Pesquisa idiota mostra porque a música de Miley Cyrus estaria errada

Eu AMO a Ciência. Respeito muito os cientistas e pesquisadores, mas acho um verdadeiro câncer este bando de gentinha descolada que pega alguma coisa pop, seja filme, música etc e gasta tempo e esforço para escrever um artigo vagabundo mostrando o porque tais coisas estariam erradas.

Uma dessas criaturinhas resolveu fazer um estudo médico sobre Miley Cyrus e sua música no qual ela vem montada numa bola de demolição. SÉRIO, CARA! Você quer ser cu? Então, por gentileza, vá com sua pesquisa tomar no cool!

O nome do débil mental é David McDonagh, um estudantezinho meia-boca no Centro Interdisciplinar de Ciência, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Enquanto ele ficava cantando God Save the Queen enquanto assistia vídeo da Miley Cyrus, ele ficou estupidificado com a música Wrecking Ball e se lançou em cálculos físicos. Enquanto Einstein se perguntava como era viajar montado num feixe de luz, McDonagh se perguntou como seria viajar numa bola de demolição.

Este inútil até publicou um trabalho, em cujo resumo vem:

Uma canção pop que fez as paradas no final de 2013 faz alusão à ideia de entrar em um determinado local semelhante a uma bola de demolição levanta questões sobre se tal façanha é possível. Talvez mais significativamente, a cantora afirma ter impactado tanto amor e ostensivamente as paredes da casa de alguém com ímpeto semelhante em algum momento, proporcionando um caso um tanto original em estudar os efeitos do choque sobre os seres humanos.

Vejamos a letra:

We clawed, we chained, our hearts in vain
We jumped, never asking why
We kissed, I fell under your spell
A love no one could deny
Don’t you ever say I just walked away
I will always want you
I can’t live a lie, running for my life
I will always want you
I came in like a wrecking ball
I never hit so hard in love
All I wanted was to break your walls
All you ever did was break me
Yeah you, you wreck me

E assim prossegue.

Primeiro, eu não sei porque alguém pararia 2 segundos para escrever um trabalho sobre a dublê de faxineira da Madona, que fica montada numa bola de ferro, totalmente pelada, ou fica com uma marreta, imitando o comercial de lançamento do MacIntosh (se bem que a atriz do comercial não ficou lambendo lascivamente a marreta).

A conclusão do sujeito, depois de contas levando em conta a energia cinética (coisa que qualquer um no Ensino Médio poderia calcular fácil) é que:

Desacelerações na área do valor calculado estão bem além dos limites conhecidos para que um ser humano pode ficar sem ferimentos graves, por isso é improvável que tal feito poderia ser alcançado sob essas condições. Como o dano infligido por um impacto depende do tempo durante o qual é aplicada a força, que poderia ser possível identificar um material, no qual a desaceleração é gradual suficiente para permanecer dentro dos limites de segurança correntes de desaceleração para os seres humanos. No entanto, é o ponto de vista do autor que as bolas de demolição não seriam usados ??para estes tipos de materiais e, por conseguinte, a analogia não seria mais consistente. Com base nestes resultados, é claro que um ser humano não pode possuir as características de uma bola de demolição sem sofrer danos significativos, e outros objetos deve ser buscada como uma analogia.

Em outras palavras:

Oi, eu sei que a Miley, apesar de ser péssima cantora, conseguiu fazer uso de uma metáfora, mas eu sou um idiota que será o chapeiro do MacDonald’s com diploma e preciso de ter 5 minutos de fama.

Para terminar, não sei quem é mais idiota> quem escreveu aquele artigo, quem escreveu ESTE artigo ou quem leu tanto um artigo como o outro. Para finalizar, uma citação do Jeremy Clarkson:

Velocidade nunca matou ninguém. Ficar estacionário abruptamente é o que te ferra!

2 comentários em “Pesquisa idiota mostra porque a música de Miley Cyrus estaria errada

  1. André citando Jeremy Clarkson? deve ser um fãzoca de Top Gear.

    Sobre o artigo, daqui a pouco alguém vai querer estudar desenho animado para mostrar que não dá para encolher a cabeça dentro do peito, como nos episódios do pica-pau

  2. Bizarro mesmo é esta pérola não ter nascido nas instituições de ensino superior (rsrs) brasileiras.

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s