
Toda invasão biológica tem um roteiro parecido: uma espécie pega uma carona indevida (geralmente na água de lastro de um navio, o Uber clandestino dos ecossistemas), desembarca num lugar onde ninguém a esperava, descobre um buffet livre de comida sem predadores à vista e começa a se multiplicar como se tivesse lido o manual de “Como Arruinar uma Economia Pesqueira em Três Passos Fáceis”.
No litoral do nordeste da Itália, esse papel está sendo interpretado com particular entusiasmo por um crustáceo americano de pinças afiadas, e a resposta que os italianos encontraram para lidar com ele é tão elegante quanto inusitada: soltar milhares de polvos bebês no mar e torcer para que cresçam com fome. Continuar lendo “Caranguejo sem-vergonha agora tem adversário a altura: um polvo faminto”

Cientistas da Universidade de Hiroshima estão radiantes com o que encontraram. Foi identificada uma nova espécie de parasita que infecta um peixe de água doce invasivo na ilha subtropical de Okinawa, no Japão. Ou seja, o invasor que invade outro invasor tem 100 anos de perdão. Isso é muito legal! Além de me ajudar a fazer trocadilhos impróprios, nos ajuda a entender como parasitas saem parasitando por aí, indo parar em outros lugares que normalmente não deveriam estar lá.
Este país é tão vergonhoso que pesquisa científica agora é feita literalmente com o pires na mão. Pessoas com brios e um tanto de vergonha jamais pedem dinheiro às pessoas para resolver seus problemas. Cientista quer porque quer saber das coisas e aí, amiguinho, o brio que se dane, dá essa grana aqui para que possamos trabalhar; como foi o caso de uma pesquisadora que pediu dinheiro pra galera para poder fazer sua pesquisa. O pior, digo, MELHOR é que conseguiu!
Vikings foram o povo mais badass que eu conheço. Com eles não tinha essa de ser mais ou menos bonzinho pra te ferrar depois, eles já partiam pra porrada. Só que como grandes navegadores, seria inevitável uma troca, ainda que não tenha sido essa sua intenção. Entre elas estava uma família de camundongos, que acabaram sendo os pais de muitas espécies de roedores caseiros que, se dermos sopa, se mudam para nossas casas sem pagar aluguel.
Não estou falando, claro, de extraterrestres que vivem pendurados no telefone. A palavra "alienígena" não diz que o referido ser vivo tem que vir do Espaço, podem dar uma olhada em seus dicionários. Se bem que a classe dos alienígenas pode se sentir ofendida com isso e o Ministério Público Federal pode dar ordem para a supressão deste vocábulo.