Descoberta ligação entre metabolismo e anorexia

Estamos num mundo em que aparência é importante, e isso vem desde nossos ancestrais. Aqueles primeiros organismo sexuados que nadavam naquela poça de água suja já selecionavam qual era o que tinha menos pior aspecto. Qualquer babuíno escolhe pela aparência, por que seriamos diferentes? O problema é que isso leva a sérios problemas em que a pessoa achaque precisa melhorar o corpo cada vez mais. Entre várias doenças, uma das mais impressionantes é a anorexia, em que a pessoa se recusa a comer pois, para ela, ela está enorme de gorda.

Antes, achava-se que era uma questão mental, mas pesquisadores descobriram que existe até um viés metabólico que influencia isso.

A drª Cynthia Bulik é psicóloga clínica e professora de Desordens na Alimentação do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte. De comida ela entende, nem que seja para apontar o que você anda fazendo errado (aquele se ovo mexido é uma droga!).

Bullik estuda os casos de anorexia nervosa e conduziu um estudo global com a participação de cerca de 100 acadêmicos em todo o mundo. A anorexia afeta principalmente mulheres, mas homens também apresentam casos,. Estima-se 1 a 2% das mulheres sofrem de anorexia nervosa, enquanto homens ficam na casa de 0,2 a 0,4%.

O estudo de Bulik e seu pessoal mostrou que as diferenças metabólicas contribuem severamente para o desenvolvimento do distúrbio. As análises do grupo de pesquisa indicam que os fatores metabólicos podem desempenhar um papel quase tão forte quanto efeitos puramente psiquiátricos.

A pesquisa foi efetuada com a análise de 16.992 casos de anorexia nervosa, com a participação de 55.525 controles de 17 países da América do Norte, Europa e Austrália. Os dados foram coletados, tabulados, rotulados e falta um carimbo para poderem voar. Como estamos em termos de internet, não foi preciso, e todo mundo teve acesso aos dados, que começaram a ser analisados.

Os pesquisadores descobriram que a base genética da anorexia nervosa se sobrepõe às bases metabólicas, que incluem glicemia, lipídios e dados antropométricos como características de mensuração. A base genética se sobrepõe a outros transtornos psiquiátricos, incluindo transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, ansiedade e esquizofrenia. Se você está se confundindo, lá vai o TL;DR: anorexia pode ser devido a fatores genéticos.

O problema agora é analisar como estes fatores genéticos atuam até a pessoa desenvolver anorexia. O que se sabe até agora foi isso, mas o “por que” ainda está faltando. Pelo menos, por enquanto.

Sim, há a probabilidade de alguém que está lendo agora tenha parente anoréxico, ou conhece alguém que seja. Não é uma questão de “ain, basta dar a volta por cima que passa”. Não passa. Nem que fosse devido à depressão passaria. É um problema muito mais sério.

Obviamente, ainda há muito que não se sabe sobre a anorexia e quais os vieses metabólicos que a causam. Mas, como sempre digo, AINDA não se sabe. Só em termos uma descoberta como essa já nos guia para outros caminhos a serem explorados.

Enquanto isso, divirta-se lendo a publicação Nature Genomics. Mas só se você pagar, é claro. Não tem sopa nem periódico grátis para você nesse caso.

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