Fatos do mundo: Ninguém normal quer ser professor

Encontrado túmulo do profeta Zacarias
Adolescente morre após receber 80 chibatadas por adultério

Eu comecei a ler um artigo da Folha e comecei a assentir, pois é fato que ninguém em juízo perfeito quer ser professor neste país. Só que meu assentimento ficou no título quando eu li: "Queda entre 2005 e 2009 atinge os que concluíram cursos de Pedagogia e Normal Superior".

É compreensível a confusão, onde o pessoal da Folha confunde pedagogos com professores de verdade. Aliás, Normal Superior? Qualquer um que tenha lidado com aquelas criaturas sabe que estão bem longe do que se entende por "pessoa normal". Eu realmente espero que os formados na pseudociência chamada Pedagogia (que está para o Ensino assim como Homeopatia está para Medicina e Astrologia está para Astronomia) diminuam de quantidade até que esta desgraça seja erradicada como a varíola, já que são bem similares em essência.

Ainda segundo a Folha, houve queda também nos graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e últimos anos do fundamental – em 2005 foram 77 mil, contra 64 mil em 2009. No mesmo período, o total de concluintes do ensino superior no País cresceu de 717 mil para 826 mil. Só um idiota não entende porque isso acontece. Enquanto no Japão o Imperador coloca uma roupa cerimonial para atender a um professor, no Brasil olham pro distinto e dizem, com cara de asco: "Você é professor? Coitado…" O problema nem é o asco e o sentimento de falsa pena, é saber que muitos professores merecem este sentimento. Todo político AMA professores, na mesma medida que ama médicos, parturientes e criancinhas sujas e com piolhos. Infelizmente, somente as criancinhas são abraçadas e beijadas, durante os comícios; não que eu queira ser beijado pelo Sérgio Cabral, mas não me incomodaria se a Cameron Brazil tivesse feito um corpo-a-corpo e… bem, melhor deixar isso pra lá.

A reportagem deixa algo bem claro: Ninguém quer ser professor. Muitos colégios contratam "profissionais" que não são formados em curso superior, porque ainda existe um câncer educacional chamado "Curso Normal" ou sei lá como chamam esta merda hoje em dia. É um Ensino Médio profissionalizante para formar retardadinhas que nem escrever direito sabem e se acham a última bolacha do pacote, o que eu fielmente acredito: amassadas, molengas, quebradas e ninguém quer comer. É sério, gente! Eu visitei um colégio uma vez (cujo nome não posso citar ou é capaz de eu ser processado pela prostiinstituição) onde um dos alunos (acho que de uns 6 anos) tinha se jogado no chão fazendo birra. Aí, as retardadinhas estavam em volta dele dizendo "Lipe, Lipinho… Ó que a tia vai ficar de mal hein? Levanta daí, Lipinho, por favor, não fica assim não…". Em casos assim, só com intervenção divina; e quando Deus chegou, ele falou com sua voz de trovão: "FELIPE! Levante daí. AGORA!".

O garoto resolveu acatar a ordem suprema, enquanto as retardadinhas olhavam pra mim como se eu tivesse gritado um palavrão no meio de uma missa. Eu só comentei: Acho que vimos qual dos dois métodos é realmente eficaz, pois não? Mesmo assim, elas foram fazer queixinha com o diretor. Devem ter falado que eu era um monstro e que Paulo Freire colocou a mão nas suas orelhas descarnadas e gritado NOOOOOOOO!!!! Pelo visto, o diretor não deu bola a elas, pois não falou nada comigo e eu não estou nem aí.

O engraçado é que alguns de meus alunos acham que ser professor é o máximo! Um deles me falou que queria ser professor porque professor ganha muito dinheiro, a exemplo do (colocarei um nome fictício: José da Silva Couves). Eu argumentei que isso não é bem verdade, pois o distinto professor carinhosamente apelidado de Zé das Couves não precisa ser professor, pois é filho do dono do colégio, cuja hora-aula é diferenciada dos demais, fora que possui outros empreendimentos. tanto que só leciona naquele colégio.

— Não, André, não é isso. Ser professor é muito rentável!

