Por que rir de anti-vaxxer é tão perigoso e como as vacinas funcionam

Com os altos índices de febre amarela e o número absurdo de mortes (uma já é algo inaceitável em pleno século XXI!), volta à cena dois tipos de imbecis: anti-vaxxers e gente que acha anti-vaxxers engraçados. Isso vem de uma compreensão errônea dos dois lados, posto que são duas classes de imbecis que sucumbiram à Teoria da Ferradura ao não saber como vacinas funcionam.

É muito tentador, reconheço, rir de idiotas que não querem se vacinar e se exporem ao risco de morrer de uma doença infecto-contagiosa. A frase “Darwin cuida” bem vem à garganta, mas quando você para 2 segundos para pensar, tendo ciência de como vacinas funcionam, o único comentário é “putz!”. Mas por que eu estou falando isso?

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Homens virgens também contraem HPV

Religiosos fanáticos (sempre eles) são contra qualquer tipo de avanço científico. Inventaram que vacinas contra HPV (o papiloma vírus humano) fará com que seus filhos adolescentes se tornem verdadeiros libertinos. As meninas se tornarão messalinas e os meninos continuarão sendo adolescentes. O problema é que a Seleção Natural está pouco se lixando pro que religioso tosco acha ou deixa de achar. Resultado? Uma pesquisa demonstrou que homens que nunca tiveram relações sexuais não estão livres de contrair HPV.

Vou repetir: mesmo sem transar, trepar, fazer fuc-fuc, comer ou foder ninguém, nunca, alguns homens contraíram HPV. E assim vemos a Narrativa Religiosa afundando glub glub glub.

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Relatório mostra que vacinas reduzem custos e mantém pessoas saudáveis. Chorem, anti-vaxxers

Uma mula nos comentários do meu vídeo sobre os retardados anti-vacina acha que tem pouca divulgação. Como ele não lê publicações científicas, ele não acha certo cobrarmos que anti-vaxxers do Inferno suas publicações comprovando os malefícios das vacinas. Poderiam ler, ao menos, o Boletim da Organização Mundial da Saúde publicado recentemente.

O novo boletim anual da Organização Mundial da Saúde traz uma pesquisa apontando que os os esforços de vacinação realizados nos países mais pobres do mundo desde 2001 evitarão 20 milhões de mortes e economizarão 350 bilhões (sim, BILHÕES) de dólares em custos de saúde até 2020. Os cem mil, em mil dólares deve ser economia só com aspirinas. Continuar lendo “Relatório mostra que vacinas reduzem custos e mantém pessoas saudáveis. Chorem, anti-vaxxers”

Cai número de crianças vacinadas em 2016. Evil Darwin compra um bloco maior

Nada como a tendência humana de se auto-destruir, como diria o T-800. O brasileiro não é diferente. Talvez pior, ainda mais que temos a noção que o Brasil é um país que odeia Ciência. Com tanta divulgação de besteiras de Nova Era, como homeopatia, quiropraxia, Reiki e até gente ficando de dancinha no SUS, só podia dar no que deu[1] [2]. Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país. Imunidade de rebanho será algo lembrado pela meia dúzia de pessoas que não contraíram pólio, difteria ou varíola, que do jeito que está, são doenças que voltarão muito em breve. Continuar lendo “Cai número de crianças vacinadas em 2016. Evil Darwin compra um bloco maior”

União Europeia faz relação de vacina com esclerose múltipla sem provas

Vocês podem pensar que é prerrogativa do Brasil odiar a Ciência, mas não é bem assim. Há tosqueira em todos os cantos do mundo. Um exemplo disso são os velhinhos da União europeia que, volta e meia, acordam da siesta vespertina e resolvem fazer algo, por puro enfado. Daí saem decisões como perseguir a Microsoft, exigindo que ela não disponibilizasse um navegador internet pois isso seria monopólio. Curiosamente, eles não se importaram do Linux e o MacOSX também virem com um. Isso foi legal, até que alguém falou que fica meio difícil baixar um outro navegador internet quando você não tem como acessar sites. Daí ela exigiu que a MS oferecesse todos os navegadores. O resultado foi que pessoal então continuou só usando Internet Explorer.

