O orgulho de ter orgulho dos orgulhosos

Atualmente, é moda sentir orgulho. Não que isso seja errado, mas da mesma forma que outros modismos, a baixa auto-estima faz com que as pessoas berrem a plenos pulmões o quanto são orgulhosas por algum evento fortuito. Claro que pais sentem orgulho por seu filho ter se destacado de alguma maneira, como o soldado do 8º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Araguari, MG, que salvou a vida de uma criança de 1 ano e seis meses. Trabalho bem feito, missão cumprida. Também é um orgulho ver seu filho passar dia e noite estudando para conseguir boas notas, estudando em meio à marginalidade, acabando por se formar engenheiro, médico, professor etc, mesmo quando as probabilidades de ele se tornar um marginal tendiam para 100%.

Infelizmente, o orgulho foi banalizado e os pobres coitados acham que devem empurrar para a sociedade seu despeito e baixa auto-estima. Atrelado a isso são criados muitos dias e passeatas: Marcha pra Jesus, Dia da Consciência Negra, Dia Internacional das Mulheres, Dia do Orgulho LGBTFDSKJT entre outras letras que já não sei mais o que significam etc. Agora, polítiqueiros políticos propõem a criação do Orgulho Hetero. Preparados para o mimimi?

Me escapa do entendimento o porquê destas passeatas, desfiles, manifestações e "dias". Tenho para mim que isso reflete baixa auto-estima. De minha parte, Dia Internacional da Mulher é sem sentido, pois não há objetivo claro; da mesma forma, as passeatas e desfiles que visem promover orgulhos de quaisquer espécies, como o Dia do Orgulho Gay. Objetivo? Refletir sobre os assassinatos e agressões sofridas por homossexuais em geral. Mas refletir em meio a uma… hã… como classificar o que aparece nestas passeatas? Façamos um breve estudo de caso. Observem as fotos abaixo:

O tio com cara de nerd ao lado é Alan Turing. Turing era alguém mais inteligente que eu e todos vocês, leitores, juntos. Graças ao trabalho de Turing, a ciência da computação teve um desenvolvimento sem precedentes. Como matemático, seu trabalho destinava-se a decifrar todas as mensagens do alto comando nazista. Eu arrisco a dizer que sem Turing, é bem provável que você estivesse falando alemão hoje (isso se sua família tivesse sobrevivido, claro.

Ah, sim. Alan Turing era homossexual e foi caçado, cassado e quase casado. Como homossexualismo era considerado crime na Inglaterra por aqueles idos, Tio Turing foi em cana, teve suas credenciais cassadas, seus acessos a documentos secretos foram revogados, sua vida foi revirada de cabeça pra baixo para, por fim, ser condenado a ser internado numa clínica, onde ele tinha que se submeter a um "tratamento" à base de hormônios femininos para ver se ele virava macho. Não só não virou nenhum Maçaranduba, como seu corpo começou a se deformar (cresceram-lhes seios). Desgostoso, ele foi macho suficiente para ter vergonha na cara e se matar com uma maçã imersa em cianeto de potássio.

Num outro extremo temos… bem, temos os dois distintos na foto à direita, e só não falo nada pois a piada está pronta (só falta um português judeu com um papagaio empoleirado).

Vossê é um porco omofóbico!

Não é verdade. Não tenho nenhuma aversão a sabões em pó. Eu simplesmente não entendo porque têm que ir fantasiados de… de…, pelo amor de Hades, que roupa é aquela? De qualquer forma, é a tendência do brasileiro a fazer zona em todo tipo de manifestação. O que caracteriza a sexualidade de alguém não é o modo como se veste. Mesmo porque, Rock Hudson e Montgomery Clift não andavam como duas drag queens em fim de noite. Da mesma forma, George Takei se casou num estilo sóbrio. I beg your pardon, mas não consigo imaginar Alan Turing vestido como Isabelita dos Patins e nem George Takei vestido como destaque de escola de samba de grupo de acesso. Afinal, aquela passeata, desfile ou sei lá como chamam É PARA QUÊ? Orgulho? Hã… orgulho por um acontecimento fortuito ou apenas uma escolha? Ok, eu tenho orgulho de gostar de bife com batata frita, além de ter orgulho de possuir 32 dentes, 2 polegares opositores e preferir Haendel ao Restart. Preparem-se para o Dia do Orgulho dos Adoradores de Bacon!

Indo para outro extremo, vemos a ilustração do que Karl Marx quis dizer ao falar que dentro dos tiranizados existem pequenos tiranos.

