Pesquisa estuda como o malvadão Tiranossauro mordia as presas

Todo mundo gosta de dinossauros, e não é pra menos! São verdadeiramente monstros que existiram, e mesmo que milhões de anos separem a Era dos Dinossauros e a Era dos Homens, vemos com fascinação do que estes seres malvadões eram capazes, em especial o Tiranossauro rex, o rei dos lagartos tiranos, que algum revisionista miserável resolveu dizer que ele tinha penas.

Agora, fica a pergunta: seno um dinossaurão malvadão, ainda assim era preciso poderosas mandíbulas para esmagar, destroçar, triturar os ossos das vítimas. Como ele conseguia isso sem afetar os ossos do próprio crânio?

O dr. Ian Cost é professor-assistente no Albright College. Sua pesquisa estuda a morfologia craniana funcional, ornitologia e paleontologia, fazendo uso de observação comportamental e técnicas de modelagem biomecânica 3D, além de adorar dinossauros, pois toda pessoa decente gosta de dinossauros. Se você conhece uma pessoa que não gosta de dinossauros, avise a polícia imediatamente!

Ao analisar os fósseis de T. rex, Cost custou a entender o que dava tamanha resistência à caveirona dos lagartões, cujo crânio que media 1,80m de comprimento, 1,5m de largura e 1,5m de altura e uma mordida satânica com a força de cerca de 6 toneladas!

Usando uma combinação de imagens, anatomia e modelagens 3D, Cost e seu pessoal notaram como o céu da boca do T. rex reagia às tensões e tensões da mastigação. Para tanto, usaram como modelos de comparação dois primos atuais do lagartão tirânico: uma lagartixa e um papagaio. Pois é, ninguém mais respeita quem mandava e desmandava na bagaça! Mas parentes são parentes, goste você deles ou não.

Os modelos estáticos foram construídos e testados com diferentes posturas palatais usando propriedades de materiais anatomicamente informadas, carregadas com forças musculares derivadas de dissecção e uma análise de sensibilidade da arquitetura muscular e testadas em simulações de mordidas ortais.

HÃ??????

Eles fizeram uma modelagem estática via computador reconstruindo a mordedura do T. rex, mediante informações obtidas com animais de hoje. Como pesquisas anteriores apontaram que dinossauros herdaram articulações específicas de seus crânios de peixes (sim, peixes vieram antes de dinossauros. Eu sei que o mundo é esquisito. Espere só até você saber que seus olhos funcionam melhor na água que no ar), dá para se ter um vislumbre de como era esse movimento mandibular. Assim como acontece com você, meu caro primata, as mandíbulas de dinossauros eram de encaixe, mas com movimentos semelhantes ao de cobras.

As imagens 3D mostram sinais de feixes de força aplicadas por sobre o céu da boca, e o movimento da mandíbula não apresenta sinais como o que estamos acostumados de ver nos filmes (todos os filmes com dinossauros mentem. Sinto muito ter que lhe avisar). Pelo contrário, todo o palato se move, deformando-se mediante o esforço exigido, o que faz distribuir a força, concentrando-se onde realmente tem que ser aplicada: na parte da vítima que está sendo devorada.

A pesquisa foi publicada no periódico The Anatomical Record, e é mais uma informação que aprendemos sobre a caveirona de um bicho que mesmo extinto antes mesmo que sua avozinha ainda nos mete medo.

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