— Ok, você tem razão. Preste vestibular para um curso de licenciatura. Sugiro Dança ou Música, que são fáceis. Aproveite e prese concurso público, pois é garantia de um emprego seguro por causa da estabilidade. O Sistema de Ensino Estadual está em pleno aquecimento e facilmente você conseguirá passar no concurso. Não se preocupe com os alunos, que você não terá problemas.

— Não vou mesmo, André. Mando o cara se foder e meto bronca, pois não deixo os merdinhas darem uma pra cima de mim. Até meto a porrada neles que eu sei que não pega nada.

— ESTE é o pensamento! Os colégios precisam de mais gente como você. Muitas pessoas irão te desanimar, até mesmo seus pais. NÃO ACREDITE NELAS. Ser professor é o melhor emprego do mundo!

— Demorô!

(o presente diálogo NÃO É uma ficção.)

É incrível como no mundo lindo das Polianas, a culpa é do professor, poiis ele chega se lamuriando em todas as aulas o que faz os alunos se sentirem desestimulados, mas o melhor mesmo é o parágrafo:

Quem entra no curso de Pedagogia, além do amor pela sala de aula, costuma ter também um plano alternativo de carreira. É o caso de Regiane Ferreira, de 22 anos, que cursa o último ano de Pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Assim que me formar, vou tentar um mestrado. Quero seguir a carreira acadêmica", conta. "Vou tentar conciliar a pós-graduação com dar aulas na rede municipal de Marília, mas, se não der, posso pedir uma bolsa."

Resumindo, a desgraça terminará o curso NÃO DARÁ AULA (pois pedagogo não dá aula, como elas mesmas dizem) e enveredará pra pesquisa acadêmica, onde dirá aos professores de verdade como eles devem lecionar. Isso se não fizer doutorado, vivendo às expensas do Estado sem produzir porra nenhuma de útil. Eu só não digo que isso é uma merda, pois merda serve pra alguma coisa, nem que seja adubo.

Encontrado túmulo do profeta Zacarias
Adolescente morre após receber 80 chibatadas por adultério

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!

  • Demente

    Abaixo da foto da matéria:

    [quote]Energia ruim. A professora Rita Rodrigues, que hoje trabalha como consultora de Feng Shui: ‘Estava sempre estressada’, diz[quote]

    P. Q. P.

    Administrador André respondeu:

    Mudou de uma pseudociência para outra. Natural.

  • Rei Childerico

    No dia que o mundo livrar-se de sociólogos, pedagogos, psicólogos, arquitetos e toda a laia de gente desse tipo (pseudo cientistas e seres inúteis), o mundo passará a ser um lugar melhor.

    slineu respondeu:

    @Rei Childerico,
    Isso me lembra o segundo livro da série “Guia do Mochileiro das Galáxias”

    CesarPiTT respondeu:

    @Rei Childerico, Comparar pedagogia com essas outras áreas é no mínimo injusto.

  • Altair5

    É bom saber que sou normal,afinal desisti da licenciatura faltando poucos créditos e fui para o bacharelado.E por falar em normal parece que o site tá lento… ❗

  • Rouberval

    Não sei que tipo de PEDAGOGO você conhece… Profissionais MALFORMADOS existem em todas as áreas do saber. Claro, precisamos culpar alguém quando as coisa não estão bem. 👿 Pelo vocabulário usado no texto já deu para entender o que é ser um EDUCADOR de ótimo nível… 💡

    Tenha um bom dia!!! :mrgreen:

    Administrador André respondeu:

    Ai, meu Deuso! Eu falei mal dos pedagoguinhos… coitados!

    Eis aqui um discípulo das polianas. Vai contar os fios da barba do Paulo Freire, filho, que aqui é pra quem entende de Ensino.

    slineu respondeu:

    @Rouberval,
    está bem. Mal profissional existe em todas as áreas. Mas você pode dar um exemplo do que o um bom profissional na área de pedagogia já fez ?

    Administrador André respondeu:

    Suicídio conta?

    Rei Childerico respondeu:

    @Rouberval, mimimimimimimimimimimimimi.. porque a criança ensina enquanto aprende mimimimimimimi porque o discente é um sujeito da ação mimimimimimimimimi tem de entender a realidade do aluno mimimimimimimi porque o Foucault e o Paulo Freire falaram mimimimimi os pobres adolescentes são vítimas da sociedade mimimimimimi

  • marcelusmedius

    Todos pela Educação.

