Crianças albinas são acusadas de bruxaria na África

E no doce mundinho religioso – onde o bom senso é artigo de luxo, não disponível à maioria das pessoas – vemos o quanto temos que respeitar tradições e culturas diversas. A África é um continente multicultural e devemos respeitar todas as culturas de lá. Assim, como poderíamos falar mal dos queridíssimos xamãs, pajés ou seja lá como chamam o bando de retardados que perseguem pessoas simplesmente por nascerem diferentes. E diferente que eu digo é nascerem albinas. O que essa raça miserável faz com os albinos? Acusam-nos de bruxaria e querem fazer poções mágicas com eles. Que tal?

Mas não esqueçam que temos que preservar as culturas, assim como temos que preservar infanticídios indígenas.

Na região subsaariana, há uma série de denúncias da Unicef. A problema é que albinos, por não terem melanina suficiente, viram um alvo fácil de retardados metidos a feiticeiros. Na Tanzânia, o governo se deu ao luxo de distribuir celulares aos “branquinhos” para que eles possam pedir por socorro, quando os líderes religiosos acharem que tá na hora de fazer vodu (EU SEI!). A polícia de lá está elaborando listas de albinos em cada canto do país a fim de protegê-los de uma forma melhor, enquanto que oficiais estão escoltando crianças albinas a caminho da escola. O presidente da Tanzânia até patrocinou uma mulher albina para um cargo no Parlamento.

De acordo com a Unicef, as crianças, especialmente entre 8 e 14 anos, vêm sendo queimadas, espancadas ou até mortas como punição. Os grupos mais vulneráveis são crianças de rua, albinos e portadores de deficiência, segundo um novo relatório publicado pela BBC Brasil.

Além do fato dessas crianças albinas terem problemas câncer de pele (maior incidência de raios ultra-violeta, vocês sabem…), o que faz com que dificilmente passem dos 30 anos de idade, elas ainda têm que fugir de rituais de exorcismo, desencapetamento ou alguma babaquice neste sentido. Isso aliado aos problemas de criar um filho num lugar miserável, com pouquíssimos recursos. Se já era difícil para as crianças “normais”, pros albinos a coisa ganha dimensões cataclísmicas.

De acordo com a máxima religiosa, se algo existe, pode-se ganhar dinheiro em cima dos otários. Se não existe, inventamos e ganhamos dinheiro em cima dos otários. Sendo assim, criou-se um celeiro de “desencapetadores profissionais”, exorcistas e outros enganadores. Alguns chegando a cobrar 250 obamas por cada procedimento e eu acho que me mudarei amanhã. Se bem que eu sou branco. Hummm, melhor ficar por aqui mesmo.

Mas, reitero: temos que respeitar as religiões e a cultura alheia. Afinal, retirar as crianças das garras desses psicopatas e dar-lhes escola e condições melhores de vida seria influenciar a cultura delas, o que seria algo mais violento ainda…

Segundo alguns acéfalos, é claro.

Um comentário em “Crianças albinas são acusadas de bruxaria na África

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