Lua é mais velhinha do que se pensava

A Lua é fascinante, pois além se ser o único mundo que os seres humanos puseram os pés além da Terra, ainda tem a vantagem de iluminar mais que o Sol, já que o Sol só brilha de dia e a Lua brilha de noite (não ria. Aprendi essas coisas com a Bíblia, que diz que a Lua é um luzeiro e que ela e o Sol apareceram depois do dia ser separado da noite).

Seu surgimento tem muitas controvérsias, mas a teoria mais aceita é que Theia, um outro planeta, deu um porradão na Terra, arrancou um naco e esses pedaços se aglutinaram por acreção e formaram a Lua. Quanto à sua idade, bem, ao examinar os dados de amostras trazidas pela Apollo 14, pesquisadores estão pensando que ela surgiu um pouco mais cedo: entre 40 e 140 milhões antes do que se acreditava.

A drª Mélanie Barboni é geoquímica, pois ser geóloga apenas é muito sem graça, e sabemos o que é realmente importante nas Ciências. Ela é pesquisadora assistente do Departamento de Ciências da Terra, Planetárias e Espaciais da Universidade da Califórnia Los Angeles, UCLA.

A drª Melinha adora pedras, curte petrologia ígnea, geoquímica e geocronologia, isto é, datação de rochas, estudando sistemas magmáticos que governam o crescimento de megacríticos de feldspato K, entre outras coisas que só servem para rechear artigos de forma inútil para dar ar de profundidade, enquanto o assunto mesmo não é abordado.

Tudo começa com a missão Apollo 14, em 1971. As amostras trazidas pelos astronautas geraram tantas pesquisas que até hoje são estudadas. Com o desenvolvimento técnico-científico, novas tecnologias e novos equipamentos, sempre tem algo novo a ser descoberto ou analisado mais profundamente.

As datações de MelMel e seus colaboradores apontam por uma formação da Lua um pouco mais antigo do que se imaginava. Cerca de 60 milhões de anos depois do Sistema Solar ter sido formado.

A pesquisa mais recente significaria que a lua se formou “apenas” cerca de 60 milhões de anos após o nascimento do sistema solar – um ponto importante porque proporcionaria informações críticas para os astrônomos e cientistas planetários que procuram entender a evolução inicial da Terra e nosso sistema solar. No caso, a peça-chave foi um mineral chamado “zircão” que basicamente é um mineral composto por sulfato de zinco, mas que tem outros compostos misturados.

Mélanie foi capaz de identificar e analisar oito porções de zircão em estado puro (ou o mais próximo de pureza que se consegue). Especificamente, ela examinou como o urânio que eles continham tinha decaído para chumbo e como o lutécio presente tinha sofrido decaimento radioativo também para um elemento chamado háfnio. Nesse vídeo, eu até expliquei como é feita esse tipo de datação

A pesquisa foi publicada no periódico Science Advances com texto inteirinho, com gráfico, desenhinho, métodos de coleta e determinação da idade das rochas etc. Divirtam-se!

2 comentários em “Lua é mais velhinha do que se pensava

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