Por causa de indústrias malvadas, casos de lepra caem mais de 16% no Marrocos

Eu sou feliz num mundo melhor. Todos os dias, centenas, milhares, milhões de sociólogos, filósofos e especialistas em estudos de gênero têm ajudado a curar doenças e erradicar problemas que a insaciável por lucros Big Pharma promove, pouco se importando com a saúde das pessoas. Vejam o caso do Marrocos: desde 2012, o Marrocos apresentou uma redução de 16% dos casos de hanseníase (lepra para os íntimos). Ficou demonstrado que as dezenas e centenas de jirombas com as quais o Tedson se banqueteou teve um excelente propósito. Todas aquelas orgias gays que o Victor foi deram resultado. Muito obrigado, pessoal! Vocês realmente ajudaram muito!

Bem, vamos parar de frescura, pois, se dependesse desses inúteis ainda estaríamos comendo carne crua e com expectativa de vida de 20 anos, sendo que aos 15 já estaríamos pedindo pra morrer. O que ajudou mesmo foi a Ciência que pessoal tanto detesta, por meio de um medicamento criado por gente que tanto odeiam.

A drª Ibtissam Khoudri é pesquisadora do Ministério da Saúde do Marrocos. Não, não tem página pessoal institucional, só a página do Ministério que é um lixo, mesmo pros padrões da década de 90. De qualquer forma, Khoudri e seus colaboradores analisaram os casos de hanseníase detectados no Marrocos entre os anos de 2000 e 2017, tabulados anualmente. Foram levados em conta dados sobre pacientes com hanseníase como idade, sexo, origem, região e grau de incapacidade, isto é, o quão debilitante foi a hanseníase para essas pessoas.

Entre 2000 e 2012, a redução anual dos casos de hanseníase foi de 4,68%. Em 2012, o Marrocos introduziu um programa para administrar quimioprofilaxia com dose única de rifampicina para deter a disseminação da lepra entre os contatos domiciliares.

A rifampicina é um antibacteriano casca grossa que bate forte nas bactérias fortonas como as da hanseníase. Ele é tão forte que precisa de receita e não, não dá pra comprar numa ultrafarma da vida. Claro, ele é produto da odiosa Big Pharma e só ricaços que possuem menos de 17 reais na carteira podem pagar por ele aqui no Brasil. Depois da implementação deste medicamento no Marrocos entre 2012 e 2017, houve uma queda de 16,83% nas ocorrências anuais de hanseníase. Analisando os dados, só em 2012, a queda foi absurda, comprovando que o medicamento, sim, fez uma enorme diferença.

Pois é, como a Ciência é ruim. Melhor mesmo são as religiões. O problema é que elas não podem resolver nada por causa do livre arbítrio dos seres vivos. As entidades mágicas devem respeitar o livre arbítrio das bactérias também, pelo visto.

Curioso por ver todos os dados, hein? Então leia a pesquisa que foi publicada na Plos One.

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