Agora, os velhinhos acordaram de novo. Dessa vez, a Suprema Corte da UE decidiu, na quarta-feira, que os tribunais podem, sim, considerar que uma vacinação pode ter feito alguém contrair alguma doença, mesmo sem ter uma única prova científica que respalde isso.

Esim, isso é a SEXTA INSANA!

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Cai o número de pessoas se apresentando em postos de vacinação

Eu sempre digo para qualquer chato que venha me importunar com link de terraplanista que o tempo que se perdeu com o referido imbecil, anti-vaxxers estão fazendo a festa. Pessoal adora divulgar lixo e qualquer um que venha me passar links dessas bobagens no meu blog ou canal no YouTube não terá o comentário aprovado, sendo colocado direto como SPAM, já que eu tenho por filosofia não espalhar merda sem motivos.

Mas, quando eu falo, eu sou o errado. Que mané anti-vacina nada! Isso não acontece aqui. Mas acontece. Acontece e já estamos vendo os frutos: A adesão a vacinas para crianças está caindo tanto que pessoal já está ficando preocupado.

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Cresce o número de movimentos anti-vacina no Brasil

A onda agora é perder tempo com babacas que ficam trollando os outros com esta babaquice de Terra Plana. Enquanto vocês ficam dando ideia a terraplanistas imbecis, olha que maravilha, cresce os movimentos anti-vacinas no Brasil, notório por ter um magnífico sistema de saneamento básico. Pelo menos, nosso sistema de vacinação é um dos melhores do mundo. Aí, um monte de imbecis de Nova Era está aumentando em número por causa de movimentos anti-vacinas.

Sim, porque o que mais o Brasil precisa é de anti-vaxxers.

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Grandes Nomes da Ciência: Jonas Salk

O pai olha desolado o que tem à sua frente. A mãe está virada para o marido, com o rosto em seu peito. Lágrimas escorrem e molham o terno. Não há muito o que fazer. Sua criança está enferma. É o ano de 1916 e a cidade de Nova York caiu. Caiu por causa de uma invasão, de um ataque em massa; não de chitauris, não do Apocalipse e, não, o Antimonitor não teve nada a ver com isso, nem mesmo um simples ataque do Duende Verde. Quem colocou Nova York de joelhos foi um vírus, mas não vindo de Raccoon City. Vindo do seu intestino, mesmo. O vírus da poliomielite.

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Faltou vacina? Coloca água aí, diz Ministério da Saúde

Você achou que a tosqueira do Brasil parou em colocar Reiki, Biodança e outras bobagens disponíveis no SUS? Calma, que se o Ministério da Saúde pode fazer mais maluquices, com certeza ele fará. Como estamos de volta ao século XVIII, enfrentamos uma epidemia de febre amarela, coisa que Oswaldo Cruz deu um jeito na mão grande, o que acabou gerando a Revolta da Vacina, já que não é de hoje que brasileiro odeia Ciência. Então, já que não conseguimos fazer algo que era feito no início do século XX, como produzir vacinas, o Ministério da Saúde teve a brilhante ideia de disponibilizar mais vacinas para vacinação em massa: diluir a vacina e chutar pra frente. Maneiro né?

Pesquisadores criam técnica para armazenar vacinas em temperatura ambiente

Produzir vacinas nem é muito problema. O problema é pesquisa-las, desenvolvê-las e, uma das piores partes, transportá-las. Sim, porque não basta você ter toneladas de vacinas se não tiver como leva-las até quem precisa. Seguindo o preceito que o artista tem que ir aonde o povo está, com vacinas não é diferente e é preciso achar um meio de leva-las até Piraporinha do Mato Dentro, no interior do Acre, ou para a Miserábia Setentrional, num daqueles rincões perdidos perto de Deusmelivrestão.

O problema básico é que vacinas precisam ser acondicionadas de modo que fiquem entre 2 e 8ºC. Só arrumar um gelinho em volta não rola quando você tem que percorrer grandes distâncias. Então, temos que apelar para geladeiras que funcionem a bateria, gasolina ou mesmo ligadas a geradores. Será que algum químico poderia nos salvar?

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