Como o clima que derrubou a Dinastia Tang

Existe uma certa idiossincrasia arrogante das pessoas em achar que tudo tem a ver literalmente com elas, insistindo em acreditar que a crise climática é um problema moderno, um capricho do século XXI que surgiu junto com o plástico e as redes sociais; parece que e só hoje que uma simples mudança no clima vai nos fazer voltar pra Idade da pedra, onde passaríamos a ser caçadores coletores, comer carne crua e termos a sorte de não termos jovens enchendo o saco porque poderíamos atirá-los aos tigres dente-de-sabre. Só nos resta torcer para isso chegar.

De qualquer forma, a história, como de costume, discorda dessa visão idiota; e quando a história discorda, ela costuma trazer documentação. No caso mais recente, a documentação vem de anéis de árvores milenares, registros militares da China do século IX e um estudo internacional publicado em 2025 que, sem cerimônia, conecta secas, enchentes e o colapso de um dos impérios mais fascinantes que o mundo já produziu. Continuar lendo “Como o clima que derrubou a Dinastia Tang” →

Como a Antártida vai afundar o Caribe primeiro

Você provavelmente imagina que quando um imenso bloco de gelo derrete na Antártida, aquela água se espalha uniformemente pelo oceano global, como quando você enche uma banheira e o nível sobe igualmente em todos os cantos. É uma ideia reconfortante na sua simplicidade, quase democrática. O problema é que o planeta Terra tem um senso de justiça absolutamente deplorável e uma predileção preocupante por ironia física.

Enquanto toneladas de gelo derretem no fim do mundo, quem realmente vai sentir o maior impacto são lugares como as Ilhas Marshall, Jamaica e Palau, que ficam a milhares de quilômetros da Antártida e contribuíram praticamente nada para o aquecimento global. É como se alguém quebrasse sua janela e a conta aparecesse na casa do vizinho três quarteirões adiante. Continuar lendo “Como a Antártida vai afundar o Caribe primeiro” →

COVID provocou mudanças climáticas?

As emissões de gases de efeito estufa diminuíram um pouco durante o primeiro ano da COVID, mas não o suficiente para causar um impacto duradouro. Ainda assim, foi perceptível a mudança graças a menos viagens e menos carros na estrada, significando melhor qualidade do ar, embora com um preço alto que foi pago.

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Os livros climáticos escritos para sempre

Todo mundo adora cavernas. Aqueles ambientes sombrios, misteriosos, claustrofóbicos, com paredes de rochas e possivelmente pedras preciosas. Claro, todo mundo adoro mesmo pelo monitor, pois aqui ó que eu vou me enfiar num buracão no chão, com risco de ficar enterrado vivo. Para geólogos (aquele pessoal que tem pedras na cabeça), é o paraíso, principalmente quando se pode ter muitas informações nas rochas. Informações que fala como a Terra surgiu, como o relevo se formou e – olha que maneiro! – saber das mudanças climáticas que têm acontecido no imenso diário gravado em pedra pelos fenômenos naturais.

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Árvores fossilizadas mostram como o clima na Terra entrou numa fria

Quando falamos de Mundo Antigo, nos vem à mente dinossauros, claro. Junto disso, nos lembramos do Pedregulhão do Mal que os mandou pra vala. Alguns ainda se lembram da catástrofe que foi a Extinção K-T, em que 95% dos seres vivos foram limados da face da Terra. Tudo isso se deveu basicamente à mudança climática. Mas houve mais, muito mais. Só grandes extinções foram 6, apesar de muitos esquecerem quando o oxigênio começou a ser produzido por organismos fotossintetizantes e se mostrou tóxico para a larga maioria dos seres unicelulares.

Cientistas estudam várias evidências de mudanças climáticas que, se não foram tão poderosas a ponto de mandar grande quantidade de seres vivos pra vala evolutiva, foram notórias o suficiente para deixar marcas no planeta.

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Expedições da NASA estudam o planeta Terra

NASA não explora só o Espaço. Ela também faz expedições em todos os cantos do planeta. Em 2016, NASA fez inúmeras expedições estudando nosso planeta e suas mudanças.

Projetos como o HyspIRI, coletando dados sobre a saúde dos recifes de corais e as emissões de gases vulcânicos, o PACE, que monitorará a diversidade do fitoplâncton oceânico e seu impacto no ciclo do carbono marinho, e o SnowEx,, voltado para determinar a quantidade de água armazenada nas regiões terrestres cobertas de neve da Terra, visam ter maiores conhecimentos do que acontece nesse nosso querido planetinha azul.
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Para onde vai a água do degelo da Groenlândia?

Qualquer um que seja a) saiba minimamente ciência; b) capaz de ver fotos de satélites sabe que a geleira da Antártida está reduzindo, diferente do Molion e do Felício (que disse que camada de ozônio não existe), duas criaturinhas que negam o óbvio, cujas “pesquisas” se baseiam apenas em ad verecundiam ao invés de dados trazidos por institutos de pesquisas.

Ao longo dos anos, o gelo glacial está indo por água abaixo, a ponto da Groenlândia estar a cada dia com mais áreas degeladas. Os efeitos a longo prazo são muitos e a elevação dos oceanos é a menor das preocupações e isso o que isso vai acarretar.

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Embrião de lagarto troca de sexo quando está calor

Qualquer criatura minimamente esperta sabe que a Austrália é que nem o Brasil: não é para principiantes. Fora quase toda a sua fauna ser venenosa (principalmente as australianas, notáveis fofoqueiras), qualquer coisa lá é perigosa, mesmo sem precisar de veneno, em que até o Batman entra pelo cano. Lá, o absurdo é corriqueiro, como é o caso desse nosso amigo aí do lado. Ele é o dragão barbudo, um réptil australiano. Como tudo que é australiano, é esquisito, só não é tão esquisito com a comida pseudoaustraliana do Outback.

Uma pesquisa sobre a vida selvagem da Austrália mostrou que dragões barbudos são capazes de trocar de sexo em meio ao calorão.

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Juiz encontra nove erros em filme que deu Nobel a Al Gore

gore.jpgUm juiz da Alta Corte britânica identificou “nove erros científicos” no filme Uma Verdade Inconveniente, que rendeu ao ex-vice-presidente americano Al Gore o Oscar de melhor documentário neste ano.

O juiz Burton analisava se o documentário sobre mudança climática realizado por Gore – que sustenta a tese da ação humana como causa do aquecimento global – poderia ser exibido em salas de aula.

A sentença considerou o filme tendencioso, mas permitiu sua exibição sob condição de que os professores apontem os trechos polêmicos e apresentem os argumentos contrários às informações. Continuar lendo “Juiz encontra nove erros em filme que deu Nobel a Al Gore” →