Tag Archives: racismo

UNESP fará exame para saber quem negro de verdade

Cotas é o tipo de coisa que eu sempre achei idiota. Não porque eu ache que pobre não pode ter acesso ao Ensino Superior. Sou um democrata, e acho que todos têm que ter chance; por isso, eu prefiro o vestibular, que é igualitário: uma prova para todo mundo. Sendo assim, era preciso um ensino que prestasse. Mas, ok, implantaram as cotas. Terão tempo de melhorar o ensino, certo? Errado! Tiveram, mas não melhoraram. Toma mais cota aí! (Entenderam por que eu sou contra?)

O problema é que as cotas por etnia dependem… bem, da etnia. E a etnia é autodeclarada. Começou o problema. Como garantir que a pessoa não vai declarar uma etnia que não pertence? Bem, a UNESP parece ter resolvido o problema. E de forma imbecil!

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Livro contra racismo é proibido por ter palavra feia

To Kill a Mockingbird (no Brasil, O Sol É Para Todos) é uma obra-prima de Harper Lee, lançado em 1960 e ganhador do prêmio Pulitzer. O livro gira e torno de temas complexos como racismo, estupro e preconceito. Tom Robinson, um homem negro, é acusado de estuprar uma jovem mulher branca. A ele cabe o advogado Atticus, um homem branco. O negócio não prestou, sendo Atticus e sua família acusados de serem “amantes de negros” (nigger-lovers). É um livro emblemático, apesar de ter poucos ensaios e teses literárias sobre ele.

O que é um libelo contra o preconceito, agora ficou proibido no estado do Alabama, EUA, porque papais toscos acharam muito ofensivas as palavras com N (nigger). Afinal, vilões não podem usar linguagem feia. Tem que ser bonzinhos e não podem tratar mal aos amiguinhos.

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Negro que não é negro passou em concurso por causa de cotas que não são só para negros

O sistema de cotas (quaisquer uma delas, seja pra ingresso no Ensino Superior, seja pra concurso público) é algo que políticos adoram, ainda mais porque isso os ajuda a serem eleitos. Já começa pela formação do Congresso, que tentam obrigar que tenha um contingente maior de mulheres, mesmo levando em conta que a maioria dos eleitores são do sexo feminino, e se elas não querem votar nelas mesmas, obrigar por força de lei que tenha um candidato que de outra maneira não seria eleito não é ir contra a vontade da população? Já a cota para negros e pardos para ingresso no Ensino Superior é para "corrigir" uma dívida histórica.. Em 10 anos aplicando o critério de cotas teve tempo suficiente para garantir ensino de qualidade desde a Educação Básica, mas assim como a CPMF, as cotas viraram muleta, em que ninguém se sentiu na necessidade de mudar algo. Veio a lei 12.990, de 9 de junho de 2014, a qual garantiu 20% das vagas dos concursos públicos para negros. Ponto, estamos mudando o país, certo?

Bem, esqueceram que estamos no Brasil, a Terra do Jeitinho. Um cardiologista que passou no concurso do Instituto Nacional do Câncer declarou-se negro. O problema é que ele tem tom de pele claro, que o Ministério Público Federal (por meio de mágica, imagino) está investigando o caso. Temos vários probleminhas aí.

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Aluno preso por ter feito um relógio e sido confundido com um terrorista

No lar dos bravos e terra dos livres, você tem a oportunidade de ser o que quiser, fazer o que quiser, construir seu brilhante futuro, rumo a um horizonte de oportunidades… mas só se você for da cor certa. Ter o sobrenome adequado também pode, ou ajudar bastante, ou ferrar sua vida de vez. Que o diga Ahmed Mohammed.

Qual o crime de Ahmed? Ele fez um relógio em casa. O azar dele? Ele mora no Texas.

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Criança e vítima de racismo e tem que pedir desculpas

A insânia já instalada no Brasil assume graus galácticos a cada dia. E isso por causa de um motivo simples: Brasileiro ama bandido. Brasileiro corre para pagar fiança de político corrupto, faz moção em desagravo a traficante internacional de drogas, que cismou que levar uma porrada de cocaína para um país com pena de morte para tráfico era uma boa ideia.

Agora, uma menina de 13 anos sente na pele, na cor de sua pele, como o ser humano pode ser desprezível já nos jovens anos de sua vida, ao ser agredida de todas as formas. Mas ainda teve que pedir desculpas aos coitadinhos.

Essa é a sua SEXTA INSANA!

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O preconceito pode não ser culpa do preconceituoso. Ou pode?