Li no blog do Paulo Lopes que o deputado Eduardo Cunha (do Rio de Janeiro) pretende criar o dia do Orgulho Hetero. Então, o enxame cai em cima pois heterossexuais, ao que se parece, não têm o direito de se sentir orgulhosos. Claro que isso é tão idiota quanto outros "dias", mas pensemos no que isso significa.

Quer dizer que só um grupo pode ter orgulho de si? Por quê? Porque sofrem discriminação. Modo de resolver isso? Uma passeata que não serve para nada (a não ser mostrar aquele modelito fabulooooooooooso!). Da mesma forma, os toscos que organizam a Marcha Pra Jesus acabam tendo a mesma serventia das outras duas passeatas: transformar o trânsito num inferno! Ainda mais que essa "Maecha Pra Jesus" é algo sem sentido. Só faria sentido se todos eles fossem andando daqui até Jerusalém (de preferência, ficando por lá).

Mas não é assim! Temos que ver que gays entram na porrada e/ou são mortos.

Não nego isso. Mas também não nego que professores sofrem muito mais agressões diariamente [1] [2] [3] [4]. Faremos o quê? Dia do orgulho de ser um babaca que tem a profissão odiada por meio mundo? Nah, professores não podem se dar a esse luxo, posto que ganham mal e não podem ficar desfilando por aí todos os dias.Parece que somente certa parcela de "pobres coitados" se acham no direito a serem mais massacrados que os demais. Qualquer manifestação do outro lado é manifestação de ódio. Por exemplo, se você sair com uma camiseta escrito "Sou Negro", "100% Negro", "Black Power" ou similares, você é antenado com as minorias (o fato de negros não serem minoria no Brasil é esquecido neste ponto). Agora, experimente sair com camisetas que tenham escrito "100% Branco!", "Ariano, sim senhor!", "White Power!", "Louros For The Win!" etc.

Nazista desgraçado! Preconceituoso! Os brancos escravizaram os negros.

A bem da verdade, foram as próprias tribos africanas que escravizavam outras tribos e as vendiam como escravos, mas estou me dispersando.

A ideia da criação de um dia do orgulho hetero não é nova. Ainda neste mês de junho, o o vereador Carlos Apolinário da Câmara Municipal de São Paulo tinha proposto um projeto de lei sobre o tema. O plenário da Câmara adiou o projeto e, pelo visto, ele ganhará teias de aranha. Neste ínterim, Mirian Rios (cuja única façanha na vida foi ser ex do Roberto Carlos) comparou homossexuais a pedófilos, dizendo que espera que seu filho namore uma menina fêmea do sexo feminino apenas para fins de procriação (eu não estou inventando!).

Afinau, vossê é conta ou a favor dos gueis?

Para ser sincero, estou pouco me lixando. Por mim, pode ter preferência por loiras, mulatas, estivadores do cais do porto etc. Pegar crianças e animais ainda é contra a lei, então estes dois caos ficam de fora. Por mim, podem preferir o que quiserem. O que estou criticando é o bando de idiotas que querem transformar tudo em farra, fazendo mimimimi sobre tudo, criando dia dos pobres coitados em todos os sentidos. Existe até mesmo o… DIA DO ORGULHO AUTISTA!

Mãe 1: Sou uma mãe orgulhosíssima! Meu filho se formou em medicina em Harvard, com especialização em neurocirurgia e é pesquisador do Hospital Johns Hopkins.
Mãe 2: Eu também estou orgulhosa do meu filho. Ele possui uma deficiência nos seus neurônios-espelho, acarretado pela expressão do gene CDH10.
Mãe 1: É mesmo? E isso significa…?
Mãe 2: Que ele é autista. Não é motivo para eu me orgulhar?

Enquanto uma horda de gente vem aqui e no meu e-mail me xingar de tudo que é jeito, vamos ser sinceros: nem todo autista é o Dustin Hoffmann e muito dificilmente terá habilidades matemáticas do Rain Man. Da mesma forma, duvido muito que Stephen Hawking tenha orgulho de ser portador da doença de Lou Gehrig. Se formos criar dias para cada pessoa ou grupo que foi discriminado, o calendário terá que ser reformulado e ter 1 mil dias. Sugiro alguns como:

1) Dia do Orgulho Loiro – Loiras são tachadas como burras, estúpidas e só pensarem em sexo (se bem que algumas deputadas morenas só falem besteira também).

2) Dia do Orgulho dos Mendigos – Eles vivem à margem da sociedade e volta e meia são mortos. Este dia englobará o Dia do Pivete.

