Pesquisa estuda substâncias que impeçam coágulos excessivos causando AVC

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Pode ser possível perturbar os coágulos sanguíneos prejudiciais em pessoas com risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral sem aumentar o risco de sangramento, de acordo com um novo estudo publicado na Nature Communications .

Coágulos são coisas muito legais, que principalmente nos ajudam a não ficar sangrando até a morte. Hemofílicos adoram eles. Uma pena que quem sofre de ataques cardíacos e/ou AVC já não pensem o mesmo, pois a Natureza tem a mania de transformar algo legal e uma coisa que pode estragar os seus dias.

Para tanto, pesquisadores estão estudando como perfazer uma interação de receptores celulares, de forma que, quando manipulada com moléculas terapêuticas, pode-se evitar com segurança os coágulos sanguíneos. E obviamente, você não entendeu nada, mas estamos aqui para isso!

O dr. Daniel Simon é médico, cientista. Não, ele não mexe com essas bagaças de raios gama. Como um dos diretores do University Hospitals Cleveland Medical Center, ele não curte essas bagaças de radiação, já que Física é coisa de bisonhos. O segredo está na Bioquímica. Dessa forma, ele e seus colaboradores pretenderam achar um novo caminho, e mais objetivo, para regular a coagulação do sangue, sem que isso afeta a principal função disso: que é parar os sangramentos.

Tudo começa com um par de receptores de proteína que ajudam certas células a interagir na inflamação e na trombose. Receptores de proteína fazem exatamente isso: “recebem” proteínas e as ativam. Tudo no seu corpo é regulado por alguma proteína específica, e um receptor de proteína (que também é um aproteína) captam sinais extracelulares e ativam vias de transdução de sinal, como se fosse um posto de retranbsmissão de sinal, ou um access point de wifi ou a analogia que você quiser para exemplificar quando se tem um sinal e se retransmite, de forma a ativar respostas bioquímicas. Dessa forma, quando os receptores Mac-1 ao GPIbα começam a interagir entre si, eles desencadeiam uma verdadeira torrente de sinais químicos que amplificam a ação da coagulação. Em outras palavras, eles fazem os coágulos não precisarem se amontoar muito para serem mais efetivos. Menos coágulos são formados, mas com ação mais bem sucedida, sem o risco de algum deles acabar se soltando, indo parar na corrente sanguínea e ir para o seu querido cérebro.

Testes em ratinhos de laboratório mostraram que a interação desses dois receptores causa coágulos em artérias grandes e pequenas, mas que pode ter sua ação bloqueada por um anticorpo ou uma nova molécula terapêutica pequena que se liga ao receptor Mac-1.

Camundonguinhos geneticamente modificados foram criados em laboratório sem a capacidade de produzir o receptor Mac-1 ou com uma forma mutante, não podendo ligar a GPIbα em plaquetas. Como resultado, os ratos tiveram atraso na formação de coágulos sanguíneos em resposta à lesão em artérias. Já os ratos expostos ao anticorpo interferente ou à molécula pequena também não conseguiram formar os tipos de coágulos sanguíneos que podem levar a acidentes vasculares cerebrais ou ataque cardíaco.

O problema está resolvido? Não, porque Simon não é nenhum desses médicos irresponsáveis que criam algum tratamento mágico e já sai distribuindo para pessoas, e o laboratório dele não é nenhuma imundície parecida com laboratório de traficante xinfrim. Simon diz que começará ainda os testes com humanos para saber se isso poderá resultar em um tratamento eficiente, mas os prognósticos da pesquisa são muito favoráveis.

Ficou interessado? Otimo! O artigo está aberto para qualquer um ler na Nature Communications.

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Sobre André Carvalho

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