mar 16

Amapá: Berço do “Stonehenge” brasileiro

16 Comentários
Escrito por André.
Arqueologia, Astronomia, Bibliografias, Biografias, Ciência, Comportamento, Engenharia, História, Mitos Desmascarados
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stonehenge_brasil1.jpgMuito provavelmente, você já deve ter ouvido falar de Stonehenge, um monumental círculo de pedras localizado no condado Wiltshire, na Inglaterra, datando pelo final do Neolítico e início da Era do Bronze. Um lugar incrível, onde idiotas criaram toda espécie de mito, como uso para balizamento por OVNI’s, que possuem uma tecnologia tão avançada que os faz ter que usar recursos visuais para poder pousar. Entretanto, a imagem de abertura do artigo (mais abaixo tem uma ampliação) não é “O” Stonehenge, mas o que chamam de “Stonehenge Brasileiro”, localizado cidade de Calçoene, no interior do Amapá. Acreditem, é tão interessante quanto o seu irmãozinho inglês.

Muito provavelmente, as estruturas podem ter servido como um grande calendário solar, construído por civilizações antigas há mais de mil anos. O sítio arqueológico Rego Grande foi descoberto pelo naturalista Emilio Goeldi (1859-1917) no início do século passado, e abriga pedras monolíticas estrategicamente posicionadas no solo. O sítio recebeu o nome do igarapé que o margeia e é formado por mais de uma centena de blocos de granito. Assim como o Stonehenge britânico, um dos mais intrigantes sítios neolíticos do mundo, ele também deve ter sido especial em seu tempo, quando foi palco de cerimônias repletas de oferendas, algumas de caráter astronômico. A principal diferença, entretanto, entre o sítio Rego Grande e Stonehenge é que o primeiro tem “apenas” 1000 anos de idade, enquanto que o primo que toma chá das cinco tem cerca de 4500 anos.

As rocha monumentais são chamadas de “megálitos”, e não são as únicas do mundo. Sempre, durante a história da humanidade, as pessoas usaram marcos feitos de pedra para o registro de suas festividades, ou construir peças de modo que elas servissem de intermediárias entre o Homem e a Natureza. Rego Grande e Stonehenge não são peças esparsas, mas algo comum no passado.

stonehenge_brasil2.jpg

Uma das rochas na área quase de formato circular é uma chapa de granito de 3 m de altura, com uma abertura no centro com cerca de um palmo de diâmetro, chamada de “Pedra do Furo” (1). Há outra pedra alinhada em relação a essa (2) e que demarca o exato nascimento do sol no solstício de dezembro (no hemisfério sul, é solstício de verão, e no hemisfério norte é solstício de inverno). Outra rocha em forma de prancha – que mede 2,5 m de altura, mas sem furo no meio – (3) está numa inclinação tal que, durante o solstício de dezembro, o movimento aparente do Sol (aparente, pessoal. O Sol NÃO GIRA ao redor da Terra) parece “caminhar” segundo a inclinação da rocha, como se ela “desenhasse o caminho”. Assim, a sombra projetada possui a mesma espessura da rocha e aponta para o leste, enquanto que o sol vai se pondo no oeste. Em outras épocas do ano, a rocha mostra que o sol está mais ao norte, já que o solstício é a posição mais ao sul que o sol pode ser localizado. Podemos ver o perfeito alinhamento entre a rocha 1 com a rocha 2, bastando usar o buraco como “alça de mira”.

stonehenge_brasil3.jpg

Muito de nós ficamos tentados em achar que isso só pode ter sido feito por criaturas de outro planeta, nem que seja para os habitantes locais usassem o “calendário de pedra” para marcar a visita. Crendices tolas de gente que faz de tudo para acreditar que sim, homenzinhos verdes estão à nossa volta. De repente, o Tommy Lee Jones deu uma passada por lá acompanhado do Will Smith. Mas a verdade é que os seres humanos podem estar com probleminhas no tocante a raciocínio, mas naquele tempo não era bem assim. Para construir este sítio, os habitantes precisaram de organizar a mão-de-obra, criar uma logística para o transporte, corte e arranjo das pedras. Colocá-las nos lugares adequados e na hora exata, para terem certeza do que estavam fazendo. Só alguém bem arrogante para pensar que só hoje temos inteligência e nossos primos do passado eram burros. Não vejo hoje como algum de nós conseguisse fazer aquilo no muque, sem um computador, GPS, Bússola ou o que seja. Então, é mais uma prova de ETs trabalhando nisso? E os grandes palácios de Angkor, Petra, o Herodium e a Pont du Gard? Será que só tivemos antepassados idiotas, incapazes de construir uma choupana?