3) Dia do Orgulho dos Lixeiros – Você quer ficar metendo a mão em lixo dos outros todo santo dia?

4) Dia do Orgulho Por Não Ser Imbecil – Meu dia.

5) Dia do Orgulho Míope, Astigmático, Portador de Sarcoidose e coisas afins. Só não pode ter Dia do Orgulho do Lúpus, pois nunca é lúpus.

6) Dia das Moças que Trocam favores por Dinheiro – Elas merecem! 9ou não)

7) Dia das Migalhas – Para todos aqueles que acham que ficar rebolando a bunda e todo tipo de passeata resolve alguma coisa.


PS. Hoje é dia de São Pedro, o pescador. Dia daqueles que trabalham pegando na vara. Juízes, inclusive.

53 comentários em “O orgulho de ter orgulho dos orgulhosos

  1. Do jeito que as coisas vão, se criarem um Dia do Orgulho do Ciclista, aquele “World Naked Bike Ride” vai virar uma espécie de passeata anual e coerciva para quem gosta de sentar no selim (ou na falta dele, vai saber). :mrgreen: E que venha mais caos ao nosso combalido trânsito. :???:

    1. @Cobalamina, “E que venha mais caos ao nosso combalido trânsito.” Pensando por esse lado, bem que os caras poderiam pelo menos fazer as passeatas, paradas, marchas e o cara de alho a quatro em algum lugar que não causasse tantos transtornos para o trânsito…

  2. Eu arrisco a dizer que sem Turing, é bem provável que você estivesse falando alemão hoje (isso se sua família tivesse sobrevivido, claro.
    Jin-Roh na veia. Ou não. Vai saber.
    Resta o consolo que os alemães tinham planos -correspondidos, não platônicos- para o Brasil.

    ir fantasiados de… de…, pelo amor de Hades, que roupa é aquela?
    Jornalista luso-criacionista?

    Da mesma forma, George Takei se casou num estilo sóbrio.
    Yep. Se até um capitão de Jornada nas Estrelas pode ser gay, então tá liberado, mesmo. :D

    3) Dia do Orgulho dos Lixeiros – Você quer ficar metendo a mão em lixo dos outros todo santo dia?
    Lixeiros passam esse país a limpo. É um trabalho duro e sem fim.

    6) Dia das Moças que Trocam favores por Dinheiro – Elas merecem! 9ou não)
    Nah. Dia das “Moças de Afeição Negociável”, uma data de valor.

    7) Dia das Migalhas – Para todos aqueles que acham que ficar rebolando a bunda e todo tipo de passeata resolve alguma coisa.
    Ué? E já não é todo os dias? O dia dos bolsas e quotas?

    Complexo de inferioridade é uma merda, mesmo. Tempo de sobra, para ficar pensando em criar esses “dias” é outra; criar vergonha na cara para mudar algo? Não. Só um bando de gente sem identidade nem vontade, carentes de uma massagem no ego.
    É a mesma lorota dos produtos de emagrecimento: todos querem ser “emagrecidos”, mas ninguém quer “emagrecer”.

  3. E eu já estou de saco cheio de tanto convite no Facebook. Só clivo no sim para deixar os “meus amiguinhos” felizes.

    Vamos criar o Dia do Orgulho de Não Participar de Nenhuma Referente a Qualquer Tipo Orgulho e a Passeata do Orgulho de Não Participar de Nenhuma Referente a Qualquer Tipo Orgulho ou… Deixe pra lá, virou farra. Daqui a pouco participar de passeatas será obrigatório. Seja de heterossexuais, homossexuais, religiosos, ateus, brancos, negros, telespectadores de BBB e eleitores do Tiririca.

    1. @Nihil Lemos,
      Hum… seu comentário lembra “A Vida de Brian” na parte do “O que os romanos fizeram por nós?”. (A forma, não o conteúdo, com o qual eu concordo ;-) )

  4. Tudo é absurdo até alguma (pseudo)celebridade resolver dizer que tem determinado comportamento. Como a ampla massa segue qualquer merda que lhes é atirada, o que antes era absurdo passa a ser aceitável, depois totalmente normal, depois vira moda e por último o absurdo é achar absurdo.

    A sociedade está involuindo, e nunca antes na história caminhamos para a idiocracia a passos tão largos. Ah sim, não demora muito vão fazer o Dia do Orgulho Alienado, e vai ser moda “não se ligar em nada”.

