Cientistas fazem tomografia de um crânio de ave de parentesco coladinho com dinossauros

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Todo mundo que frequentou um colégio decente, lê Ceticismo.net ou, melhor ainda, as duas coisas, sabe da clara ligação entre aves e dinossauros, ainda mais que dinossauro gigantão era coisa rara e o velociraptor boladão era pouco maior que uma galinha. Uma galinha MUITO mau-humorada. Obviamente, os defensores do mito chamado “Criacionismo” querem sempre mais e mais provas, apesar de mais e mais provas serem mostradas (o que só vale para um lado. Eles nunca provam o PUF! UM ELEFANTE!). bem, se querem mais privas, ok, toma mais provas: o Ichthyornis dispar. Sim, temos mais fósseis deste antigo pássaro.

Os Ichthyornis formavam um gênero de aves marinhas com bico apresentando dentes do período Cretáceo tardio, comum na América do Norte. Os fósseis deste ser que provavelmente foi cria de Satã apareceram em Alberta, Alabama, Kansas, Novo México, Saskatchewan e Texas, em estratos de rochas que datam do período Turoniano, há cerca de 95-83,5 milhões anos.

O I. dispar detém uma posição chave na trilha evolutiva que leva das espécies dinossaurianas às aves de hoje, tendo sido descoberto por Benjamin Franklin Mudge (não é aquele Benjamin Franklin) em 1870, mas quem o batizou e o descreveu em detalhes foi Othniel Charles Marsh (quem vivia às turras com outro naturalista, chamado Edward Drinker Cope, que tentou arrogar para si a descoberta do penoso pré-histórico). O I. dispar chegou até mesmo a ser examinado pelo próprio Charles Darwin.

Tudo muito legal, tudo muito bem, mas até agora os fósseis não tinham um crânio totalmente intacto. Frise-se o “até agora”, pois o dr. Bhart-Anjan Bhullar, professor-assistente do Departamento de Geologia e Geofísica da universidade Yale tem umas novidades para mostrar.

Bhullar e seu pessoal pesquisa as grandes transições na história dos vertebrados. No campo e no laboratório, usamos o registro geológico da vida para guiar questões sobre grandes transformações nos vertebrados, especialmente nas origens das radiações existentes, tais como (mas não limitadas a) pássaros, mamíferos, tetrápodes e gnatostomos (uma superclasse de animais vertebrados, onde são reunidos os peixes que possuem mandíbula e os que possuem quatro membros).

Claro, você pode até alegar que eles não trabalham com evidência nenhuma, mediante a sua imensa bagagem cultural adquirida em sonolentas aulas do Ensino Médio, em cujas provas a maioria colou. Bem, as evidências dos principais eventos da história evolutiva ainda está lá e ninguém liga para chilique de gente que acredita em cobras falantes.

A equipe de Bhullar apresentou novos espécimes com restos cranianos tridimensionais – incluindo um exemplar de um crânio completo e dois elementos cranianos anteriormente ignorados que faziam parte do espécime original em Yale. Sim, acontece de você ter as provas ali debaixo do seu nariz, mas falta uma peça-chave para ligar os pontos ou mesmo as pessoas prestarem a atenção por meio de outras abordagens.

Voltando ao Ichthyornis dispar, o que mais impressionou os pesquisadores foi como era o bico do pássaro quando apareceu pela primeira vez na Natureza. O primeiro bico era como uma ponta de pinça coberta de chifres no final da mandíbula. O restante da mandíbula estava cheio de dentes. Na sua origem, o bico era um mecanismo de precisão que servia como substituto para as mãos inexistentes do pássaro, que tinha asas no lugar e, com isso, conseguia voar.

A equipe de pesquisa realizou sua análise usando a tecnologia de tomografia computadorizada, combinada com espécimes do Museu Peabody de História Natural; o Museu de História Natural de Sternberg, em Fort Hays, Kansas; o Museu de História Natural do Alabama; o Instituto de Biodiversidade da Universidade do Kansas; e o Instituto de Pesquisa Geológica de Black Hills. Foram descobertas coisas interessantes.

De acordo com as informações recolhidas, o passarão – que seria facilmente confundido com uma ave marinha dos dias atuais – tinham dentes que provavelmente não seriam visíveis a menos que a boca estivesse aberta. Esta boquinha de anjo, por sinal, devia estar coberta com algum tipo de tecido extrabucal semelhante a um lábio, enquanto que a região temporal do crânio era notavelmente semelhante à de um dinossauro, enquanto o cérebro ia evoluindo a passos largos, mas a caixa craniana ainda demorou um tempo para acompanhar as mudanças, já que Evolução não é assim, tudo mudando junto. As transformações vão ocorrendo independentes umas das outras. O crânio de Ichthyornis manteve-se primitivo por muito tempo, assim como o palato, o que denota que ambos deveriam ser codificados pelos mesmos genes.

Quer videozinho? O próprio Bhullar fala a respeito.

A pesquisa foi publicada na Nature

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Sobre André Carvalho

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