Seres Perfeitos desvendam os segredos proteicos da influenza B

Para princípio de conversa, quando você fala “eu esbou bripado”, não, amiguinho. Muito provavelmente você estará com um resfriado, é outro tipo de doença. As Influenzas, sim, são gripes, e os sintomas, apesar de parecidos, não têm nada a ver com resfriados. Claro, a Natureza está a fim te sacanear, logo, não existe um tipo apenas de gripe, mas três: A, B e C. No caso da Influenza B, também chamada de “Gripe B”, e é causada pelo vírus influenza do tipo B (duh!), os principais sintomas são febre alta (sim, acima de 38°C), dores musculares, dor na garganta, dor de cabeça, tosse, fraqueza de um modo geral, coriza (quando seu narigão fica escorrendo como uma cachoeira), congestão nasal, náuseas, vômitos e diarreia. Quer coisa mais fofa? E você já deve estar sentindo os sintomas. Bem, procure um médico e não, não adianta chá de limão. O ideal mesmo é você se vacinar nas campanhas anuais de vacinação. Vai por mim, você não quer pegar esta bagaça!

Será que na face da Terra haveria heróis capazes de investigar o Influenza B, entender como ele é nas profundezas de suas moléculas e descobrir como dar cabo deste ser maléfico? Haveria esses tipos de entidades perfeitas capazes disso? Haveria? Haveria?

Venkata Shiva Mandala é aluno de graduação em Química (com ele a oração e a paz). Venkata faz um trabalho muito bom no laboratório e Química Biofísica e no Centro de Ciências de Plasma e Fusão. Ele trabalha tanto que parece que tem muitos braços.

Venkata sabe, como qualquer químico que preste, que vírus são o que nós chamamos de PFDP, ou Proteína Filha da Puta. O RNA desta bagaça sintetiza proteínas e estas substâncias fazem muita coisa, e todas elas é pra te ferrar.

Ao examinar o vírus da Influenza B, Venkata e seu pessoal (inclusive o professor-doutor, que vai ganhar co-titulação no artigo, óbvio) descobriram a estrutura de uma proteína-chave da Influenza B. Para que isso serve? Para criar medicamentos que possam combater esta doença, ora essa! Um medicamento que ajude a bloquear esta proteína, estará automaticamente dificultando a propagação do vírus.

A proteína BM2 é a lazarenta que Venkata está estiudando. Basicamente, ela controla a acidez no vírus. Isso ajuda o sem-vergonha a espalhar seu material genético, já que é isto que cunhados, digo, vírus fazem. Chega, se apossa dos seus recursos, usurpa as suas células, se aboletando lá dentro, fazendo outros cunhados, digo, vírus aparecerem lá. Assim, uma célula ao se replicar, replica mais vírus e é assim que esta porcaria de vírus, digo, de cunhados, não, é vírus mesmo. Ah, é tudo a mesma coisa! Bem, é assim que os vírus tomam conta do seu corpo.



Ò a desgraça da proteína!

Assim, o que Venkata pensou? Se eu descobrir mais detalhes sobre esta proteína, eu posso mandar o BOPE bioquímico mandar essa coisa duzinferno pra vala e mandar a conta pro Papa. Sem preocupações, já que não vai ter enterro, mesmo!

A pesquisa de Venkata foi publicada no periódico Nature Structural & Molecular Biology, e não. Não está aberto. Problema teu! Entretanto, é uma bisca de melhorar a vida das pessoas, mesmo depois de já ter contraído a gripe. Enquanto a pesquisa ainda coleta mais informações, para futuramente alguém desenvolver um medicamento, não esqueça de se vacinar, ok? Químicos fazem milagres, mas você bancar o tosco e não se vacinar não adianta. A não ser que um químico vá na sua casa lhe visitar com um bastão de baseball, lhe convencer que vacinação é uma boa. Sugiro que o escute

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