  • cesarcesc

    Lembro-me bem de quando eu estava no colégio , lá lecionava um profissional altamente qualificado, em sua área de biologia , ele levava slides, fazia os alunos se interessarem nas aulas, ás vezes ele queria ter acesso ao laboratório municipal aqui da cidade para poder levar os alunos, o cara era nota 10, aí o que aconteceu? o pessoal do corpo docente torrou o mesmo, só porque era gabaritado, o pessoal começou a falar que ele era isso era aquilo ( aquela desgraça da inveja) e o que aconteceu… o cara vazou, não aguentou estes pedagogos enjoados ….. então acho que o verdadeiro profissional tinha que ser tratado com honras de chefe de estado, ser super valorizado, e os idiotinhas metido a agredir os mestres, deveriam pagar com serviços públicos limpando vaso sanitário de penitenciaria….!

  • Acontece o seguinte, na maioria das escolas públicas e privadas, nem sempre os gestores (Coordenadoras, Supervisoras, Diretores) são graduados em Pedagogia. Coloca-se qualquer indivíduo por apadrinhamento ou por votações de “puxa-sacos”. Ou seja, a máfia manda e desmanda. Quando chega um “sangue novo” com alguma ideia que talvez possa melhorar a alguma coisa na Educação, é logo abafado por aqueles formados na ERA JURÁSSICA e que nunca mais voltaram a uma sala de aula para aprenderem coisas novas. Essa máfia está levando a Educação a decadência.
    Outra coisa, Paulo Freire foi, em sua época, um ótimo ALFABETIZADOR. Atualmente não serve de modelo, por isso não vou contar os pelos da barba dele. Estamos no século XXI, em tempos de novas tecnologias, tempo de transição de uma economia industrial capitalista para uma ECONOMIA DA INFORMAÇÃO. As escolas, porém, ainda estão seguindo modelos de mais de cem anos: professor, giz, quadro negro e alunos enfileirados. Não concordo com esse modelo de escola para a atualidade, estão “matando” a capacidade de aprendizado de nossos alunos. Mas, quem se atreve a mudar tal situação…
    A medida que a tecnologia da comunicação se vai sofisticando e conquistando a preferência das novas gerações, que entre a escola e a internet optam, sem qualquer remorso, por esta em detrimento daquela, a crise da educação tende a agravar-se cada vez mais. De avaliação em avaliação crescem os índices de desaproveitamento escolar, para desaponto dos professores, escândalo das famílias e crescente desorientação dos policy-makers do Ministério Federal e das secretarias estaduais de educação. Todos estão perplexos e os jovens, que são as grandes vítimas desse desastre, preparam-se cada vez menos para a disputa de seu lugar ao sol nesta era, sua e nossa, que depende fundamentalmente da quantidade e da qualidade dos saberes armazenados durante o período escolar. Os curriculos tradicionais, os conteúdos nem sempre atuais das lições, as avaliações de aprendizagem centradas no que os alunos não sabem e desprezando aquilo que eventualmente saibam, as didáticas repetitivas e discursivas de professores formados na era jurássica, o desaparelhamento escolar no que diz respeito a TVs, computadores, pessoal especializado na pedagogia da mediação atraente do conhecimento – tudo isso combinado resulta numa escola que, para os alunos nascidos na cultura do Google, do Speed, das bandas, das digitalizações e coisas que tais, não faz sentido. De repente, algum “burrocrata” descobre o óbvio: os alunos do ensino básico são fracos em português e matemática. Daí surge um programa de aulas intensivas nessas duas disciplinas, como se numa enfermaria de anêmicos se começasse a ministrar doses maciças de vitaminas A, B e C aos doentes… Sem discutir a necessidade de saturar os alunos de português e matemática, ouso perguntar: quais os meios serem empregados para o fortalecimento desses saberes? Haverá didática especial para essa cruzada contra a ignorância reinante entre os alunos quanto à arte de calcular e comunicar? Ou serão os mesmos professores, com as didáticas de sempre e sem o auxílio das tecnologias da imagem e do learning já consagrada pela TI?
    Lembre-se: ideias boas não faltam… Falta vontade de alguns “gestores” para colocarmos em prática. Existem pedagogos e pedagogos… professores e tal…

    Administrador André respondeu:

    Acontece o seguinte, na maioria das escolas públicas e privadas, nem sempre os gestores (Coordenadoras, Supervisoras, Diretores) são graduados em Pedagogia.

