Essas redes foram bombeadas com oxigênio e nutrientes e, devido à sua estrutura hierárquica, os vasos foram capazes de suprir suficientemente a maioria das células para estáveis pelo menos duas semanas. Isso foi realizado com células de hepatócitos do fígado, que são particularmente difíceis de manter fora do corpo, fornecendo uma validação extra da nova abordagem.

Agora, no mundo real, na base do “é pra valer mesmo!”, vai funcionar? Ainda não se sabe, mas pesquisas científicas têm que começar em algum momento, mesmo sem saber em que momento estarão funcionando adequadamente na sua totalidade.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Biomedical Engineering

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