Usando o Twitter para entender as pessoas. Ou tentar, ao menos

O Twitter é algo interessante. Criado para ser um microblog em que você postaria coisas da sua vida em, no máximo, 140 caracteres, virou um sistema de compartilhamento de notícias e bate-papo. Mais o segundo do que o primeiro. De acordo com a empresa do passarinho, são 316 milhões de usuários ativos, porque, como sabemos, só em informática e tráfico de drogas que se tem usuários. São 500 milhões de tweets diários, isso desde anúncios da Presidência da República até gente fazendo o favor de informar o que acontece quando peida.

É um fluxo de informação (e desinformação) imenso. Será que daria para fazer algo legal com isso? Bem, pesquisadores analisaram cerca de 20 milhões de tweets, de forma que possam (tentar) entender um pouco mais sobre as pessoas em situações daquilo que chamam de “mundo real”.

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Ministério da Justiça acha que jihadista, assim como Soylent Green, é gente

Nada pior que estagiário que se mete a fazer coisas fora da sua alçada, como comentar coisas das quais não faz a menor ideia. Mas em tempos de redes sociais, virou moda "interagir com pessoas pelo Facebook afora, o reino dos incompetentes. A treta de agora é que o manezão que cuida do perfil do Ministério da Justiça brasileiro (não ria, a Bolívia tem Ministério de Marinha e eu adoro esta piada velha) acha que jihadista é apenas um grupo étnico, provando que para passar num concurso não precisa saber nada além de responder as questões de provas do concursos, garantindo que verdadeiras mulas acabem entrando pro serviço público, escrevendo as maiores boçalidades.

Sendo preconceituoso com gente burra, esta é a sua SEXTA INSANA!

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As pessoas sempre vêm no pacote completo (e por que isso pode ser problemático)

Alguns anos atrás, em um blog já falecido e ressuscitado e falecido de novo, meu irmão espiritual Cochise César escreveu sobre como as relações entre as pessoas na internet mudou nos últimos anos. Ele contava de como os fóruns de discussão eram organizados em torno de temas. Você gosta de pokémon e conversa com outras pessoas que também gostam de pokémon. Mas há uns 10 anos inventaram um negócio chamado rede social. Nas redes sociais você se relaciona com pessoas, não com temas. E é aí que surge o problema.

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O Grande Facebook espiona seu irmão (ou algo assim)

Me mandaram uma notícia que larga maioria comentou, mas deixou passar o Diabo, que sempre está nos detalhes. De tudo e por tudo, devemos ser críticos com o que cai em nossas mãos, e se você pensa que ceticismo é sobre religiões, parabéns, você é um imbecil. A notícia era sobre um corte no auxílio dado pelo INSS por depressão, sendo que uma verificada no perfil facebookiano da pessoa mostrou que ela supostamente estaria muito feliz e não precisava do benefício. Conseguem ver algo de errado nisso?

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Usuário Facebook é deprimente, digo, depressivo, diz pesquisa

Então, crianças, eu me lembro quando eu tinha a idade de vocês e algumas pessoas tiveram a ideia de criar redes sociais. Diz a lenda que era para integrar as pessoas. encontrar amigos e contatos antigos, mas que com o tempo se distanciaram, bem como fazer novos amigos. Assim diz a lenda. Hoje percebemos que as pessoas gastam muito tempo de suas vidas nessas redes e, pior, não estão mais sociáveis. Muito pelo contrário.

Agora, uma pesquisa estuda o comportamento do pessoal que usa o Facebook, a rede-que-não-mencionamos. O resultado, assim como tudo o que esse pessoal costuma postar, é de dar pena.

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“A Internet é pequena” ou “Os mitológicos 6 passos de separação”

Tudo está ao alcance de um clique. Podemos encontrar qualquer um em qualquer lugar. Estamos a seis passos de separação de qualquer indivíduo. Certo? Nah, você já sabe que eu direi "Errado!" Algumas lendas urbanas pegam, ainda mais quando a amostragem é idiota e com um critério discutível. Isso começou na década de 1960, com um camarada chamado Stanley Milgram.

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Para Tribunal de Justiça do RJ, juízes são deuses

Ainda existem juízes em Berlim. No Rio de Janeiro, existem deuses, seres divinos que se vangloriam do seu poder para fazer valer suas imposições e passar sobre a Justiça quais rolos compressores. Se você ousar a tratá-los como cidadãos, audácia!, receberão a ira e o ranger de dentes, como sofreu na pele uma agente de trânsito que ousou fazer valer a Lei. Lei essa que é ignorada por quem (na teoria, onde tudo é lindo) existe para fazer com que seja comprida. Então, essa agente de trânsito se negou a aceitar uma carteirada como argumento.

E o sertão virou mar, o mar virou sertão e o réu tornou-se vítima. Porque na Reversal Carioca, o Réu pune VOCÊ!

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Preconceituoso é o corno do seu pai!

No dia 28 pp (adoro escrever "próximo passado"), a retardosfera surtou com o vídeo da torcedora gremista que xingou o goleiro Aranha do Santos de "macaco". Todo mundo caiu no choro e ranger de dentes. Exemplos de amor e tolerância e amor ao próximo chamando-a de vaca, puta, vagabunda etc rechearam os corações cândidos das pessoas.

Acho melhor vocês não continuarem a ler o que virá daqui por diante, ou vocês se sentirão ofendidos e me xingarão muito no Feissi (façam-no, não estou nem aí!).

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O problema das redes sociais para quem produz conteúdo

Até que ponto as redes sociais são tão importantes e/ou influentes para se divulgar conteúdo? Com certeza, não parece muito, pela maneira como as redes sociais trabalham e qual o foco delas. Acham que redes sociais existem para divertimento ou interação de pessoas, mas há muito tempo eu descobri que 1) Redes sociais só querem dinheiro, mesmo. 2) As pessoas não querem interagir, só agir.

Vi um vídeo do Derek Muller, do canal Veritassium que questiona a rede do Facebook como forma de divulgar conteúdo. O vídeo pode ser visto a seguir:

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Autobullying: quando cortar-se deixou de ser moda

Práticas de violência auto-perpetrada não são nada incomuns. Não necessariamente a pessoa tem tendências suicidas, mas seu nível psicológico está no limite e a pessoa começa a infringir machucados em si mesma. Cortes, hematomas e coisas afins são uma eterna preocupação, e muitos pais toscos e desatentos não percebem os sinais.

Agora, no século XXI, a prática continua a mesma, mas usando a melhor das armas que puderam inventar. Revólveres? Facas? Não, internet. É o caso do autobullying, quando adolescentes criam perfis falsos para atacar a si mesmos.

É aquela fina linha linha que separa o absurdo do riso da preocupação.

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