
A funcionária mais antiga da Drexel University, na Filadélfia, nunca tirou férias, jamais pediu aumento e não faltou um único dia desde o século XIX. A própria instituição a apresentou ao público, em 2012, como sua servidora de mais longa data, e dá para entender o orgulho: poucas folhas de pagamento ostentam alguém que trabalha em regime de alfinetes.
Hoje, essa funcionária executa o seu trabalho no Student Activities Center, entre a cozinha dos estudantes e as mesas de pingue-pongue, com os nervos pintados de branco, os olhos no lugar e um nome que a anatomia mundial pronuncia como se fosse de família: Harriet. Há perguntas no ar: Quem ela foi? Quem teve a gentileza de lhe perguntar se topava virar patrimônio científico? São questões que levaram mais de um século para serem tratadas com seriedade. As respostas, como costuma acontecer quando alguém resolve abrir uma caixa de arquivo, são bem menos reluzentes que o cartão-postal. Continuar lendo “Harriet Cole: a funcionária mais antiga da Universidade Drexel”

Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.
Há 9 anos, o destino foi cruel para com um homem. Este homem, por causa de um rojão ,perdeu uma de suas mãos. Dennis Aabo Sorensen viu sua vida esfacelar, pois perder partes do corpo não deixa ninguém feliz, ainda mais se não estava corroído por algum câncer. Denis. Só havia o pranto e o desespero. A tecnologia tinha provido Denis de uma prótese, mas não é a mesma coisa. Não poder acariciar alguém, sentir o toque liso e frio de um simples copo, é privarmos de um dos principais sentidos: o tato.
O pessoalzinho tosco que defende os ‘direitos dos animais" (mas usam inseticida em casa), acha um absurdo experimentação animal, alegando que isso é tortura. Curiosamente, nunca falam quando cientistas fazem pesquisas nas quais curam pequenas cobaias. Agora, cientistas dão mais um passo em termos de ciência médica: eles conseguiram reconstruir medulas espinhais de ratos. Ok, foram cotadas, mas voltaram a ser remendadas e mesmo o mais fanático dos vegans toma remedinho. E, claro, isso ajudará muita gente com problemas de lesões no sistema nervoso.