Turbina eólica é animal. Mata águia, mata geral

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Todo mundo ama soluções tidas como “verdes”. Parecem esquecer a velha máxima que não existe almoço grátis. Um exemplo são as usinas eólicas (você sabe… um cataventão gigantão que é movido pelo vento – duh! – e faz girar uma turbina, gerando eletricidade). Elas são um exemplo ótimo de geração de energia com fonte renovável (ventos, né?) e sem poluição nenhuma, certo? Errado! Já começa que aquela bagaça faz um barulho infernal, além de matar aves e morcegos. Poderia ser pior?

Claro que não so poderia ser pior, como de fato é. Até aves de grande porte como algumas águias são mortas, indo bater um papinho com Manwë em pessoa.

O dr. J. Andrew DeWoody é professor de Genética do Departamento de Engenharia Florestal e de Recursos Naturais da Universidade Purdue. Ele estuda como a operação de usinas eólicas está passando o cerol em várias águias, principalmente as da espécie águia real (também chamada de “águia dourada”, Aquila chrysaetos), fazendo uso, inclusive, de exames de DNA e mapeamento radioativo.

HÃ???

Isso mesmo! Ele está bombardeando águias com radiação, de forma a criar uma nova geração de águias mutantes, com poderes do Quarteto Fantástico.

Mas CLARO que não é isso, né?

O dr. DeWoody mapeou os genes das águias mortas para montar um banco de dados genético. Assim, ele pode rastrear em busca dos parentes da águia defunta. Através desse levantamento, e com marcadores radioativos, DeWoody determinou que muitas das aves mortas voam por centenas de quilômetros até chegar no local onde encontrará seu Criador.

Por sinal, esse lugar é a Califórnia. Todo mundo quer ir pra Califórnia, e as águias não são diferentes, pretendendo viver entre as ondas dos ventos de lá. O problema é que tinha uma turbina no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma turbina (ou várias).

Mas onde entram os marcadores radioativos? Bem, nas penas. O dr. David Nelson, do Centro de Ciências Ambientais da Universidade de Maryland determinou a presença de marcadores radioativos de isótopos de deutério (o isótopo do hidrogênio com um nêutron a mais) nas penas, e como as penas são muito fáceis de serem conservadas, já que são tecido morto de qualquer forma, Nelson pôde determinar onde as aves provavelmente cresceram, tendo aquelas penas como uma espécie de certidão de nascimento.

O resultado? Os pesquisadores descobriram que aproximadamente de 75% das 62 aves encontradas eram população local, enquanto os outros 25% restantes muito provavelmente migraram para a área antes de serem mortas. Que Gwaihir as proteja e as leve até Manwë, o Senhor dos Céus!

Afinal, por que eu deveria me preocupar?

Por causa de equilíbrio ecológico. Ter um cataventão do mal matando tudo que é espécie viva, ele causa um enorme impacto, ainda mais que um quarto dessas águias vieram de outros lugares, o que implica que está-se causando desequilíbrio ecológico a centenas de quilômetros de distância. Esse estudo é excelente para saber que mesmo alternativas “verdes” têm a sua parcela de caquinha, o que fará com que especialistas projetem meios de evitar, ou pelo menos minimizar este impacto.

A pesquisa foi publicada no periódico Conservation Biology

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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