Fatos do mundo: Ninguém normal quer ser professor

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Eu comecei a ler um artigo da Folha e comecei a assentir, pois é fato que ninguém em juízo perfeito quer ser professor neste país. Só que meu assentimento ficou no título quando eu li: "Queda entre 2005 e 2009 atinge os que concluíram cursos de Pedagogia e Normal Superior".

É compreensível a confusão, onde o pessoal da Folha confunde pedagogos com professores de verdade. Aliás, Normal Superior? Qualquer um que tenha lidado com aquelas criaturas sabe que estão bem longe do que se entende por "pessoa normal". Eu realmente espero que os formados na pseudociência chamada Pedagogia (que está para o Ensino assim como Homeopatia está para Medicina e Astrologia está para Astronomia) diminuam de quantidade até que esta desgraça seja erradicada como a varíola, já que são bem similares em essência.

Ainda segundo a Folha, houve queda também nos graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e últimos anos do fundamental – em 2005 foram 77 mil, contra 64 mil em 2009. No mesmo período, o total de concluintes do ensino superior no País cresceu de 717 mil para 826 mil. Só um idiota não entende porque isso acontece. Enquanto no Japão o Imperador coloca uma roupa cerimonial para atender a um professor, no Brasil olham pro distinto e dizem, com cara de asco: "Você é professor? Coitado…" O problema nem é o asco e o sentimento de falsa pena, é saber que muitos professores merecem este sentimento. Todo político AMA professores, na mesma medida que ama médicos, parturientes e criancinhas sujas e com piolhos. Infelizmente, somente as criancinhas são abraçadas e beijadas, durante os comícios; não que eu queira ser beijado pelo Sérgio Cabral, mas não me incomodaria se a Cameron Brazil tivesse feito um corpo-a-corpo e… bem, melhor deixar isso pra lá.

A reportagem deixa algo bem claro: Ninguém quer ser professor. Muitos colégios contratam "profissionais" que não são formados em curso superior, porque ainda existe um câncer educacional chamado "Curso Normal" ou sei lá como chamam esta merda hoje em dia. É um Ensino Médio profissionalizante para formar retardadinhas que nem escrever direito sabem e se acham a última bolacha do pacote, o que eu fielmente acredito: amassadas, molengas, quebradas e ninguém quer comer. É sério, gente! Eu visitei um colégio uma vez (cujo nome não posso citar ou é capaz de eu ser processado pela prostiinstituição) onde um dos alunos (acho que de uns 6 anos) tinha se jogado no chão fazendo birra. Aí, as retardadinhas estavam em volta dele dizendo "Lipe, Lipinho… Ó que a tia vai ficar de mal hein? Levanta daí, Lipinho, por favor, não fica assim não…". Em casos assim, só com intervenção divina; e quando Deus chegou, ele falou com sua voz de trovão: "FELIPE! Levante daí. AGORA!".

O garoto resolveu acatar a ordem suprema, enquanto as retardadinhas olhavam pra mim como se eu tivesse gritado um palavrão no meio de uma missa. Eu só comentei: Acho que vimos qual dos dois métodos é realmente eficaz, pois não? Mesmo assim, elas foram fazer queixinha com o diretor. Devem ter falado que eu era um monstro e que Paulo Freire colocou a mão nas suas orelhas descarnadas e gritado NOOOOOOOO!!!! Pelo visto, o diretor não deu bola a elas, pois não falou nada comigo e eu não estou nem aí.

O engraçado é que alguns de meus alunos acham que ser professor é o máximo! Um deles me falou que queria ser professor porque professor ganha muito dinheiro, a exemplo do (colocarei um nome fictício: José da Silva Couves). Eu argumentei que isso não é bem verdade, pois o distinto professor carinhosamente apelidado de Zé das Couves não precisa ser professor, pois é filho do dono do colégio, cuja hora-aula é diferenciada dos demais, fora que possui outros empreendimentos. tanto que só leciona naquele colégio.

— Não, André, não é isso. Ser professor é muito rentável!

— Ok, você tem razão. Preste vestibular para um curso de licenciatura. Sugiro Dança ou Música, que são fáceis. Aproveite e prese concurso público, pois é garantia de um emprego seguro por causa da estabilidade. O Sistema de Ensino Estadual está em pleno aquecimento e facilmente você conseguirá passar no concurso. Não se preocupe com os alunos, que você não terá problemas.

— Não vou mesmo, André. Mando o cara se foder e meto bronca, pois não deixo os merdinhas darem uma pra cima de mim. Até meto a porrada neles que eu sei que não pega nada.

— ESTE é o pensamento! Os colégios precisam de mais gente como você. Muitas pessoas irão te desanimar, até mesmo seus pais. NÃO ACREDITE NELAS. Ser professor é o melhor emprego do mundo!

— Demorô!

(o presente diálogo NÃO É uma ficção.)

É incrível como no mundo lindo das Polianas, a culpa é do professor, poiis ele chega se lamuriando em todas as aulas o que faz os alunos se sentirem desestimulados, mas o melhor mesmo é o parágrafo:

Quem entra no curso de Pedagogia, além do amor pela sala de aula, costuma ter também um plano alternativo de carreira. É o caso de Regiane Ferreira, de 22 anos, que cursa o último ano de Pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Assim que me formar, vou tentar um mestrado. Quero seguir a carreira acadêmica", conta. "Vou tentar conciliar a pós-graduação com dar aulas na rede municipal de Marília, mas, se não der, posso pedir uma bolsa."

Resumindo, a desgraça terminará o curso NÃO DARÁ AULA (pois pedagogo não dá aula, como elas mesmas dizem) e enveredará pra pesquisa acadêmica, onde dirá aos professores de verdade como eles devem lecionar. Isso se não fizer doutorado, vivendo às expensas do Estado sem produzir porra nenhuma de útil. Eu só não digo que isso é uma merda, pois merda serve pra alguma coisa, nem que seja adubo.

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Sobre André Carvalho

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