  5. André, é porque você não leu (eu acho) uma noticia de que os homossexuais queriam fazer uma olimpíada homossexual… Não entendi essa idéia. Eu acho que é gostar muito de aparecer. Não vejo lógica nisso, as olimpíadas são para todos, se alguém é ou não homossexual, não vai interferir em nada, a não ser que seja o viado [Porque existe o homossexual ( o homem que gosta de outro homem ) e existe o viado ( aquele homem, que pensa que é mulher, quer falar como mulher, agir como mulher e se vestir como mulher )], que diz ter menos força que os homens, que não tem coordenação motora como os outros homens e blábláblá… Não sou preconceituoso, respeito a opção sexual de cada um, mas isso já está virando uma zona. Gostei muito do artigo!

  6. Sempre achei essa história de “dia do orgulho num-sei-o-que” uma besteira. Outro dia ouvi uma música de Jorge Aragão em que ele diz: “eu sou da pele negra, graças à Deus”… Na mesma hora falei com um colega.. E se fizessem uma música que dissesse: “E eu sou da pele branca, graças à Deus”?? O cara seria preconceituoso?

  7. Mais o que os deputados poderiam fazer?
    A educação é perfeita, a saúde nunca foi tão bem e o sistema monetário mais forte que nunca… Admita que é mais trabalhoso que ficar apontando lápis e dando tapas na bunda da secretária…

    E sobre se vestir como um pavão enrolado em sacos de laranja… talvez sejam pessoas reprimidas pelo formalismo da sociedade… sempre tendo que andar certinho e talz… um dia na vida ele deseja liberdade!

    Acho que o grande problema de todos nós é desejar liberdade em só um dia e depois voltar a ser um escravo.

    Mas foda-se, eu sou crente.
    Ave Abraxas

  8. Achei o texto bem lúcido e sóbrio.
    É uma questão em voga e vira e mexe cobram nossa opinião por aí. Com ânimos acirrados, o que mais vejo é um preconceito no 8 ou 80, raramente aprecem os tons de cinza com discursos mais ponderados e mais racionalidade nas justificativas. Com esses espíritos armados, não dá pra colocar nossa opinião em poucas palavras sem ser tachado para um lado ou para o outro conforme a causa que o interlocutor defende.

    Eu abomino o preconceito e mais ainda quando este grassa socialmente impedindo o acesso a direitos por suas vítimas. Só que, a julgar pela maneira como estas ditas minorias estão se se manifestando, enxergo que este vitimismo já está se tornando uma patologia crônica: ninguém pode tirar-lhes o posto da vítima mais odiada e prejudicada, sob pena de ser acusado de nazista preconceituoso (Godwin, pra variar). Não sou contra eles exigirem o respeito a seus direitos e organizarem manifestos neste sentido. Contudo, quando isto avança as tênues fronteiras do bom-senso afora, vou exercer meu direito de criticar. A causa é válida e não acho que ela deva se perder no meio desta fanfarronice.

    Só uma coisa, André:
    “Pegar crianças e animais ainda é contra a lei”
    Afinal, zoofilia é crime?

    1. @Márcio, Pode ser válido o modelo “Não há um porquê de ter preconceito, exceto do próprio preconceito”. Todavia, não consigo deixar de pensar em Lya Luft, quando escreveu: “Há quem grite que não se deve ter ‘nenhum preconceito, contra coisa nenhuma’. Vamos com calma. Não se pode igualar tudo. Não simpatizo com o dono da verdade, o libertário sem causa, o herói sem preconceitos, o discurso fácil. Eu, sinceramente, tenho – mantenho – preconceito contra algumas coisas: a desonestidade, a arrogância, a irresponsabilidade, o culto do poder estão entre elas”. Quando observamos as coisas toscas que o André, o Abbadon, o Lealcy, o Guz e companhia expõem aqui, em seus respectivos artigos, seja politicagem, trollagem, intolerância religiosa, intolerância comportamental, não-reconhecimento profissional, ataques à Ciência e Educação, qualquer tacanhice relatada numa Quinta ou Sexta Insana, até mesmo a Voz dos Alienados, o excerto mencionado da escritora (que mantém um nível de sobriedade muito acima de vários outros nacionais contemporâneos, particularmente) parece fazer muito sentido.

      1. Pois é… são os tons de cinza que mencionei, cujos pontos de vista não são necessariamente defendidos de forma tão virulenta e emocional.
        Preconceito? Já percebi em mim alguma vez. Mas também percebi que se manifesta quando não quero pensar muito à respeito do assunto envolvido. Conclusão pessoal: viceja em um universo de preguiça mental.
        Pra mim, a mais eficiente forma de combatê-lo (se não, a única) e adquirindo conhecimento.
        Mas… vou para por aqui, afinal já estamos ingressando em ƒ”(assunto do artigo)!