    Hades permita que um dia todos os pedagogos estejam fora dos colégios.

    Coloca-se qualquer indivíduo por apadrinhamento ou por votações de “puxa-sacos”.

    Aqui no Rio são apadrinhados formados em pedagogia (com perdão da má palavra)

    Ou seja, a máfia manda e desmanda. Quando chega um “sangue novo” com alguma ideia que talvez possa melhorar a alguma coisa na Educação, é logo abafado por aqueles formados na ERA JURÁSSICA e que nunca mais voltaram a uma sala de aula para aprenderem coisas novas. Essa máfia está levando a Educação a decadência.

    Engraçado que na época Jurássica o Ensino era melhor. O problema começou com as “inovações”.

    Outra coisa, Paulo Freire foi, em sua época, um ótimo ALFABETIZADOR. Atualmente não serve de modelo, por isso não vou contar os pelos da barba dele.

    Diga isso aos pedagogos. Na semana passada ouvi ladainha sobre como ele é MARAVILHOSO (sic) e muito importante pros dias atuais. Deve ser pq os alunos não sabem escrever direito ou sei lá.

    Estamos no século XXI, em tempos de novas tecnologias, tempo de transição de uma economia industrial capitalista para uma ECONOMIA DA INFORMAÇÃO.

    Vai sonhando. Informação não é conhecimento, filho.

    As escolas, porém, ainda estão seguindo modelos de mais de cem anos: professor, giz, quadro negro e alunos enfileirados.

    Onde isso? Eu ADORARIA voltar a este tempo, onde professor ensinava, SIM! E aluno ficava no seu lugarzinho sentado tomando nota e não participando do processo de aprendizado de uma coisa que ele não sabe nem pra ele. Lamento, vc não é professor, nunca foi e duvido que algum dia se torne um. Digo PROFESSOR e não estes fantoches psicopedarretardados.

    Não concordo com esse modelo de escola para a atualidade, estão “matando” a capacidade de aprendizado de nossos alunos.

    Como coisa que eles tenham um.

    Mas, quem se atreve a mudar tal situação…

    Que tal NÃO MUDAR o que funcionava muito bem? Mudaram, taí o resultado.

    A medida que a tecnologia da comunicação se vai sofisticando e conquistando a preferência das novas gerações, que entre a escola e a internet optam, sem qualquer remorso, por esta em detrimento daquela, a crise da educação tende a agravar-se cada vez mais.

    Não é culpa dos professores se os pais dão um computador pro filho se enterrar em sacanagem e no orkut dentro do quarto para não cumprirem com suas funções de educadores. Sou pago pra ensinar meu conteúdo e não se o aluno deve usar camisinha ou não.

    De avaliação em avaliação crescem os índices de desaproveitamento escolar, para desaponto dos professores, escândalo das famílias e crescente desorientação dos policy-makers do Ministério Federal e das secretarias estaduais de educação.

    Deem de volta o PODER aos professores. Simples assim.

    Todos estão perplexos e os jovens, que são as grandes vítimas desse desastre, preparam-se cada vez menos para a disputa de seu lugar ao sol nesta era, sua e nossa, que depende fundamentalmente da quantidade e da qualidade dos saberes armazenados durante o período escolar.

    Pergunte a eles se eles se sentem vítimas? Estão muito bem, do jeito que sempre quiseram, com o aval do MEC que acha que escolas não resolvem o problema e Aprovação Automática é a solução de tudo. De quem partiu esta ideia? Ah, sim, dos pedagogos.

