Ontem, eu tive que me aventurar fora de casa, mesmo em tempos de pandemias, eu precisei sair. Eu realmente precisei. O mundo que vi foi estarrecedor. As pessoas agindo como se nada estivesse acontecendo. Eu com uma máscara PFF2 e outra de TNT por cima (paranoia ajuda a nos manter vivos, ainda mais depois do que eu vi) e pessoal na rua passeando como se nem fosse com eles. E isso porque a prefeitura do Rio baixou uma lei obrigando uso de máscaras em locais públicos.
Saindo um pouco disso, mas ainda no tema que vocês entenderão daqui a pouco, tem o caso da senhora que defendia abertura do comércio e que o coronavírus era coisinha sem importância. O problema é que a realidade bateu à sua porta da maneira mais funesta: seu marido morreu por Covid-19. Aí a postura muda, mas isso tem um nome: O Efeito da Vítima Identificável.
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Estamos caminhando de vento em popa para o pico de infecções do COVID-19, também conhecido como coronavírus, ou Coronga, entre os mais chegados. Para quem trabalha como profissional de saúde, a exposição é um risco constante, e por mais que se tenha EPI disponíveis (você não, Brasil) é preciso ter testes à disposição. O problema está aparecendo quando muitas decisões médicas são tomadas por causa dos testes.
Eu tenho um blog, e o curioso é que o que menos faço nele é aquilo para o qual blogs foram feitos: falar do seu dia, de suas experiências. Mesmo porque os weBlogs eram para ser diários virtuais, que que você escreveria, bem… seu diário. Acabou virando muito profissional e com artigos e modo de se trabalhar como é o caso do WordPress. Bem, eu posso fazer isso de vez em quando, saindo da programação normal.

“Quando um cachorro morde um homem, não é uma boa história. Um homem mordendo um cachorro, aí sim! É uma boa história”. Várias pessoas já foram creditadas como autores deste adágio, incluindo Mark Twain, que é uma espécie de Clarice Lispector gringa, já que há várias frases creditadas a ele. Na verdade, o autor desta frase está no livro The Stolen Story and Other Newspaper Stories, de Jesse Lynch Williams, escrito em 1899.
Saiu mais uma pesquisa que espécies estão ameaçadas pela chamada “pegada humana”, ou seja, pela simples presença de seres humanos, os quais deixaram marcas em todo o planeta. A rigor, não tem um só lugar do mundo que não tenha uma marca da passagem da humanidade, tendo o estudo avaliado 20 mil espécies terrestres, e descobrindo que 85% agora estão expostas a intensa pressão humana.
O Brasil tem talento pro fracasso em vários setores, mas o educacional é a cereja do bolo de merda. Ano após ano, as métricas educacionais são sempre uma vergonha, e sempre dizem “no próximo ano, no próximo ano…” e o próximo ano nunca que vem. Ou vem, com mais vergonha alheia. Estou falando isso e vocês sabem o motivo: o PISA, aquele exame bianual que se especializou em mostrar o lixo educacional que é o Brasil, um imenso atoleiro de vergonha e ridículo que evidencia o caos que reina nos colégios e em políticas inexistentes voltadas para Educação.
Todo mundo sabe que Rio de Janeiro não é pra fracos. Eu rio muito quando paranaenses falam que moram na Rússia Brasileira, quando não aguentariam 20 minutos aqui. Ciente de como a vida nas favelas é complicada por causa da ação de criminosos – e montar postos de saúde lá acarreta em gastos com o posto, profissionais, segurança e cimento para tampar os buracos de bala –, o prefeitosco do Rio, Marcelo Crivella teve uma brilhante ideia, enquanto escapa pelos pingos de chuva de seu impeachment: Que tal médico a distância? Sim, claro. Coo ir até a favela é perigoso, o lance é fazer atendimento não-presencial. O que poderia dar errado?