Aspirina e tylenol podem reduzir a eficácia das vacinas

Se você é daqueles que corre pra farmácia ao primeiro espirro, não tenho boas notícias. Ainda mais quando levamos em conta o pérfido H1N1, o vírus que dizimará a humanidade, transformando as obras do Stephen King numa realidade assustadora. Não olhe para trás! Tem um cigano prestes a passar a mão no seu rosto e dizer “emagrecido…”

O problema foi identificado por pesquisadores da Universidade do Missouri, EUA. Segundo eles, a procura de vacinas em épocas quando resfriados e gripes passam a ser mais comuns; no entanto, medicamentos como a  aspirina e tylenol – facilmente comprados em qualquer farmácia, pois não precisam de receita médica – inibem certas enzimas, afetando com isso a eficácia das vacinas. Com essa, até o gato que eu enterrei no cemitério índio ficou assustado.

Segundo o Dr. Charles Brown (não, não é uma piada) professor adjunto de patobiologia veterinária da Universidade do Missouri, “se você está tomando aspirina regularmente, o que muitas pessoas fazem para tratamento cardiovascular, ou acetaminofeno (também conhecido como paracetamol ou pelo seu nome comercial: tylenol) para dor e febre e tomar uma vacina contra a gripe, há uma boa chance de que você não terá uma boa resposta de anticorpos”.

Patobiologia é o conhecimento teórico dos principais conceitos de patologia e estudos dos principais mecanismo de desenvolvimento das doenças, em nível celular.

Ainda segundo o pesquisador, “esses medicamentos [aspirina e tylenol] bloqueiam a enzima COX-1, que trabalha em tecidos de todo o corpo. Descobrimos que se você bloquear a COX-1, você pode diminuir a quantidade de anticorpos que seu corpo está produzindo, e você precisa de grandes quantidades de anticorpos para ser protegido.”

Enzimas COX desempenham um papel importante na regulação do sistema imunológico. O papel destas enzimas ainda não é totalmente entendido, e medicamentos que os inibem podem ter efeitos secundários adversos, e isso é mais alarmante aqui, em terras tupiniquins, com a absurda mania do brasileiro de se auto-medicar, com a mania estúpida de ouvir a tia do cunhado da vizinha da sua lavadeira, ao invés de um médico.

Uma pesquisa recente descobriu que as drogas que inibem as enzimas COX, como a COX-2, têm um impacto sobre a eficácia das vacinas. A pesquisa do amigo do benito de Paula, Charles Brown, indica que a inibição da COX-1 – presente nos tecidos do corpo, tais como o cérebro ou rins – pode ter impacto na eficácia das vacinas.

Os pesquisadores também estão estudando a regulação da inflamação e como isso leva ao desenvolvimento ou prevenção de doenças. Muitas doenças, como artrite, doenças cardiovasculares e diabetes, são doenças inflamatórias crônicas. Contrariamente às crenças anteriores, uma inflamação geralmente é uma coisa boa, e ajuda a proteger os indivíduos da infecção. Muitas das drogas não-esteróides que tratam as condições inflamatórias reduzem as respostas de anticorpos, que são necessários para o tratamento de infecções. Em palavras simples, a emenda fica pior que o soneto.

Até agora, as pesquisas foram feitas em animais, mas os cientistas estão para iniciar o estudo em seres humanos.

“Se nossos resultados mostram que os inibidores da COX-1 afetam as vacinas, a melhor  decisão seria, portanto, não usar medicamentos como aspirina, tylenol e ibuprofeno, por algumas semanas antes e depois de tomar uma vacina qualquer”, finaliza Brown.

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