    Os curriculos tradicionais, os conteúdos nem sempre atuais das lições, as avaliações de aprendizagem centradas no que os alunos não sabem e desprezando aquilo que eventualmente saibam

    O que eles sabem? Como baixar filme pornô pirata? pq nunca tive nenhum com o mínimo embasamento de Ciências, onde bebe-se suco de clorofila pq “é bom”. Diz aí, filhão, QUAIS SABERES esta molecada ignorante traz? Sim, a avaliação e transmissão de conteúdo se baseia no que não se sabe. Ou as princesas querem ensinar algo que no aluno já sabe? Se for assim, beleza, aula fácil, pois não se ensinará nada, pois o aluno não sabe nada. Sim, sou formado na época jurássica e ácido mais base é igual a sal mais água. DESAFIO-O a provar que isso mudou. DESAFIO-O a provar que Força é igual a tudo menos massa vezes aceleração. Newton falou isso há mais de 200 anos. Tudo mudou, né?

    as didáticas repetitivas e discursivas de professores formados na era jurássica

    Discursiva? Com alunos berrando, falando no celular, tirando foto na aula com ruídos externos e muitas vezes salas com a parede até a metade onde praticamente temos dois professores de duas turmas diferentes dando aula ao mesmo tempo e se vendo, onde as paredes laterais são de um compensado vagabundo? Não, Poliana, vc nunca deu aula. Vá num estadualzão e conheça a realidade. Conheci muitos de vcs pisando nas nuvens qdo chegava novinho e fresquinho num colégio e não ficar mais do que meia hora,. Cheguei a ver Polianas como vc saírem correndo chorando ao dar de cara com uma turma de 70 alunos. Vc deu aula assim? Duvido, menosprezo e escarneço se disser que sim, pois sabemos ser mentira.

    desaparelhamento escolar no que diz respeito a TVs, computadores, pessoal especializado na pedagogia da mediação atraente do conhecimento

    Eu vi vc citar LIVROS? Antes não precisava de nada disso. Pq hoje precisamos? Pedagogia da mediação, Poli? Faça-me o favor!

    tudo isso combinado resulta numa escola que, para os alunos nascidos na cultura do Google, do Speed, das bandas, das digitalizações e coisas que tais, não faz sentido.

    Eu vi vc citar… livros? Não, analfabetos não podem ler. E o que leriam? Afinal, Polianas como vc baniram os livros de Monteiro Lobato.

    De repente, algum “burrocrata” descobre o óbvio: os alunos do ensino básico são fracos em português e matemática.

    Pq as escolas do município do Rio usam sistema de Aprovação Automática, bebê. ninguém é reprovado. Reprove mais que 5% de uma turma de ensino médio num colégio de Zona Nobre do Rio, SP ou qq outra grande cidade e veja o que acontece.

    Daí surge um programa de aulas intensivas nessas duas disciplinas

    Só se for na sua cidade.

    Sem discutir a necessidade de saturar os alunos de português e matemática, ouso perguntar: quais os meios serem empregados para o fortalecimento desses saberes?

    Exercícios, leitura intensiva… Ah, mas temos que respeitar o que o aluno sabe e o que ele quer que seja atraente. Nada!

    Haverá didática especial para essa cruzada contra a ignorância reinante entre os alunos quanto à arte de calcular e comunicar?

    Comunicar? askplpasopasoolpas tu numk leu orcúte, né, manow!!!!111!!1111

    Ou serão os mesmos professores, com as didáticas de sempre e sem o auxílio das tecnologias da imagem e do learning já consagrada pela TI?

    E falhas. LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS! Qual seu problema com livros? Ah sim, não tem animação nem figurinha.

    Lembre-se: ideias boas não faltam… Falta vontade de alguns “gestores” para colocarmos em prática. Existem pedagogos e pedagogos… professores e tal…

    Existem pedagogos e existem professores, da mesma forma como existem astrólogos e astrônomos,. Num país onde homeopatia é regulamentada por lei, pq não ter pedagogia? São ambas no mesmo juízo de valor. Continue no seu mundinho, Poliana. Coloque seu vestidinho azul, pegue seu cachorrinho e cante a música do Mágico de Oz, enquanto vê aquele ridículo filme do Sidney Poitier. Pedagogos me dão nojo.

    Nihil respondeu:

    @André, Já vi que a educação do Brasil vai de mal a pior. Fazer o que num país onde novelas e reality shows são sucessos de audiência? Conheço gente aqui que paga uma bela grana para assistir essas merdas e o que eles lêem? Zíbia Gasparetto, auto-ajuda, Crepúsculo, etc… Fora que gastam boa parte do seu dinheiro equipando carro com coisas inúteis e pouco se preocupa com o futuro. E as escolas brasileiras daqui “regulamentadas pelo MEC” cobram mensalidades que superam facilmente os mil reais em valores corrigidos e uns 90% dos professores (estimativa minha porque conheço uns cujo português é pior que o meu) nem diploma tem. Nem pedagogia [SIC].