Não adianta tentar negar: todos nós somos — em maior ou menor grau — detentores de algum tipo de preconceito. Desde coisas que chamam de música, como funk ou os baby, baby, baby da vida, até o modo como nosso vizinha anda vestido, passando por preferências sexuais, cor de pele ou times de futebol, o ser humano mostra que não está muito familiarizado com a vida em companhia de outras pessoas que julgam não fazer parte de um determinado grupo.

Pesquisadores britânicos estudam até que ponto isso é algo particularmente vindo de uma decisão consciente de nossa gambiarra evolutiva chamada "cérebro" ou por simples pressão social.

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A disputa dos bolos racistas

O mundo ficou pior quando o Coitadismo se aliou ao Politicamente Correto. Isso gerou o CPC, que mais deveria ser PQP. Quando se fala que a política retardada de cotas no Brasil, muitos acabam achando que isso é mexer em vespeiro. Azar. O Brasil tem cota até para garantir um número mínimo de mulheres nas câmaras municipais, estaduais e federal desde 1995. Salvo engano, e que milady Fátima me corrija, o Artigo 5º, Inciso 1 da Constituição Federal garante igualdade entre homens e mulheres em direitos e deveres. Pois bem, legal, fantástico, maravilhoso. Eu posso eleger qualquer mulher que eu queira, mas e se eu não quiser? Hein? Mas temos que resguardar um mínimo de 30% de cadeiras para elas. Ok. Vamos a outro vespeiro. Cotas para negros, mulatos e… indígenas têm direito a cotas? Sim, têm. E quem estuda, independente de sua etnia? Ah, não. Este terá que esperar que os cotistas peguem as vagas, o que sobrar é que será dividido. Lindo.

Algumas ações insanas como essas acabam em acontecimentos que mais parecem algo saído de uma esquete de programa humorístico, como oferecer bolos mais baratos para negros, latinos e mulheres. Outros alunos contraatacaram oferecendo bolos mais baratos para caucasianos. Hoje é dia 27 de setembro, dia de Cosme e Damião e não ganhei merda nenhuma. Saco!

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Reflexões sobre o caso Mayara Petruso

Alguns títulos meus estão tomando forma de livros de sociologia. Espero morrer antes que o mal se consuma e eu acabe virando sociólogo (ou senador com mais de 1 milhão de votos). Durante toda a semana, um enxame de notícias sobre a tal Mayara Petruso (quando eu comecei a escrever este artigo, eu tinha escrito Mônica Peruzo, para vocês verem como dou importância a isso), que resolveu xingar no Twitter e no Facebook, atribuindo a vitória da Dilma aos eleitores do Nordeste, com frases como “Nordestino não é gente, faça um favor a Sp e mate um nordestino afogado!” (sic). Agora, ela está prestes a responder criminalmente por seu ato. No entanto, eu ainda sou um idiota que acha que todo evento ou ação social (qualquer uma delas) deve ser representação de algo e deve nos ensinar mais sobre nós mesmos. O que aprendemos com isso?

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Impulsos perversos chegam nos piores momentos, diz psicólogo

Um redemoinho de visões do sistema de esgoto do cérebro parece chegar nos piores momentos – durante uma entrevista de emprego, uma reunião com o chefe, um nervoso primeiro encontro, um importante jantar. E se eu começasse uma guerra de comida com esses canapés? Zombasse da gagueira do anfitrião? Soltasse um xingamento racista?

“Aquele pensamento único é o suficiente”, escreveu Edgar Allan Poe em O Ímpeto da Perversidade, um ensaio sobre impulsos indesejáveis. “O impulso aumenta para uma vontade, a vontade vira desejo, o desejo vira um anseio incontrolável.” Ele acrescentou, “Não há paixão na natureza tão diabolicamente impaciente quanto a daquele que, estremecendo na ponta de um precipício, medita assim um mergulho.”

Islâmicos: Falar mal de religião é racismo

Acho que vem acontecendo algo estranho no mundo. As pessoas parecem que são feitas de vidro, de cristalzinho fininho, que se você falar qualquer coisa, se ofendem e se estilhaçam em mil pedaços. Ninguém mais pode ouvir uma contrariedade que ficam magoadinhos, choram e chamam mamãe. E no mundo religioso, isso não é diferente.

Qualquer coisa agora que se fale contra qualquer religião, acham logo que é perseguição (como coisa que as religiões nunca perseguiram ninguém), bradam e reclamam em voz alta (coisa normal entre religiosos), xingam e esbravejam (irônico, não é?) e começam a apelar para pararem alegando as coisas mais absurdas, como dizer que falar mal de uma religião é racismo, mesmo porque, racismo e meio-ambiente agora são coisas em voga.

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