Um passeio pelo inocente mundo alheio ao Corona vírus

Eu tenho um blog, e o curioso é que o que menos faço nele é aquilo para o qual blogs foram feitos: falar do seu dia, de suas experiências. Mesmo porque os weBlogs eram para ser diários virtuais, que que você escreveria, bem… seu diário. Acabou virando muito profissional e com artigos e modo de se trabalhar como é o caso do WordPress. Bem, eu posso fazer isso de vez em quando, saindo da programação normal.

Em tempos de corona vírus, a recomendação é ficar em casa. Eu fiquei até onde pude, mas entrega de mantimentos não está disponível em todos os lugares, infelizmente., então, é tomar banho, me arrumar, um frasco de álcool-gel e sair à rua. Não levei máscaras, mas aí seria exagero (ou não seria?).

Eu não moro em zona nobre da cidade. Sendo assim, não percebi nos mercados um surto de desabastecimento, o que é bom, mas vi pessoas correndo para uma pilha de álcool 46%, tendo no rótulo que ele desinfeta e mata 99% das bactérias. Avisei a quem estava lá que não servia. Algumas pessoas me ouviram e deixaram lá. Outros me xingaram e levaram o produto e que eu não sabia de nada. Ok, normal. Nada muito diferente do que falam para mim na Internet.

Percebi pessoas de máscaras e evitando tocar nos produtos de qualquer maneira, como se vissem o coronga ali, espreitando. O medo ajuda a nos manter vivos; tem funcionado por centenas de milhares de anos.

Camelôs, por incrível que pareça, tiveram uma redução, mas sim. Tinha até um vendendo o que? Exatamente: álcool-gel. Não comprem álcool-gel de camelô. Ali, claro, não ia falar nada. Não estou a fim de um amiguinho do camelô vir me pegar e não tinha policiais por perto. Prefiro me arriscar com o coronga.

Lojas e supermercado não estão levando muito a sério o conceito de higienização, e só passar paninho no chão (provavelmente só com água) não inspira muita segurança.

Supermercado estava até vazio, mas eu não me engano. Estamos no meio da semana e os moradores da região estão trabalhando. Fazer home office não é uma realidade para a maioria, a larguíssima maioria das pessoas. Elas precisam se expor e eu posso dizer que sou um privilegiado. Mas as pessoas que precisam ir trabalhar se expõem à contaminação, e vai contaminar quem pensa que está seguro em casa. Melhor redobrar a higiene e fazer com que estas pessoas que estejam trabalhando (como os funcionários de todas as lojas pelas quais passei em frente) tenham acesso à higiene, só que não vi nenhum potinho de álcool-gel nas caixas do supermercado, justo elas que recebem dinheiro, cheques, cartões, pegam nas mercadorias, entregam notas aos clientes, que estão a menos de um metro delas.

O único pensamento que eu tive enquanto voltava pra casa para me lavar com álcool e depois tomar banho é que por muita sorte não estamos com um contágio em larga escala. Mas sorte é uma coisa que dá e acaba. Só espero não acabar antes de sairmos do cassino.

Enquanto isso, eu ainda tenho esperança numa coisa com relação ao coronga:

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