Pesquisadores desenvolvem sensor de lítio feito de papel

O lítio é um metal alcalino. De início, podia ser apenas um metal, mas em 1949, o médico australiano John Cade comprovou sua eficácia como tratamento psiquiátrico em pacientes, tendo sido introduzido definitivamente como tratamento em 1978 pelo psiquiatra dinamarquês Mogens Schou. Este elemento é utilizado como medicamento de escolha para o tratamento dos transtornos de humor bipolar, sendo bem eficaz em reduzir as crises maníacas e depressivas do transtorno do humor bipolar, além de exercer efeito anti-suicida.

Sendo assim, seria interessante o monitoramento da concentração de íons Li+, certo? Muito bem, foi exatamente o que pesquisadores da Universidade Hokaido desenvolveram: um sensor de papel que pode medir os níveis de lítio em uma gota de sangue.

O dr. Manabu Tokeshi é químico (com ele a oração e a paz). Ele chefia o Laboratório de Química Bioanalítica, coordenando o grupo de pesquisa em Química e Moléculas Funcionais da Divisão de Biotecnologia e Química Macromolecular da Faculdade de Engenharia da Universidade de Hokaido.

Atualmente, exames de sangue precisam de grandes amostras e equipamentos especializados, e nem todos os laboratórios de testes podem realizá-los. Sim, pois é! Tem aqueles rincões de Deus-me-Livre que não tem acesso nem a uma privada dentro de casa, quanto mais exames de sangue decentes.

A equipe do dr. Tokeshi desenvolveu um dispositivo de papel barato para detectar lítio no sangue, que poderia ser usado em um consultório médico ou mesmo em casa por um paciente. Claro, não para auto-diagnóstico, mas como um vislumbre se tá na hora de correr pro médico.

O dispositivo requer uma pequena gota de sangue e consiste em duas unidades. O primeiro atua para extrair o sangue e separá-lo em seus componentes constituintes, pelo que o plasma pode progredir para a segunda unidade onde ocorre uma mudança de cor dependendo da concentração de lítio.

Depois que uma gota de sangue é adicionada à unidade, leva apenas um minuto para o dispositivo fornecer um resultado. Daí é só comparar com os resultados para ver o andamento da dosagem. De acordo com o pessoal de Tokeshi, o teste possui precisão semelhante em comparação com o equipamento de laboratório convencional, mas eu ainda recomendo o aparelho convencional. Este papel é um quebra-galho na falta total de recursos.

A pesquisa foi publicada no periódico ACS Sensors

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