Para onde vai a água do degelo da Groenlândia?

Qualquer um que seja a) saiba minimamente ciência; b) capaz de ver fotos de satélites sabe que a geleira da Antártida está reduzindo, diferente do Molion e do Felício (que disse que camada de ozônio não existe), duas criaturinhas que negam o óbvio, cujas “pesquisas” se baseiam apenas em ad verecundiam ao invés de dados trazidos por institutos de pesquisas.

Ao longo dos anos, o gelo glacial está indo por água abaixo, a ponto da Groenlândia estar a cada dia com mais áreas degeladas. Os efeitos a longo prazo são muitos e a elevação dos oceanos é a menor das preocupações e isso o que isso vai acarretar.

Boa parte dos aproximadamente 1700 km2 de área da Groenlândia já deram tchauzinho, e isso está alarmante. O derretimento do gelo glacial da Groenlândia está cada vez mais rápido, mas se o Molion disse que é mentira, que o gelo ali está aumentando, em quem iremos acreditar? Eu prefiro a realidade comprovada.

Um dos problemas com isso é que os cientistas não entendem direito o que acontece com a água do derretimento. A ideia principal é que ela vai pro mar, mas será só isso?

O dr. Renato Castelão é professor-adjunto de Ciências Marinhas na Universidade da Georgia. Ele prefere ficar pesquisando ao invés de espalhar insanidades em programas de entrevistas. Ele estuda o destino da água líquida oriunda do degelo da Groenlândia, que é antiga, antes do frost free. parece que é o mar, mesmo.

Vossa Senhoria está de sacanagem, não?

Não é apenas uma questão de se a água vai para o oceano ou não. E sim o que acontece e como ela vai para lá. Ninguém espera que Jesus chegue com um baldinho e carregue o gelo para uma espaçonave para servir uns coquetéis maneiros.

A água do degelo acaba no mar, e como tem densidade diferente, não se mistura imediatamente, sendo levada pelas correntes oceânicas, as quais sofreram algum tipo de desvio, pois estamos falando de um movimento que depende de fluxos de temperatura, o que causa mudança de densidade na água salgada também. As correntes chamadas Corrente Labrador transportam essa água de degelo em torno da ponta do sul da Groenlândia em uma viagem para o oeste que pode levar para cima de 60 dias, para ser largamente depositado no Mar do Labrador, um braço do Atlântico, entre a Península de Labrador do Canadá e da costa leste da Groenlândia.

Sabe-se é que isso influenciará o microclima da região e das espécies marinhas; não só isso, com as correntes oceânicas afetadas, a formação normal de gelo marinho também ficará comprometido, oque, mais uma vez, também afetará as correntes marinhas de novo, em que a única coisa gelada nisso tudo será o efeito bola de neve que isso irá causar, fazendo todo mundo entrar numa fria.

Está ruim o bastante para você? Nah, você sabe que vai piorar, né? Bem, o modelo do dr. Frank Castle, digo, dr. Castelão, a água de degelo proveniente da costa oeste da Groenlândia é mantido preso à costa por ventos fortes, acabando por empurrar esta água para o norte em direção a Baía de Baffin, alterando o clima de lá, aumentando a temperatura, intensificando o degelo e fazendo que haja vendo do oeste para o leste, derretendo mais gelo do outro lado.

Claro, de acordo com os negacionistas, tudo isso é mentira e é um fenômeno perfeitamente natural, já que quase não tem gelo na Groenlândia, o que pode ser evidenciado por nossas corajosas tropas que sempre estiveram em guerra contra a Eurásia.

A pesquisa foi publicada na Nature Geoscience.

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