    E ainda meus parentes me importunam para voltar ao Brasil… Só se eu morrer antes. No Brasil a educação é encarada como despesa e aqui no Japão como investimento. Não sei os professores do ensino-fundamental e médio mas os universitários ganham em média mais de R$ 250.000,00 por ano em valores corrigidos. Isso eu vi na televisão. Há quem ache pouco… Eles ganham mais do que o próprio Primeiro-Ministro e os deputados.

    Rei Childerico respondeu:

    @Rouberval, “Ou seja, a máfia manda e desmanda. Quando chega um “sangue novo” com alguma ideia que talvez possa melhorar a alguma coisa na Educação, é logo abafado por aqueles formados na ERA JURÁSSICA e que nunca mais voltaram a uma sala de aula para aprenderem coisas novas. Essa máfia está levando a Educação a decadência.”

    Ou seja, aprender a merda do construtivismo. Ficar com o mimimimi de que o professor tem de aprender com a bosta do aluno – que só sabe jogar vídeo game e punhetar no Orkut – e ser apenas o meio praticamente inerte pelo qual o saber chega ao retardado, sem ter a “pretensão” de ensinar coisa alguma pois as verdades são criações da malvada sociedade ocidental branca e patriarcalista. Por isso as experiências dos moleques têm de ser levadas em conta e utilizadas no ensino.
    Decorar e levar a sério as bostas de lixos como Kristeva, Foucault, Piaget, Lacan, Paulo Freire, Vigotsky e porcarias desse naipe.

    Sério cara: enfie essa sua pedagogia onde a luz não bate.

  • Carlos Guevara

    “Enquanto no Japão o Imperador coloca uma roupa cerimonial para atender a um professor…”

    Ao ler isso lembrei que tinha lido que na Coréia do Sul os professores eram considerados “bons partidos” por ganhar bem e ter estabilidade profissional…

  • Mari.

    Pedagogo é um troll mesmo. Mas os coordenadores são os reis dos trolls :/ a metodologia deles é falha demais e irritante. Deveria ser riscada do alicerce de qualquer escola. Agora, desejar ser professor hoje em dia, não importa a matéria ‘-‘ nossa, tem que ser iluminado por qualquer mito que seja. Não desejo essa profissão para ninguém :/ ainda mais no setor público, mas se for a vontade máxima da pessoa, bem, que seja feliz ._.

  • Que bom viver num lugar que segue um sistema de ensino de séculos. Na única vez que mudaram voltaram atrás. Até nós, pais, participamos ativamente na avaliação. Aqui no Japão ninguém põe mão na cabeça dos alunos e computadores só tem na sala dos professores. Alunos (do ensinam fundamental) tem mais de dez livros que são renovados a cada semestre. O Brasil precisa voltar a Época Jurássica.

    Rei Childerico respondeu:

    @Nihil, Sou a favor do spray de pimenta ser liberado para uso em sala de aula. E em vez de dois professores por classe, como queria o Serra, um professor e um policial.

    Administrador André respondeu:

    Eu digo uma coisa aos meus. Quando as pessoas têm problemas, chamam a polícia. Qdo a polícia não dá jeito, chamam o Exército. A última instância é chamarem A MIM!

  • voix69

    Quando comecei a ler o post da “figura” senti cheiro de troll no ar… 👿

    Sabe por que ele não fala de livros?

    Por que, do seu ponto de vista, livros são da “era jurássica”.

    A “era moderna” requer que tenhamos que respeitar o que o aluno sabe e o que ele quer que seja atraente.
    Isso é filosofia de buteco! Na prática é dar poder à quem não tem sequer capacidade de discernir o que é aprendizado e o que é…nada.
    Na prática, é o mesmo que dizer façam o que quiserem.
    Na prática, é o mesmo que aprender nada.

    E…SURPRESA… não é isso que vemos hoje nas escolas?
    Professores sendo ameaçados por pais e alunos, porque seu filhinho tirou bomba na prova?

    A meu ver existem três maneiras de aprender (e eu posso estar totalmente errado).

    1 – empiricamente (errando, acertando e aprendendo)
    2 – com livros (leitura, interprertação de texto…)
    3 – com mestres (tendo aulas)

    A combinação das três seria o método ideal de aprendizado.

