Pesquisadores colocam algo na sua boca para você chupar e ver sua glicose

Os recém-nascidos podem apresentar uma variedade de problemas de saúde. Pediatras têm que lidar com um paciente que nem sempre é cooperativo e diz como está se sentindo, ainda mais quando é bebê. Não apenas isso (que já é muito ruim) é fazer exames em bebês e acompanhar o desenrolar. Podemos citar o exemplo da diabetes tipo 1. Não é brincadeira em diagnosticar em adultos e em crianças é um problema maior e em bebês é um deus-nos-acuda! Motivos? A identificação da diabetes tipo 1 requer acesso ao fluido intersticial na pele e ninguém quer pensar em como fazer isso em bebês recém-nascidos, que são muito frágeis (mas não tão frágeis quanto fanboys de políticos). Quem seria capaz de resolver isso? Quais entidades poderosas teriam incrível poder para determinar isso? Qual tipo de ser megapoderoso, Senhor dos Céus e da Terra, comandante dos segredos escondidos nos materiais, sapiência última do Universo teria condições de realizar tal proeza?

Sim, químicos, obviamente!

A drª Laura Garcia Carmona é química (com ela a oração e a paz!) Ela é pesquisadora do Departamento de Química Analítica, Físico-Química e Engenharia Química da Universidade de Alcalá, Espanha, além estar ligada ao Departamento de NanoEngenharia da Universidade da Califórnia. Como química, a drª Carmona tem um papel crucial de proteger a humanidade dela mesma, missão de todos nós, químicos. De nada!

O grupo chefiado pela drª Carmona desenvolveu algo que o bebê pudesse estar em contato sem estranhar, de forma que um biossensor integrado a essa estrutura possa agir, e medir, em tempo real, as concentrações de glicose na saliva de um recém-nascido. Qual o apetrecho? Uma chupeta!

A chupeta desenvolvida por Carmona e sua equipe usa um canal fino dentro do bico para puxar a saliva para dentro de um detector; sim, como uma espécie de sugador. O bebê chupa a chupeta e a chupeta chupa de volta. É um chupoception! No interior, a enzima glicose-oxidase reage com a glicose na saliva e uma tira transdutora de eletrodo feito com Azul da Prússia é usada para detectar a reação. A força da corrente elétrica produzida pela tira é indicativa da quantidade de glicose na amostra e essa medida é transmitida sem fio a um smartphone ou outro dispositivo.

Embora desenvolvido para recém-nascidos, o dispositivo foi testado apenas em pacientes adultos com diabetes tipo 1. Na base do “você quer se voluntariar pro meu trabalho? Dá uma chupadinha então!”. O problema é que alguém deve ter interpretado errado e mandou um “IUHULLLL! Só se for agora!!”, e ela teve que explicar melhor do que se tratava.

Os pesquisadores foram capazes de medir os níveis crescentes e decrescentes de glicose enquanto os pacientes voluntários davam sua chupadinha na chupeta para ver a quantas andavam a glicose antes e depois das refeições.

Não, não é um produto pronto e acabado, ainda falta uns aprimoramentos. Mas só de termos a possibilidade de um método não-invasivo e nada traumático para bebês e seu cunhado especial, mas muito amado, já é o máximo.

A pesquisa foi publicada no periódico Analytical Chemistry Lembrando que tem coisas que só os químicos podem fazer por você! Nem que seja ficar chupando chupeta.

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