O paraíso celestial de Dry Tortugas

Há muitos lugares legais fora dos grandes circuitos do turismo. Normalmente, quando se fala em Flórida se pensa nas praias de Miami ou nos Everglades. Mas existe o Parque Nacional de Dry Tortuga. Eu sei muito sobre ele! Aprendi com a Wikipédia que é “um parque nacional localizado na Flórida, Estados Unidos”. Na verdade, o Dry Tortugas é um pequeno arquipélago de ilhas feitas de coral a cerca de 110 km a oeste de Key West, Florida, representando a extensão mais ocidental de Florida Keys, sendo que 99% de sua área embaixo d’água, sendo uma maravilha de águas transparentes em que você pode nadar à vontade (de snorkel apenas. Nada de pesca predatória). O primeiro visitante de Dry Tortugas foi o famoso Ponce de León (sim, o que supostamente teria descoberto a Fonte da Juventude), e hoje ainda podemos ver o Fort Jefferson, uma magnífica fortaleza do século XIX. Eles têm até site!

Estando bem longe das luzes das cidades, o céu é uma linda abóbada de estrelas. Por isso, o lugar é o candidato ideal para se fazer um time lapse.

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Nova liga metálica para próteses mostra que Stan Lee tinha razão

Eu já publiquei um artigo mostrando o quanto nosso corpo é perigoso para próteses de diferentes tipos. Essas próteses têm que ser leves, resistentes quimicamente, ter resistência à tração mecânica e não serem tóxicas. Normalmente, prefere-se platina e titânio, sendo este último mais usado em articulações. Só que u dos motes da Engenharia é “se algo não pode ser melhorado é porque está quebrado de vez”. Que tal se pudéssemos melhorar esta liga com adições dignas a história em quadrinhos?

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Qual é a diferença entre Química e Física?

Algumas pessoas ainda confundem Química com Física. São duas ciências que estão relacionadas, sem que consideremos como verdade que a Química é uma parte da Física. Elas juntas governam o Universo, mas são tão pouco compreendidas que confundem-nas.

Afinal, qual é a diferença entre elas? Acompanhem o vídeo.

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Boston Dynamics apresenta dinossauro-robô fofinho do mal

Boston Dynamics está enganando todo mundo. Eles vendem esse negócio de pesquisa e desenvolvimento em robótica, prometendo melhorar o mundo. O que aqueles pulhas estão fazendo é nos deixar afeiçoados aos robôs, para que a dominação global comece facilmente e ocorra o Apocalipse Robótico.

Agora, eles estão apelando pro pessoal que adora dinossauros (todo mudo adora dinossauros. Se alguém não gostar, essa pessoa tem problemas. Fique longe dela) e criou um pequeno braquiossauro capaz de derreter nossos corações, e ajudar a nos exterminar.

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Olimpíada Nacional de Ciências: porque já tem gente demais odiando

O Brasil é o país que odeia ciência. Ok, beleza, é algo que temos que conviver. mas não precisamos odiar tanto assim, né? Por isso é sempre bom divulgar iniciativas como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que ficou com pires na mão pedindo doações para um planetário móvel, e este que vos fala ficou um dia inteiro enchendo o saco de políticos no Twitter.

Obtive êxito, ao ponto até de me mandarem um e-mail de agradecimento. Chupem!

Mas Ciência é muito maior que isso. Portanto, não posso deixar de divulgar algo muito importante: A Olimpíada Nacional de Ciências.

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As mãos invisíveis de substâncias nos confins do Universo

Então, meus caros, antes do próprio Universo existir, havia 6 singularidades. Depois da Criação, estas singularidades foram concentradas no que ficaram conhecidas como as Joias do Infinito. Tempo, Espaço, