Novo passo para robôs flexíveis. Fica atento quando passar pela janela

Sim, eu sei. Quando se escuta a palavra “robôs” vem à mente aqueles monstrengos de indústrias que montam carros… ou então o T-1000 passando pela fresta da porta indo te pegar. Bem, pode descansar com ambos. O primeiro não vai correr atrás de você. O segundo também não vai; só vai te matar de forma horrorosa por você ficar entre ele e John Connors.

De qualquer forma, temos em mente que robôs, dada à grande necessidade de esforço estrutural, precisa ser altamente rígido e resistente. Não que isso seja mentira, mas não conta toda a verdade. Alguns desses robôs precisam ser flexíveis para não quebrar e/ou serem capazes de se deformarem e voltarem à forma original.

O dr. Amir Zadpoor é professor de Biomateriais e Tecidos Biomeânicos, pesquisador de Biofabricação, Metamateriais e Manufatura Aditiva, da Universidade de Tecnologia de Delft, nos Países Baixos (achou que eu ia errar e falar Holanda, hein? Holanda nem é país, seu otário!).

Zadpoor e sua equipe pesquisam a criação e utilização de robôs macios e flexíveis, próprios para interagir com objetos delicados. Para tanto, é preciso projetar sistemas co materiais que não existem. Se não existem, é preciso criar estes materiais. Se existem, tem-se que alterar estes materiais de forma a atender às necessidades do projeto do robô. É como ter barras de aço, que não são um carro, mas é preciso torneá-las até se transformarem em peças que possam ser empregadas na construção do veículo, o que vai depender do projeto deste veículo para saber que formato as peças terão. Se o aço não for adequado (não existe “O” aço, mas diversos tipos deles), estuda-se quais as características que a liga deverá ter e o que irá suportar para que seja feita na siderúrgica.

Tendo isto em mente, Zadpoor (parece nome de planeta do Flash Gordon) e seu pessoal começaram a pesquisar materiais que se deformam e deformam de maneira previsível, mas capazes de plasticidade de voltar à conformação inicial, para depois ir para a deformação, voltar e assim sucessivamente. Dessa pesquisa, chegaram num sistema para criar materiais robóticos macios com as mesmas características de tecidos, afinal, se a Natureza teve o trabalho de chegar numa estrutura, demorando 3 bilhões de anos, por que bater cabeça tentando algo diferente se já se tem algo que funciona? Ok, não é perfeito, mas melhorar demora menos tempo que fazer do zero.

Os pesquisadores ??usaram modelos computacionais para projetar células unitárias. Estas células possuem propriedades mecânicas diferentes, de forma a combinar diferentes em proporções para fornecer uma variedade de materiais com diferentes propriedades. Assim, pode-se ter um sistema completo, com células rígidas e flexíveis sendo combinadas e, então, impressas em 3D diretamente, garantindo que cada peça está perfeitamente conectada à outra, sem folgas ou partes apertadas. Cada peça precisamente em seu lugar.

Qual a utilidade desses robôs? Ainda nenhuma, mas a pesquisa não é o robô e sim a feitura do material, emprego combinado e, por fim, a construção do que for para ser construído, desde próteses até máquinas delicadas para serem usadas em grande escala. Vai depender das necessidades, pois elas que comandam o que se precisará inovar.

A pesquisa foi publicada no periódico Materials Horizons. Aproveita que está com conteúdo integral e aberto para você.

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