Pesquisadores estudam remédio antimalária que já existia no Brasil e ninguém ficou sabendo

Malária ainda é um problema sério, principalmente em países pobres, sem saneamento básico. Algo como o Brasil, que metade dos domicílios não têm esses grandes avanços tecnológicos como água encanada e esgoto tratado. Muitos remédios têm sido usados, mas quando eles não estão funcionando, o negócio é partir para a pesquisa. 18 pacientes críticos no Congo precisavam de ajuda, e ainda que andemos pelo Vale da Morte não devemos temer, pois a Ciência estará conosco.

A drª Pamela Weathers é professora de Biologia e Biotecnologia no Instituto Politécnico de Worcester. Como a região por lá estava em situação crítica, a drª Wethers resolveu usar tratamento não aprovado ainda, com remédio a partir das folhas secas da planta Artemisia annua, mais conhecida no Brasil pelo nome de “losna”. Por muito tempo, esta planta foi usada como remédio para reduzir a febre, contra inflamações e dores de cabeça, em que a pessoa bebia um chá horrorosamente horrível de tão ruim.

Em apenas cinco dias, todos os 18 pacientes tinham se recuperado totalmente. É um remédio que parece ser bem eficiente contra a malária, mas que a Big Pharma impedirá que se use, certo? Então, o pessoal lá dos Illuminatis anda papando mosca, pois já em 2005 já se sabia da ação antimalárica da Artemisia, por causa da substância artemisina.

A pesquisa foi realizada pelo Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, da Unicamp, chegando a um medicamento feito a partir das folhas da Artemísia e totalmente produzido no Brasil pela empresa Labogen, de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Em 2010, o dr. Adilson Sartoratto, que é químico (com ele a oração e a paz), recebeu homenagem no Prêmio Inventores da Unicamp, na categoria Tecnologia Licenciada.

Hello? Tem algum idiota com mania de conspiração aí? Cadê a Big Pharma, bando de energúmenos?

Então, tia Weathers não estava tãããããão no escuro assim quando aplicou a losna nos seus pacientes. Dizer “para nosso conhecimento, este é o primeiro relatório da folha seca de Artemisia annua que controla a malária resistente ao ACT em seres humanos” implica apenas que a Revista Brasileira de Farmacognosia e a Revista Brasileira de Plantas Medicinais não são periódicos muito respeitados, se é que são conhecidos. Não fiquem tristes. Pelo visto a Acta Horticulturae, da Bélgica, não é lá conhecida também.

Não, péra, tem publicação de 1997! Acho que o Centro de Medicina Tropical de Rondônia também é pouco conhecido.

Aliás, tem outro detalhe interessante: tia Weathers começou sua pesquisa sobre a artemisinina e a Artemesia annua há mais de 25 anos. E parece que o tio Adilson não sabia. Ou sabia e não falou pra ela. Não é lindo ver pesquisadores interagindo entre si?

A pesquisa da drª Weathers foi publicada no periódico Phytomedicine

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