Cientistas brasileiros descobrem continente esquecido, mas não tem dinossauro lá

Se você já ouviu falar do Serviço Geológico do Brasil (nome fantasia do Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), parabéns, você faz parte de uma minoria. Se não sabe, mas tem um polegar opositor, clica na porcaria do link escrito "A Instituição" e, em seguida "Apresentação". Estou sem saco de explicar, ainda mais se você não foi capaz de sacar para que serve um serviço geológico.

Em maio deste ano, o pessoal do CPRM, no que foi definido como "um esforço de grupo com a Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology – JAMSTEC" (mas sem tentáculos) anunciou o que seria indícios de um continente perdido entre a África e a América do Sul, mais especificamente na costa do estado do Rio de Janeiro.

Eu sei que um bando de idiotas lerão esta notícia assim por cima e virão com aquela palhaçada inventada pelo tosco do Platão sobre Atlântida. Bem, podem sossegar o facho, pois não foi encontrada nenhuma casa, construção, utensílios ou o cadáver do Gojira. Platão entendia tanto de Ciência quanto os jornalistas do G1 (que acham que "Platão" é onde o Cebolinha come quando está faminto), mas faz sucesso pois ele é… bem, era Platão. Só que nunca houve nenhum continente chamado Atlântida. Númenor é mais verossímil. O que os pesquisadores encontraram foi uma imensa área com uma placa de granito.

Tanta gente passando fome e sientista vem com anúnsio de uma preda no mar? Isso diminuirá o presso dos remédios?

Não, e nem melhorará seu português.

Acontece que o granito é uma rocha continental (não explico. Vá estudar) e é muito estranho encontrá-lo a cerca de 8 mil metros de profundidade, quase o tamanho do Everest. A região na qual o material foi encontrado é conhecida como Elevação do Rio Grande, uma cadeia de montanhas subaquáticas, em águas brasileiras e internacionais.

Este "continente" foi descoberto no ano passado, quando os geólogos dragavam do fundo do mar, e observações subaquáticas feitas pela tripulação japonesa do mini-sub Shinkai 6500 rendeu mais relatos de formações de granito. Abaixo, uma reportagem da Reuters:

Ao todo, o Shinkai 6500 fez sete mergulhos entre a Elevação e a Dorsal de São Paulo, quatro deles levando pesquisadores brasileiros. Todos os locais foram escolhidos pelo CPRM com base em expedições realizadas antes na região. Além do granito, importante, do ponto de vista científico, foram encontrados indícios de minerais como ferro, manganês, cobalto, cobre, níquel, nióbio e tântalo.

De acordo com os cientistas, este lugar é um dos menos explorados até hoje. Obviamente, o trabalho não terminou e mais amostras serão obtidas até no final deste ano. E é muito bom saber que nem só de cobertorzinho colorido vive a ciência brasileira. Quer mais imagens? Abaixo temos o vídeo gravado pelos japas. E, não. Não tem Sailor Moon nem calcinhas voadoras.


Fonte: CPRM

2 comentários em “Cientistas brasileiros descobrem continente esquecido, mas não tem dinossauro lá

  1. Temos sial a baixo de 8 mil metros? :shock:
    Meu primeiro pensamento: vamos ter um novo desenho da Pangeia! E o melhor! Novas terras e fosseis a descobrir :)

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