Secretaria da Saúde alerta sobre os perigos da sibutramina

olivia_palito.jpgÉ curioso que eu não tinha intenção de fazer nenhuma série de artigos sobre saúde, emagrecimento etc. Deve ser alguma confluência astral, mas estou achando que foi aquele acidente em meu laboratório, onde fui abalroado por algumas emissões nucleares. Estou até ficando com a pele azul…

O cloridrato de sibutramina monohidratado, mais conhecido pelo nome de “Sibutramina” ou pelo seu nome comercial “Síbus”, é velho conhecido de pessoas que estão a fim de perder uns quilinhos. Inicialmente, seu desenvolvimento tinha outro foco (como no caso do Viagra) que era servir como antidepressivo, agindo em áreas do cérebro que controlam não somente o humor e sensação de bem estar, como também o apetite. Mais tarde, descobriu-se que o composto acelera o metabolismo da pessoa, acarretando num aumento do gasto energético, diminui a fome e aumenta a sensação de saciedade de forma a satisfazer o apetite com pouco alimento. Obviamente, um remédio assim não pode ser vendido sem prescrição médica. No entanto, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta sobre alguns problemas que a Sibutramina pode trazer. Alguns desses problemas levou a União Européia a banir o remédio de lá, enquanto os EUA permitem, mas com severas restrições. No Brasil, não há uma certa seriedade no tocante à saúde da população, mas parece que alguém lá na ANVISA se tocou e o composto recebeu algumas restrições.

Um relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão das Nações Unidas, aponta que o Brasil é o país que mais consome remédios para emagrecer no mundo, ainda mais por ser país tropical e que depende muito do turismo sexual; assim, tudo que envolve estética e beleza é levado a níves extremos. Só que como tio Ben falou com tanta propriedade “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, e os efeitos colaterais em determinados usuários são tais que preocupam os médicos. Alguns desses efeitos são: gosto estranho na boca e boca seca, náusea, estômago irritado, constipação, problemas para dormir, tontura, cólicas menstruais, dor de cabeça, sonolência, dor nos músculos e articulações. Os efeitos mais preocupantes podem atingir os pacientes com distúrbios cardiovasculares.

De acordo com a própria ANVISA, a realização de estudo sobre sibutramina, concluído ao final de 2009, demonstrou um aumento em 16% do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com sibutramina, tais como infarto do miocárdio, derrame, parada cardíaca com ressuscitação, comparados aos pacientes tratados com placebo. Denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), o estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo foi realizado por um período de 6 anos em aproximadamente 10.000 pacientes com obesidade associada a doenças cardiovasculares e pacientes com diabetes do tipo 2, com sobrepeso ou obesidade, e associada a fatores de risco de doenças cardiovasculares.

O estudo confirmou todas as advertências encontradas na bula do referido remédio. A ANVISA, por causa disso, resolveu tomar as seguintes medidas:

  • Contra-indicar o uso de medicamentos contendo sibutramina para os pacientes com perfil semelhante aos incluídos no estudo em questão, ou seja:
  1. Pacientes que apresentem obesidade associada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;
  2. Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares;

Ainda de acordo com o relatório da ANVISA “De 2005 até a presente data, o SNVS (Serviço Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu 37 notificações de suspeitas reações adversas graves com o uso do medicamento sibutramina. Deste total, 14 notificações eram reações adversas relacionadas ao sistema cardiovascular descritas em bula. A ausência de informações quanto à existência ou não de doença cardiovascular subjacente nos pacientes que sofreram as reações notificadas não permite concluir que a sibutramina tenha sido a única causa destas reações cardiovasculares”.

Não descarto que algumas pessoas realmente precisem do medicamento para emagrecerem, mas muitas vezes é apenas charminho de senhoritas com baixa capacidade cognitiva, que querem emagrecer de qualquer modo, só porque o cacho dela arrumou outra mais gostosa (ou nem tanto). Deve-se fazer uma diferença entre necessidade médica e frescura.

Um comentário em “Secretaria da Saúde alerta sobre os perigos da sibutramina

  1. O pior que esses casos estão ficando cada vez mais em evidência como os casos de pedofília.

    Só ontem foram noticiados 2 casos de mortes por causa da estética. Uma que tentou meter [epa!] gás carbônico nos glúteos pra melhorar a aparência. E a outra que fez cirurgia plástica em laboratório clandestino e foi pro saco após complicações hemorrágicas.

    O que está acontecendo com vocês mulheres ? Vocês estão deixando a estética superar a saúde mental ? Estão largando a escola pra ir à academia ?

    Darwin, ajude-nos!

    Acho que o meu sonho de encontrar uma nerd cdf está a cada dia indo por aguá abaixo.

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