Espécies invasoras atacam a Europa e estão vindo pro Mediterrâneo. CORRÃO!

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Espécies invasoras são quando um determinado ser vivo, acostumado ao seu habitat, vai parar em outro habitat e começa a se proliferar lindamente, principalmente quando os seres que estão ali não são algo que irá predá-los. se eu for morar na Antártida, a probabilidade é eu morrer de frio, ou um urso cinzento me devorar vivo. não, péra, ursos cinzentos são meio difíceis de aparecer na Antártida. o que vai me ferrar é o frio mesmo. já chegando em alguma clareira da Nova Zelândia, o máximo que vai me enfrentar é um Hobbit, então, ficarei tranquilo lá. espécies invasoras sem predadores acabam se alastrando e, SURPRESAAAA, este biltre desavergonhado é que será o predador de todo mundo, como aconteceu com um crustáceo malvadão, que saiu invadindo a praia alheia.

A drª Sabrina Lo Brutto e o dr. Davide Iaciofano são pesquisadores do Laboratório de Taxonomia da Universidade de Palermo, na Itália. Eles pesquisaram sobre um artrópode invasor. Eles só n]ao falaram “bugs, bugs everywhere”, porque não era um besouro, mas um crustáceo (apesar que besouros, crustáceos e meu pai são tudo casca grossa). O miserável pulha vagabundo invasor é o Ptilohyale littoralis, uma espécie de lagostim da família Hyalidae, conhecido por ter se espalhado por alguns países da Europa, que possui 12 gêneros, um bocado mas infinitamente melhor perante aquelas maluquices que os que frequentam o Tumblr se classificam. A diferença é que os Hyalidae são animais superiores.

Esta família pertence à ordem de crustáceos de pequeno porte conhecidos como anfípodes, variando em tamanho em cerca de 1 a 340 mm de comprimento, e se alimentam da matéria orgânica que estiver disponível, como animais mortos e plantas. Estando amplamente distribuídos em ambientes aquáticos. Os anfípodes já foram comprovados como excelentes indicadores de saúde do ecossistema. Se os anfípodes no local estão bem e felizes, então o que tem em volta está tudo bem, falou, valeu!

Como toda espécie lindinha, fofa e queridinha, este serzinho vagabundo, safado e filho do Cão é uma praga quando ele vai parar onde não deve. No seu local, ele é muito legal, mas quando invade outros cantos, vira uma espécie de brasileiro em qualquer lugar do mundo: sacaneia geral. O motivo é quase o mesmo: a alta capacidade de se adaptar no local, procurando fazer do novo lar o equivalente ao lugar de onde saiu. É, os anfípodes devem ser brasileiros, mesmo! E é justamente a sua alta adaptabilidade que torna os anfípodes especialmente perigosos quando são espécies invasoras.

Lo Brutto e Iaciofano se enfurnaram no Museu de História Natural de Verona e no Museu de História Natural de Paris e vasculharam tudo o que estava esquecido lá nas caixas. Todo museu tem um depósito com coisas que não estão em exposição, praticamente, tudo para que os pesquisadores possam pesquisar em paz, sem ter uma tia de óculos com correntinha empurrando para poder ver bem de perto, já que o óculos está fraco. E isso sem contar com as fotos e as filmagens na vertical. É um inferno, gente!

Ao pesquisar os diferentes espécimes e traçando o rumo de suas origens e como foram parar lá, Jesse e James, digo, Lo Brutto e Iaciofano (isso parece nomes de alguns comediantes da corte de Tibério César) concluíram que o Ptilohyale littoralis colonizou as águas europeias 24 anos antes dos registros disponíveis atualmente.

A confusão aconteceu porque, em 1985, quando o anfípode foi coletado pela primeira vez nas costas europeias, ele foi identificado erroneamente como uma espécie nova para a Ciência, em vez de um invasor nativo da costa atlântica norte-americana. Dando uma verificada com olhos mais profissi9onais do que o de um estagiário preguiçoso, Bonnie & Clyde, digo Lo Brutto e Iaciofano verificaram que se tratava da mesma espécie, que vem se espalhado com sucesso ao longo das costas europeias. Não só isso, a previsão é que o anfípode viajante poderia chegar em breve ao Mediterrâneo devido à alta conectividade entre o mar e o leste do Oceano Atlântico através do Estreito de Gibraltar, uma rota já utilizada pela fauna marinha invasora no passado. Se essa criatura sem-vergonha (o anfípode, não os pesquisadores) chegar ao Mediterrâneo, é altamente provável que ele se aninhe muito bem no local, concorrendo com muito mais vantagens contra os outros crustáceos do local e saia vitorioso esmagando os seus concorrentes, vendo-os fugindo diante dele e ouvindo o lamento de outras crustáceas.

A pesquisa foi publicada no periódico ZooKeys (que você pode ler digrátis) e mostra que pesquisas, principalmente envolvendo espécies e novas espécies, nunca terminam. Sempre tem algo a mais para se descobrir. Tb mostra que este camarão metido a besta é uma praga!

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Sobre André Carvalho

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