        1. @Márcio, Derivadas de ordem n às vezes acontecem, devido a polêmicas que determinados artigos podem colocar em evidência. Até mesmo o sistema “comentário-réplica-tréplica” pode levar a tanto. É importante saber a hora de começar o cálculo integral, de volta para a f(assunto do artigo), este momento nem sempre facilmente identificável. :mrgreen: De qualquer forma, acabamos nos entendendo (gosto de pensar que bons comentários são um “desdobramento” do tema, como se fossem adendos do artigo).

          1. @Márcio, :lol:
            Ah, não tem problema se for uma integração apenas, o termo independente continua a ser constante mesmo… :mrgreen:

  9. Eu tenho uma camiseta onde está escrito “only yellow boys”. Ainda não sofri nenhum ataque dos chatos de plantão, mas vez ou outra surge alguma discussão sobre.

    Mas voltando ao tópico… Pelo amor, brasileiro não tem limites, não é? Parece que a sexta-feira insana também acontece na quinta, no sábado, no domingo, na segunda e por fim, todos os dias. Não acho que o problema seja mundial, é especificamente brasileiro, povo de farra. E nem um facefloor é suficiente para tamanha vergonha. Aonde arrisca um palpite da próxima banalização?

    1. @Mari., Você deveria ter uma camiseta que contivesse “???????” (espero que o Translator esteja correto, não quero fazer alusões à pedofilia :mrgreen: ), assim ninguém fora da comunidade nipônica iria ficar de falsa moralidade com isto, o que acredito que iria praticamente erradicar qualquer chance de discussão.
      Não dá para imaginar qualquer palpite, porque já não há mais espaço para tal. Educação, saúde, segurança pública, ética, justiça, mérito, conhecimento, direitos, deveres, compromisso com a verdade, bem-estar, engajamento, etc. Tudo o que foi citado (e muito mais) já foi banalizado pela maioria maciça da população brasileira, chegando, finalmente, ao ridículo de banalizar a banalização.

          1. @André, イエロー
            Espero que funcione. Obrigado pela dica, mas pela reprovação do comentário logo abaixo (quando coloquei a sentença no nosso alfabeto mesmo), desconfio que a tradução da mensagem para o Japonês foi um desastre de qualquer jeito. :lol:

    2. Eu tenho uma camiseta onde está escrito “only yellow boys”. Ainda não sofri nenhum ataque dos chatos de plantão […]

      E esses chatos sabem inglês? Que tal colocar Ajia-jin dake em ideogramas japoneses? Bem, aí ninguém ia entender mesmo. ;)

      1. @Nihil Lemos, É que se fosse assim, o termo ficaria abrangente demais. E como apenas japoneses, coreanos e chineses são denominados “amarelos”, achei que a frase ficaria perfeita.

        Nada contra Macau e a Mongólia, que também fazem parte do extremo oriente, mas é que meu coração já é todo nippon (prefiro nihon, acho a fonética mais bonita).

      1. @Cobalamina, Eu só sei “shika” sendo veado (o animal, não a gíria)… Então eu leio a frase como “veado garoto do amarelo”.Ótima a intenção :D causaria muitos risos e tal.. Mas acho que o Japão já estourou a cota de gays que deveria ter u_u é frustrante demais. Isso sem contar os descendentes e tal… Enfim. Todos deveriam ter lições de masculinidade com o Haado-Gay (recomendo qualquer vídeo dele ‘-‘)

        1. @Mari., :lol: :lol: :lol: :lol:
          Está explicado porque não deu certo. A intenção era montar a mesma frase da camiseta em ideogramas. Pelo jeito, ficou como uma espécie de Voz dos Alienados para nihonjin ver (eu quero distância deste software de tradução aqui, depois disso). :mrgreen:

        2. @Mari., O shika pode ser algo como “não além de…”; “Nada além de…” ou “não mais que…”

          O que Cobalamina quis dizer seria: “Nada além de homem amarelo”. Mas a cor amarela (kiiro) em si para descrever o tom da pele fica esquisito em japonês :P

  10. Aonde arrisca um palpite da próxima banalização?
    Intaum tamus resorvidus. O próximo dia será o “Dia do Orgulho Preconceituoso”. :twisted:

  11. Aparecer tornou-se algo essencial atualmente,antigamente a formatura só existia na faculdade enquanto hoje existe no ensino médio,fundamental e até no pré,só para citar um exemplo. Realmente tudo é motivo para orgulho.

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