Pesquisadores desvendam o rubro segredo dos pássaros

Todo mundo adora pássaros coloridos, que diferente do que boa parte das pessoas pensa, não existem para nos agradar, da mesma forma que o trinado melodioso, que não passa de chamar a fêmea de gostosa e xingar o concorrente. A questão que fica é, ok, tudo nosso vem codificado no DNA. Qual a parte do DNA que dá aquelas lindas cores vermelhas dos cardeais (o pássaro, não o clérigo)?

Pesquisadores descobriram qual é a chave para isso, e com dois artigos escritos separadamente.

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Viúva Negra bem que mostra sinal de perigo, mas bicho otário não liga

O problema dos descrentes é não ver como a Natureza é lindinha. O problema dos carnívoros antiéticos é não conseguir ver como o mundo natural é bonzinho e ético. O problema dos críticos da Luísa Mel é não entender que ela está lá pra proteger os animaizinhos fofos e indefesos. O problema da Natureza é ter algo tão FDP como a Viúva Negra.

Este ser das trevas, descendente de Ungoliant, serva de Morgoth, tenente de Sauron, devoradora de orcs e que tem quedinha por caras esverdeados tem cores que sinalizam na hora de peitar predadores, sem se descuidar de suas presas.

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Dona Aranha está feliz por ver vocês

O mundo é legal, mas seria mais legal se tivéssemos mais informações sobre todas as espécies que viveram ao longo desses 3 bilhões de anos. Infelizmente, não sabemos quais foram as espécies que viveram e morreram ao longo dos éons. Só uma ridícula parcela deixou evidência fóssil, seja através de impressão em rochas, permineralização ou preso em âmbar. Lembrou de Jurassic Park? É mais ou menos aquilo, fora a parte de clonar dinos.

O âmbar é uma secreção proveniente de antigos arbustos, sendo uma matéria viscosa, ou seja, é o que chamamos de “resina”. Praticamente, esta substância age como “antibiótico” para a planta, pois previne a invasão de bactérias e insetos na madeira. Com o passar do tempo, esta resina se polimetriza, tornando-se rígida, e se algum inseto ficou preso nela, já era, ficou para a posteridade, como esse foto aí de cima, que é uma parte morfológica de uma aranha de 99 milhões de anos.

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Cientistas investigam as pistas de antigos assassinatos

O dia amanheceu nublado, escuro. A vítima estava se dirigindo a esmo, no máximo, procurando um lugar para fazer uma refeição ou, simplesmente, vagando, como seria seu direito, segundo pensava. Mas ela estava errada. O assassino frio e sanguinário estava à espreita. Começou a chover, mas a vítima pareceu não se dar conta disso. O que passava pela sua mente, não se sabe, jamais saberemos. Seu algoz estava pronto para atacar. Ele era mais rápido, mais forte, mais voraz. Foi tudo muito rápido; a vítima sequer teve conhecimento do que estava acontecendo, até o golpe final. A morte lhe veio rápido, como se a ira de algum deus caísse como uma tormenta, cujo assassino era um monstro impiedoso.

Hoje, nós conseguimos estudar o que houve. Evidências geológicas nos dão pistas fósseis de coo os queridinhos trilobitas eram maníacos psicopatas. Ou então é a Natureza, mesmo, que os vegans insistem em dizer que é perfeitinha e que os bichinhos são que nem os desenhos da Disney.

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O camarão que se comunica com corzinhas que não vemos

O camarão mantis também é chamado de “lacraia-do-mar”, sendo um crustáceo coloridão que vive no mar e é classificados na sub-classe Hoplocarida, ordem Stomatopoda. Existindo cerca de 400 espécies, caracterizadas principalmente pela morfologia de sua segunda pata torácica, que é modificada em apêndice subquelado, lembrando uma pata de louva-a-deus. Sim, li na Wikipédia. Me processe.

Duas coisas que eu queria saber sobre o mantis: 1) É gostoso? ; 2) Que história é essa de ele se comunicar entre os seus com mensagens cifradas?

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Picolé de tardígrado volta a vida depois de 30 anos

Tardígrados são animais muito legais, que sobrevivem em temperaturas infernais e em vácuos colossais. O que eles não são capazes é de escrever com rimazinha babaca, por pura falta do que fazer (CHUPEM, tardígrados!). Algumas dessas gracinhas foram encontradas em plena Antártida. Estavam bem dormindo (se é que estar com metabolismo super-reduzido é “dormir”) e quando foi tirado da geladeira, eles estavam vivinhos da Silva.

Na verdade, eles foram recolhidos lá pelos idos de 1983, congeladões num pedaço de musgo, e quando foram descongelados em 2014, estava lá, vivos, bem e sem dar a menor bola pra nada.

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Fósseis de besouros tiram uma radiografia e passam bem

Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.

Pesquisadores usaram uma técnica que seria bem semelhante a uma radiografia para examinar as entranhas de fósseis, e o resultado é para lá de legal!

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O besouro que ensinou como a geada se forma

Como o próprio Tony Stark pôde comprovar, termos gelo se formando em partes móveis de dispositivos que voam não dá final feliz (no caso dele, foi por pouco!). Por isso, aviões precisam de manutenção preventiva e preparação adequada, mas só nas partes “de ataque”, isto é, as partes frontais, já que como as móveis ficam mais para trás, não há formação de gelo nelas (ou seja, Engenharia Aeronáutica 1 X 0 Homem de Ferro.

Não só no caso de aviões e “coisas que avoam”, mas até materiais cerâmicos e concreto, sem falar que canos e hidrômetros podem ir para as cucuias. Dessa forma, cientistas precisam entender como o gelo se forma, e quem está servindo para ajudar nesse entendimento é um simples besourinho.

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Fósseis de borboleta hipster encontrados na China

Todo mundo gosta de borboletas. Eu prefiro as minhas com molho rosé. Elas são lindas, são incríveis, um espetáculo da Evolução. Suas camuflagem e mimetismo ajudam-nas a sobreviver por mais tempo, gerando mais descendentes. Elas já estavam aqui antes dos seres humanos aparecerem, o que é uma vantagem. Se alguém pisasse nela, tudo poderia ser diferente (quero ver quem pega a referência sem usar o Google).

Claro, borboletas são muito mainstreams. Há 150 milhões de anos, havia insetos da família Chrysopidae, que receberam o nome “kalligrammatids”. Alguns fósseis dessa gracinha foram analisados, e muitas semelhanças foram encontradas entre eles e as nossas borboletas.

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Você acha que as listras das zebras são para camuflagem? Tenho más notícias

Em finais do ano passado, eu publiquei artigo sobre uma pesquisa mostrando novos modelos matemáticos explicando como aparecem as listras nos animais. O que muita gente acha é que as listras das zebras são uma vantagem adaptativa que as faz se camuflar com o ambiente, pois Evolução é bem isso: alguma entidade mágica resolve criar um padrão para que o bichinho bonitinho não atraia a atenção de predadores. Claro, isso cai por terra quando vemos o pavão, que é tão chamativo quanto… bem, quanto um pavão.

O problema é que a Ciência não se importa com senso comum. Simulações visuais mostrando como as zebras aparecem aos olhos de seus predadores evidenciam que suas listras não ajudam em nada na mescla do padrão de cores com o ambiente à sua volta.

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