Terra pode ser exterminada por explosão de supernova, dizem cientistas

Então, para vocês que têm medo até da sombra e uma simples bombinha faz com que subam pelas paredes, pensando que chegou o arrebatamento e Satã veio buscar as suas almas imundas, tenho uma notícia que deixará todos vocês contentíssimos! A Terra poderá, em breve, ser aniquilada pela explosão de uma estrela a cerca de 3.000 anos-luz de distância, de acordo com cientistas americanos. FUJAM PARA AS MONTANHAS! (não que adiantará alguma coisa)

Como as pessoas sabem (ou deveriam saber), estrelas “brilham” por causa das reações nucleares em seu núcleo. A energia faz com que ela se expanda, mas a gravidade faz com que toda a matéria caia em direção ao seu centro. Estrelas não são bolas de fogo, no máximo, plasma. Ela passa a vida inteira nesse modo pulsante de contração e dilatação, enquanto as terríveis forças nucleares agem dentro dela. Chega a um ponto que o combustível do núcleo cessa, istoé, quando os átomos de hidrogênio e hélio (juntamente com seus isótopos) tenham se convertido em elementos mais pesados. Assim, as reações nucleares começam a cessar. daí, acontecerá duas coisas:

1) Se for uma estrela for que nem nosso Sol, que é uma estrela de quinta magnitude, a massa não gerará força gravitacional suficiente para comprimir o núcleo e ela começa a se expandir. Em fato, daqui a uns 5 bilhões de anos, nosso Sol começará a crescer, tornando-se uma gigante vermelha. Nossos mares entrarão em ebulição e o Sol crescerá muito, engolindo Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte. Depois, com a massa dos planetas somada, ela encolherá, se tornando uma simples anã branca, cuja densidade é muito alta. Tão alta que uma colher de matéria dessa estrela teria a massa de um arranha-céu (mas não tão alta capaz de se tornar um buraco-negro). Lembrando que a Força Gravitacional é uma ação à distância, diretamente proporcional às massas dos corpos e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separam. Newton na veia!

2) Se a estrela for muito massiva, as forças nucleares estarão muito, mas muito intensas e a gravidade não será suficiente para detê-la. A estrela explodirá de modo violentamente selvagem, servindo de um espetáculo macabro, que aniquilará qualquer coisa que tiver pela frente, cuja radiação emitida será absurdamente letal a qualquer coisa que estiver em seu caminho. A Natureza não usa de finesse nem sutileza; com ela é na base do “ou vai, ou racha”.

T Pyxidis é um sistema estelar binário na constelação Pyxis a cerca de 3260 anos-luz da Terra (leia sobre medidas astronômicas AQUI). Este sistema contém uma estrela semelhante ao nosso Sol e uma anã branca. Devido ao forte efeito gravitacional da anã branca, ela atrai a matéria da outra estrela, que faz com que hajam outras periódicas explosões termonucleares (as chamados novae, ou Nova).

As explosões acontecem a cada 20 anos, aproximadamente, sendo registradas em 1890, 1902, 1920, 1944 e a última em 1967, isto é, faz 43 anos que não ocorrem mais explosões. Por quê? Ninguém sabe. O que os cientistas sabem é que uma nova (e violenta) explosão termonuclear poderia despojar camada de ozônio da Terra, camada esta que ajuda a filtrar os raios ultra-violeta.

Astrônomos da Universidade de Villanova, na Filadélfia, anunciaram segunda-feira (04/01) que eles encontraram provas de que a anã branca está crescendo em massa e é muito mais perto de nosso sistema solar que se pensava anteriormente. O relatório foi apresentado por professores Edward M. Sion e Patrick Godon bem como Timothy McClain estudante da Universidade de Villanova, na 215ª reunião da American Astronomical Society, em Washington. Esse resultado é de especial interesse porque pode lançar luz sobre o ainda não-identificado tipo de objetos estelares que explodem como supernovas Tipo Ia, o tipo de supernova que tem sido utilizado para demonstrar a expansão acelerada do Universo. O lado ruim é que a energia liberada pode dar um jeito de aniquilar conosco, pobres mortais.

