Pesquisadores “esculpem” cartilagens

A osteoartrite é uma doença que afeta as articulações. Basicamente, é caracterizada por uma degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. Em outras palavras, o tecido ósseo e cartilaginoso vão pro saco. Ela está associada com o envelhecimento e estresse contínuo em áreas como joelhos, quadris, dedos e região parte inferior da coluna.

Se algo não está funcionando bem, pretende-se curá-lo, e se curar está difícil, que tal substituí-lo por um novinho em folha. Como? Com uma impressora 3D, ué. 3D é que nem bluetooth: tudo fica melhor com ele, ainda mais quando você imprime suas próprias cartilagens.

A osteoartrite é já uma das dez doenças mais incapacitantes em países desenvolvidos. Só o trabalho na agricultura entre 1 e 9 anos aumenta o risco de ter osteoartrite em 4,5 vezes. Ficar cultivando por 10 ou mais anos aumenta o risco 9,3 vezes. Claro, que isso não é exclusivo do pessoal que fica lá colhendo alface.

As estimativas são de que em todo o mundo 9,6% dos homens e 18% das mulheres com idade superior a 60 anos têm osteoartrite sintomática. Nisso, 80% das pessoas que já têm osteoartrite terão limitações no movimento e 25% não podem executar suas principais atividades da vida diária. Sim, isso deixa qualquer um infeliz.

O dr. Rocky Tuan é o diretor do Centro de Engenharia Celular e Molecular do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Faculdade e Medicina da Universidade de Pittsburgh. Ele e seus colaboradores trabalham na pesquisa do "tissue on-a-chip", um projeto em que, literalmente, esculpe-se tecidos por meio de uma matriz.

A técnica do dr. Balboa Tuan é de uma simplicidade enganosa. Uma cartilagem artificial é construída usando células-tronco do próprio paciente, assim não oferecem risco de rejeição. Elas são "impressas" com o auxílio de ima impressora 3D, técnica que oferece um enorme potencial terapêutico. Criação dessa cartilagem artificial exige três elementos principais: as já mencionadas células-tronco, fatores biológicos para fazer as células crescem em forma de cartilagem e um molde para dar ao tecido sua forma tridimensional.

As células-tronco empregadas são embebidas numa solução que mantém a sua forma e proporciona fatores de crescimento, numa espécie de "adubo pra célula", com fatores de aceleração de crescimento. Sua célula passa a pensar que é o Wolverine, mas por pouco tempo, claro, ou podemos ter coisas desagradáveis, como um fator de cura, só faltando o adamantium. Quem gostaria de ter tecidos que se regeneram quase instantaneamente?

Atualmente, conseguiu-se moldar tecidos vivos humanos com 4 milímetros de diâmetro por 8 milímetros de profundidade, o que pode parecer pouco, mas tendo em vista que até pouco tempo isso sequer existia foi um passo e tanto. A meta é que dentro de alguns anos, os pacientes lesionados cheguem para o tratamento, doem suas próprias células-tronco e saia do hospital com uma articulação novinha, sem o risco de dolorosas intervenções cirúrgicas ou mesmo rejeição.

Mas, claro, Ciência não serve pra nada. Fiquem rezando aí para se curarem, ok? Peçam pro Ken Ham pedir a Jesus para curar as pessoas, afinal,

João 14:14 — Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei.

Lucas 17:6 — Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.


Fonte: NatGeo

6 comentários em “Pesquisadores “esculpem” cartilagens

    1. @Lucas Marinho, “Médicos e cientistas são instrumentos de Deus” Eles só não explicam se o deus cristão é incompetente ou lerdo demais (ou ambos) pra demorar 6 mil anos para que a medicina chegasse ao estágio atual. Lembrando que ainda há muito a evoluir e milhões ainda morrem de forma dolorosa por doenças sem cura, vacina ou tratamento definitivo. Pelo menos, pesquisas como essa dão esperança de que, daqui a algumas décadas, talvez vejamos 2014 como uma era paleolítica da medicina.

      1. @andre0,

        Pois é, tudo que é feito pra melhorar a nossa vida é coisa do diabo: células-tronco, transplante de órgãos, transfusão de sangue, tolerância com as outras religiões, liberdade de pensamento, os avanços da ciência em geral…

        “Coisa de deus”, como ensinado e demonstrado muitas vezes na bíblia, é matar criancinhas, apedrejar pecadores, fazer guerras, maltratar a mulher, trair os amigos, prostituir a esposa, roubar as terras dos outros… ah, fala sério!!!

        Se tiver que escolher entre esse deus e o diabo, prefiro o diabo. Inclusive porque na casa dele a companhia é muito mais animada… :twisted:

        1. @Gangrel, O problema maior é a falta de coêrencia, quando a ciência contradiz ou invalida os dogmas, é o Diabo agindo, é o mal se manifestando, quando traz benefícios para todo mundo, inclusive para os crentes, com cura de doenças, maior produção de alimento, mais conforto no dia a dia, aí os cientistas são dádivas de Deus. Isso não faz o menor sentido, mas, lógica também não é o forte dos fanáticos.

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