O fungo mais velho entre os mais velhos

A vida e seus mistérios fascinam os humanos desde que o mundo é dos humanos. Saber coo surgimos, quando nossos ancestrais começaram pela primeira vez a se replicarem, há 3 bilhões de anos. Como eram apenas moléculas, não temos registros deles, apenas ensaios bioquímicos que comprovam, mas nenhum mostrando um punhado de substâncias inorgânicas se tornando um corpo vivo. Moléculas se tornaram células, células se tornaram seres multicelulares, seres que depois construíram arranha-céus e levaram alguns dos seus à Lua. Ainda assim, queremos ver os primeiros de nossos irmãos.

Bem, na década de 1980, um antigo fóssil foi encontrado e estimou-se que seria um ser vivo bem primitivo, mas pesquisa recente parece achar que é muito mais que isso.

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O camarão que se comunica com corzinhas que não vemos

O camarão mantis também é chamado de “lacraia-do-mar”, sendo um crustáceo coloridão que vive no mar e é classificados na sub-classe Hoplocarida, ordem Stomatopoda. Existindo cerca de 400 espécies, caracterizadas principalmente pela morfologia de sua segunda pata torácica, que é modificada em apêndice subquelado, lembrando uma pata de louva-a-deus. Sim, li na Wikipédia. Me processe.

Duas coisas que eu queria saber sobre o mantis: 1) É gostoso? ; 2) Que história é essa de ele se comunicar entre os seus com mensagens cifradas?

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Picolé de tardígrado volta a vida depois de 30 anos

Tardígrados são animais muito legais, que sobrevivem em temperaturas infernais e em vácuos colossais. O que eles não são capazes é de escrever com rimazinha babaca, por pura falta do que fazer (CHUPEM, tardígrados!). Algumas dessas gracinhas foram encontradas em plena Antártida. Estavam bem dormindo (se é que estar com metabolismo super-reduzido é “dormir”) e quando foi tirado da geladeira, eles estavam vivinhos da Silva.

Na verdade, eles foram recolhidos lá pelos idos de 1983, congeladões num pedaço de musgo, e quando foram descongelados em 2014, estava lá, vivos, bem e sem dar a menor bola pra nada.

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Fósseis de besouros tiram uma radiografia e passam bem

Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.

Pesquisadores usaram uma técnica que seria bem semelhante a uma radiografia para examinar as entranhas de fósseis, e o resultado é para lá de legal!

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O besouro que ensinou como a geada se forma

Como o próprio Tony Stark pôde comprovar, termos gelo se formando em partes móveis de dispositivos que voam não dá final feliz (no caso dele, foi por pouco!). Por isso, aviões precisam de manutenção preventiva e preparação adequada, mas só nas partes “de ataque”, isto é, as partes frontais, já que como as móveis ficam mais para trás, não há formação de gelo nelas (ou seja, Engenharia Aeronáutica 1 X 0 Homem de Ferro.

Não só no caso de aviões e “coisas que avoam”, mas até materiais cerâmicos e concreto, sem falar que canos e hidrômetros podem ir para as cucuias. Dessa forma, cientistas precisam entender como o gelo se forma, e quem está servindo para ajudar nesse entendimento é um simples besourinho.

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Fósseis de borboleta hipster encontrados na China

Todo mundo gosta de borboletas. Eu prefiro as minhas com molho rosé. Elas são lindas, são incríveis, um espetáculo da Evolução. Suas camuflagem e mimetismo ajudam-nas a sobreviver por mais tempo, gerando mais descendentes. Elas já estavam aqui antes dos seres humanos aparecerem, o que é uma vantagem. Se alguém pisasse nela, tudo poderia ser diferente (quero ver quem pega a referência sem usar o Google).

Claro, borboletas são muito mainstreams. Há 150 milhões de anos, havia insetos da família Chrysopidae, que receberam o nome “kalligrammatids”. Alguns fósseis dessa gracinha foram analisados, e muitas semelhanças foram encontradas entre eles e as nossas borboletas.

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Cientistas analisam genoma do tardígrado e ele é mais esquisito ainda

Existem várias coisas esquisitas na Natureza. Boa parte delas vive na Austrália, outras em Brasília (mas só quando efetivamente vão trabalhar). Mas acho que poucas coisas são mais esquisitas que os tardígrados, também conhecidos como ursos d’água, por algum motivo que eu ainda não entendi, já que esta porcaria não se parece nada com um urso.

Estas coisas são sobreviventes. Não passando de 0,5 milímetro de comprimento, essa coisa feia consegue sobreviver nos ambientes mais inóspitos. Pode ser “cozido” a uma temperatura de cerca de 150ºC ou resfriado até quase o zero absoluto, ele estará ali, firme e forte. Até no Espaço eles conseguem sobreviver, mesmo naquelas condições de vácuo, temperatura congelante e bombardeio de radiação cósmica, e isso graças à sua estrutura simples. Aliás, falando em estrutura simples, uma nova pesquisa mostrou o que é um tardígrado: ele é praticamente uma cabeça com pernas.

Eu falei que ele era esquisito!

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O Antropoceno e mais real do que se imaginava

Já tínhamos falado sobre o Antropoceno AQUI e AQUI. Nossa ação sobre o ambiente mudou radicalmente a História da Terra. Somos responsáveis por alterar o ambiente ao nosso bel prazer, e isso está causando sérios riscos a outras espécies vivas, tendo gente que acredita que estamos causando mais uma grande extinção, mas aí eu acho exagero, pois muito dificilmente nós mandaremos 95% dos seres vivos pra vala, como aconteceu no Permiano.

Até agora, a comunidade científica estava debatendo se os seres humanos têm mudado o sistema da Terra suficientemente para produzir uma assinatura estratigráfica em sedimentos e gelo. Bem, parece que a resposta chegou. E não é algo muito animador.

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A matemática de como aparecem listras em animais

Todo mundo conhece Alan Turing. Ainda mais depois do filme O Jogo da Imitação. Além de Pai da Computação Moderna, Turing estudou até padrões matemáticos sobre o surgimento de manchas em animais, o que acarretou na publicação The Chemical Basis of Morphogenesis (leia o PDF com o paper dele). Mas seu trabalho, apesar de brilhante, não respondia a certas questões. Muitos animais nâ têm manchas como vacas, mas em forma de listras, como alguns felinos (você sabe, desde aquele seiu gato vira-latas até tigres). O modelo de Turing não respondia como isso acontecia. Obra de Jesus? O Projetista Inteligente resolveu sacanear os cientistas ateus que querem destruir a família tradicional?

Uma pesquisa recente busca responder isso, buscando matematizar e criar novos modelos para explicar de onde vêm essas listras.

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Virose de algas pode penetrar o seu corpo (ops)

Todo médico incompetente que se preza sabe que viroses são um mal recorrente da humanidade. Mas o que pouco se sabe que até bactérias contraem vírus, esses safadinhos, Pior do que isso, algas TAMBÉM têm viroses e se você quer piorar ainda mais a situação, essas viroses “virosam” você também!

Fiz ou não fiz seu dia mais contente?

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