A verdade é que esta é mais uma prova do engenho do Homem, mostrando sua genialidade, perseverança e a vontade de fazer algo que muitos julgam ser idiota. A mesma perseverança, genialidade e força de vontade que nos trouxe o mundo de hoje.


Fonte: National Geographic Brasil

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Um Ping to "Amapá: Berço do “Stonehenge” brasileiro"

  1. Cientistas italianos concluem que não sabem como o Sudário de Turim foi feito » Ceticismo.net disse:

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    [...] todos os detalhes de como foram construídas as pirâmides, como, quando e por quê construíram o Stonehenge Brasileiro, como Herodes planejou o Herodium, quais eram os segredos dos grandes mestres da Renascença etc. [...]


15 respostas para "Amapá: Berço do “Stonehenge” brasileiro"

  1. 1. Paula disse:

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    Muitos defendem que as pirâmides de Gizé também foram contruções de ETs.

    Que os sumérios eram extraterrestres, enfim…

    Administrador André respondeu:

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    Pois é. Sempre aparece gente que defende estas besteiras. Sugiro a leitura deste artigo do Kentaro Mori.

    Paula respondeu:

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    @André,

    Já conhecia este site. É ótimo, crianças! :smile:

    Administrador André respondeu:

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    A única coisa que presta no site do Sedentario & Hiperativo é a coluna do Mori. Aquele Del Debbio com seus artigos idiotas deveria mudar o nome para Del Debbio mental.

    Demente respondeu:

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    @André,

    Jogo RPG e fui um grande fã do sistema Daemon, que foi criado pelo Del Debbio. Hoje em dia, passo longe de qualquer coisa que ele escreve (nada contra jogos da linha Daemon feitos por outros autores – meu favorito é o Cães de Guerra, sobre a segunda guerra mundial).

    Fiquei chocado ao ser expulso de um grupo de jogo ao dizer que tudo que estava escrito nos materiais de RPG do Del Debbio eram mitologias e lendas urbanas, e nada daquilo funcionava na vida real. Os demais jogadores pretendiam fazer um dos rituais descritos no jogo naquela mesma noite.

    Mais chocado fiquei ao saber que o Del Debbio realmente acredita naquilo que escreve, e a maioria dos jogadores de Daemon que encontrei, também! :shock:

    Mais uma prova da máxima “nunca se vicie no produto que deseja vender”.

    Administrador André respondeu:

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    O Princípio Dilbert (idealizado por Scott Adams) está certo: o mundo é repleto de idiotas.

    Paula respondeu:

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    @André,

    ” Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes”.
    w. shakespeare

    O que será que ele queria dizer com isso?

    Administrador André respondeu:

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    Que ele tinha um blog cético.

    Paula respondeu:

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    @André,

    tsc, tsc, tsc

    É por isso que Nibiru tá chegando…

  2. 2. Rodrigo Souza a.k.a. Sargento disse:

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    Mais alguém pensou em batizar de Estonerêgo? :lol:

    Bobeiras a parte, muito interessante. Desconhecia inteiramente a existência desse sítio brasileiro ou desse tipo de conhecimento/materialização por parte de nossos conterrâneos. Vou procurar saber mais sobre Estonerêgo. (adorei esse nome!)

  3. 3. Milton V. disse:

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    Muitos consideram o homem contemporâneo mais inteligente que os ancestrais devido ao acesso a tecnologia avançada que possuimos, mas que poucos entendem. Se realizassemos uma pesquisa para descobrir quantas das pessoas que afirmam que as obras dos antepassados foram construidas por ETs conseguem trocar uma lâmpada provavelmente chegariam a conclusão que a lâmpada foi inventada por ETs e eles visitam a terra para trocar lâmpadas quando precisamos. Alguém arrisca um palpite sobre o percentual de ETÓLOGOS que sabem trocar uma lâmpada?

    Administrador André respondeu:

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    http://pt.wikipedia.org/wiki/Etologia

    Milton V. respondeu:

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    @André,
    Tanto os Etólogos especialistas em etologia quanto os ETÓLOGOS que acreditam estudar os ETs não sabem trocar lâmpadas. Mas valeu pela força.

    Administrador André respondeu:

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    Por favor, diga Ufólogo, da próxima vez, sim? Ou então diga “aqueles débeis mentais que acreditam em homenzinhos verdes”.

  4. 4. Altair5 disse:

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    Já assisti várias séries do history channel falando das antigas civilizações,especialmente a chinesa.Os caras eram extremamente
    talentosos,só afirma o contrário quem não tem conhecimento da
    história. :cool:

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