A equipe analisou os espectros ultra-violeta distante da T Pyxidis, obtidas com a sonda International Ultraviolet Explorer e modelados os espectros pela primeira vez com os modelos teóricos de discos de acreção e atmosferas anã branca. Os pesquisadores descobriram que a radiação emitida por um disco de acreção luminosa que cercavam a anã branca domina a luz emitida pelo sistema. Mas o sistema está a uma distância dentro de apenas 1.000 parsecs (cerca de 3.260 anos-luz), muito mais perto de nosso sistema solar do que qualquer um que se pensava.

Pausa! Vocês entenderam o que foi dito acima? Imagino que não. Acreção é o processo onde corpos celestes aumentam de tamanho, agregando-se com poeira ou outros materiais dispersos no Espaço, como meteoritos, restos de planetas etc. As reações nucleares que ainda ocorrem no interior de uma anã branca liberam, entre outras coisas, fótons (luz) em diversos comprimentos de onda e o ultra-violeta é um exemplo de emanação eletromagnética, embora não possa ser visto a olho nu. A referida sonda analisa estas emanações e envia os dados para os astrônomos e astrofísicos, de modo que estes possam estudar as emanações e o astro que as liberou.

Como eu disse, estrelas massivas primeiro contraem-se para depois explodirem violentamente (como as que Kepler e Tycho Brahe testemunharam), liberando grande quantidade de energia, partículas altamente energéticas e radiação gama. Se uma explosão de supernova tipo ocorre dentro de 1.000 parsecs (3.260 anos-luz) da Terra, então essa radiação gama emitida poderia trazer grandes problemas para a Terra, pois a produção de óxido nitroso na atmosfera terrestre por raios gama dessa supernova poderia destruir completamente a camada de ozônio, e esqueça a possibilidade de você virar o Hulk. A camada de ozônio é o que ajuda a filtrar os raios ultra-violetas, sem ela a Terra estaria desprotegida e a coisa realmente ficaria “quente” por aqui.

Robin Scagell, vice-presidente da Sociedade do Reino Unido para Astronomia Popular, disse: “A estrela pode certamente se tornar uma supernova em breve – mas “em breve” poderia ser ainda muito longe.”

Viu como sou legal e animei o seu sábado? Agora, corram para comprar seus protetores solares fator 100 milhões. ;)

8 comentários em “Terra pode ser exterminada por explosão de supernova, dizem cientistas

    1. Quando eu era criança, tinha um medo horroroso de o Sol crescer, virar gigante vermelha e engolir a Terra, mesmo sabendo que isso só acontece daqui a 5 ou 7 bilhões de anos. Até chorava de medo. Imagine se na época eu soubesse que o Sol torraria a vida no planeta dentro de 1 bilhão de anos ou dessa novidade da explosão da supernova.

  1. [b]”Tão alta que uma colher de matéria dessa estrela teria a massa de um arranha-céu “[/b]

    O mais correto, fisicamente, seria PESO ao invés de MASSA, mas todo mundo entendeu! :wink:
    Eu gostaria de saber mais ou menos quantas estrelas morrem por ano na via láctea, tem como saber?

    1. O mais correto, fisicamente, seria PESO ao invés de MASSA, mas todo mundo entendeu!

      Perdoe-o, São Newton, ele não sabe o que fala.

      Massa é a quantidade de matéria. Peso é essa massa multiplicada pela aceleração da gravidade. Por exemplo, suponhamos a minha sogra (que não curte muito acessar internet, para minha sorte). Ao nível do mar (quando g = 9,8 m/s²), sua massa seria uma, mas na Lua (1/6 a gravidade da Terra), seu peso seria MUITO menor, apesar da massa ser a mesma. Num voo parabólico, em ambiente de microgravidade (não existe gravidade zero), seu peso é quase nulo, mas sua massa ainda é a mesma.

      Portanto, eu estava me referindo à quantidade de matéria do arranha-céu e não seu peso.

      Eu gostaria de saber mais ou menos quantas estrelas morrem por ano na via láctea, tem como saber?

      Eu não sei, e arrisco dizer que os astrônomos não sabem com certeza.

  2. Pô! Foi vacilo, valeu.
    Mas n tem graça não. Prefiro o que vai passar raspando em meados da próxima década.

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