Pesquisa mostra novos exames para detectar câncer de próstata mais cedo

Todo ano o Governo faz campanha Novembro Azul, que em síntese é pro cara parar de frescura e ir no médico verificar sua saúde. Ficam de frescurite “ain, não quero ninguém enfiando o dedo na minha bunda. Sou machão e não permito. QUI ÓDIOOOOOOO”. Já começa que urologistas mandarão você fazer um exame de sangue para saber a quantas andas. Entre elas o exame de PSA (Prostate-Specific Antigens, ou Antígenos Específicos da Próstata). Mediante o resultado é que ele vai fazer o exame de toque. Então, por machismo imbecil (desculpem o pleonasmo) o sujeito acha, sei lá, que o médico vai correr pela rua berrando “GENTE! GENTE! ACABEI DE ENFIAR O DEDO NO CU DO EPAMINONDAS HAUAHAHAHAHAHA” no legítimo dedo no cu e gritaria. Não, o médico não fará isso. As pessoas só saberão se você contar. Ademais, mulheres passam por coisas piores e não reclamam. Não dá nem pra chamar esses caras de mulherzinhas.

Claro, a Ciência evolui e outros (e melhores) métodos de detecção são sempre bem-vindos. O problema é catar células cancerosas, e o ideal é sempre descobrir o mais próximo do início.

O dr. Thorsten Schlomm é diretor do Departamento de Urologia do Charité Universitätsmedizin Berlin (é um hospital universitário). Sua pesquisa procura entender formas como câncer de próstata se desenvolve e como ver com muita antecedência quando isso começa a ocorrer para mandar o caranguejão do mal pra vala. Sendo assim. Scholmm e seu pessoal foram dar uma olhada nos genomas do tumor de quase 300 pacientes com câncer de próstata.

O que Thorsten descobriu foram as maneiras pelas quais mudanças na informação genética das células da próstata abrem caminho para o desenvolvimento do câncer. O câncer é praticamente quando a célula fica louca que nem o patrão em dia de liquidação. A diferença é que o patrão não faz patrõezinhos, mas as células cancerígenas, sim. E muito, e rápido, e de forma descontrolada.

Thorsten tabulou dos dados dos 300 pacientes e empregou modelagem computacional para prever o curso da doença em pacientes individuais, o que é muito, dada as nuances da doença. No estágio inicial, não se tem ideia se o tyumor é benigno ou maligno. O que se faz? Bombardeia o cara com medicamento, mesmo sem ser necessário? Não faz nada e espera o caldo entornar? Chama Jesus?

A pesquisa integrou os genomas completos, transcriptoma e análise de metilomas de cânceres de próstata de início precoce (diagnóstico abaixo dos 55 anos). A caracterização de 292 genomas de câncer de próstata revelou alterações genômicas relacionadas à idade e um processo mutacional dirigido por enzimas, semelhante ao relógio, contribuindo para as primeiras mutações em pacientes com câncer de próstata.

A análise integrativa identificou quatro subgrupos moleculares, incluindo um subgrupo particularmente agressivo com duplicações recorrentes associadas ao aumento da expressão de ESRP1, que validamos em 12.000 tumores de microarranjos teciduais.

Em outras palavras, eles reviraram o genoma de pacientes com câncer de próstata e sem câncer de próstata e analisaram todos os resultados, chegando no ponto que viram quais genes eram expressados e em que condições. Com isso, se algum paciente tiver esse gene expressado, mas ainda sem os sintomas da doença, os médicos poderão já dimensionar qual tratamento preventivo o paciente receberá.

Levando em conta que o Brasil tem como expectativa para os anos 2018-2019 a ocorrência de 1,2 milhão de novos casos de câncer no país entre 2018 e 2019, em que especificamente os casos de câncer de próstata somam 66 novos casos a cada 100 mil homens, a mesma taxa prevista pro ano de 2019, vemos que quanto mais testes, melhor. Isso aliado ao fato que muitos desses sujeitos imbecis não lava direito o pinto, quanto mais procurar o médico. Assim, fica difícil médicos fazerem algo, né? procurem o médico, imbecis. eu não só procuraria como vou todo ano, com meus exames ainda 100%, com tudo muito bem lavado aqui, e exames de sangue periódicos para evitar surpresas. Não seja um retardado!

A pesquisa foi publicada no periódico Cancer Cell.

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