Passarinho-robô vem direto pra empoleirar-se na sua mão

Normalmente, quando se fala em algum avanço tecnológico no campo da robótica, invariavelmente alguém faz uma gracinha lembrando o Skynet (sim, eu também faço). Enquanto o Apocalipse Robótico está jogando pôquer com o Apocalipse Zumbi pra decidir quem dará cabo de nós primeiro, pesquisadores da Universidade de Illinois procura desenvolver outros conceitos em termos de MAV.

Diferentes de dizáiners, pesquisadores de verdade estudam mecanismos viáveis e que, no mínimo, não violem as Leis da Termodinâmica. É o caso da equipe do dr. Aditya Paranjape, pesquisador de dinâmica de voo da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign (que nome idiota). Sua área de atuação atualmente foca-se mnos MAV, acrônimo de Micro Aerial Vehicle (Micro Veículo Aéreo). Um MAV é um veículo, é aéreo e é micro. Isto é, um treco pequeno que sai voando sozinho (bem similar  ao meu salário).

Este tipo de veículos não são tripulados, mesmo porque, dadas as dimensões do aparelho, só se fosse pilotado por um smurf. Ele pode ser controlado em terra opu pode ser autônomo e é isso que a equipe do dr. Paranjape  estuda (cada vez que eu falo este nome, me lembro do prof. Pirajá, do Daniel Azulay. Se você sabe o que é isso, é porque é tão velho quanto eu). A função básica dos MAV não é levar armamento, servindo mais para reconhecimento, ou seja, é um robô fofoqueiro voador.

O que o pessoal da Universidade de Illinois desenvolveu é um robozinho semelhante a um pássaro. O diferencial dele é que o distinto pode alterar o curso de seu voo ara pousar diretamente sobre a mão de seu dono. Videozinho abaixo:

O troço é muito simples, certo? Mas esta simplicidade é enganosa. Há dois grandes problemas a serem resolvidos para o MAV acima. Primeiramente, a duração da manobra é muito curta, isto é, ele tem pouco tempo para corrigir o curso e pousar nas mãos seguras de seus mestres. Em segundo lugar, claro, há o problema de como fazer o bichinho pousar no lugar certo e no momento exato, ou ele sairá dando cambalhotas, quebrando um aparelho muito, muito caro.

Como puderam perceber, o MAV da equipe do dr Paranjape não tem leme vertical. Isso porque ele não se propõe a ser um avião e sim aproveitar de forma inteligente o que a Natureza gastou bilhões de anos através de evolução biológica. Então, os pesquisadores tentaram imitar a morfologia dos pássaros ao máximo, pois só um imbecil resolveria reinventar a roda; ou, no referido caso, reinventar as asas.

O prof. Pirajá dr Paranjape disponibilizou dois artigos com vários detalhes técnicos do seu brinquedinho. Vocês podem acessar os arquivos em formato *.pdf AQUI e AQUI.

Boa leitura.

Um comentário em “Passarinho-robô vem direto pra empoleirar-se na sua mão

  1. Obrigado André, pela volta à infância. Eu me lembro do prof. Pirajá, do Daniel Azulay e ainda digo que a coruja da imagem que abre o artigo lembra aquela da única versão decente do Fúria de Titãs. O MAV é interessante, e podiam tentar aperfeiçoar para pegar coisas à distância (nem fizeram direito o dedo e já to querendo o braço inteiro..haha). Mas só fazendo isso de ir e pousar na mão de terceiros já ia fazer a alegria das crianças.

    Agora bateu até uma nostalgia dos brinquedos Estrela. :grin:

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