    Sou de um tempo onde o aprendizado era adquirido com muito esforço e dedicação (pelo menos para mim).
    Eram horas de estudo na sala de aula e em casa. E ai de mim se tomasse bomba em prova…eram os meus pais e professor a me chamar a atenção e fazer repetir exercícios e tarefas.

    Eu gostava disso? Não, não gostava.
    Sabe porque? Por que eu queria me divertir como qualquer criança ou adolescente gostaria de fazer.
    Mas é dessa forma que se aprende. E eu aprendi assim. E é isso que eu cobro do meu filho. Ele gosta? Não, não gosta. Mas está aprendendo o que lhe é ensinado. Gosta de ler livros (talvez porque ele sempre viu o pai dele ler muito :mrgreen: ), é aluno participativo em sala de aula e eu ousaria dizer que é um ótimo aluno.

    Sei que a escola que ele frequenta tem uma metodologia que incentiva os alunos a lerem, fazerem tarefas e respeitar colegas e professores.

    Não fez tarefa, não leu o livro, foi desrespeitoso…os pais são comunicados e chamados, se necessário.

    É a escola ideal? Não, não é. Pois os pedagogos estão lá, à espreita, aguardando o momento para lhe dizer que o que você faz ou cobra de seu filho pode causar transtornos futuros e que assim ele não vai alcançar toda sua capacidade…Eu ri disso e dou-lhe as costas!

    Rei Childerico respondeu:

    @voix69,
    Estamoss traumatizaaanndooo nossaaasss criaançaaassss!!!!

    Pobres bebês, vítimas inocentes dessa sociedade feia, patriarcal e branca, na qual mulheres são obrigadas a depilar as axilas e crianças expostas a perigos inimagináveis.

    slineu respondeu:

    @voix69,

    “1 – empiricamente (errando, acertando e aprendendo)
    2 – com livros (leitura, interprertação de texto…)
    3 – com mestres (tendo aulas)”

    Costumo dizer algo semelhante.
    As pessoas aprendem por 3 meios:
    – Estudando (seus itens 2 e 3 )
    – Errando ( seu item 1 )
    – Através da dor

    Tarugo respondeu:

    @voix69, Concordo com você, principalmente no tocante à educação dos filhos, pois sem o devido acompanhamento dos pais eles podem desperdiçar tempo não estudando, trocando tempo de ensino por coisas inúteis. Quem não se esforça para aprender corre o risco de não aprender nada, mas quem se esforça contribui para um mundo melhor.

  • Rei Childerico

    Entro todo dia aqui para ver se as Pollyanas tiveram coragem de responder. Mas até agora nada. Que pena; gostaria de ver o circo pegando fogo.

  • Jr

    André, mesmo você tendo doutorado, o que o motiva a ministrar aula para ensino médio ao invés de ficar apenas na universidade como pesquisador? Ou na universidade a situação não melhora?

    Administrador André respondeu:

    Resposta curta e grossa: salário melhor. Meu cargo não é simplesmente de professor. Trabalhar em universidade me daria as mesmas dores de cabeça (senão piores) por salários não muito compensadores. Pesquisa? No, thanks, eu sei como é a pesquisa no Brasil depois de ter feito estágio no Museu Nacional, onde o pessoal se digladiava por um litro de álcool.

  • arthurmoises

    André, e quanto a pesquisa para empresas privadas? É fácil entrar nesse setor? E se for abrir a própria empresa? (Pergunto isso porque passou uma empresa pela incubadora da universidade daqui na área de manipulações químicas. No caso delas, a gestão é privada, o que facilita pra caramba as coisas)

  • luly

    Adorei !!!!! Falou a verdade e mandou muito bem sobre as pedabobas.

  • Marcelo Paz

    Se ninguém quer ser professor por que os concursos para magistério em todo o Brasil são concorridos?

    Pryderi respondeu:

    No Rio de Janeiro, os concursos para professor nunca preenchem as vagas.

    Os que prestam o concurso é para terem estabilidade de funcionalismo público. Acabem a estabilidade e veremos os concursos ficarem às moscas. Ou não. Tenta vc ir dar aula numa favela, que nem eu fui, sendo revistado por moleques de 13 anos com arma na cintura.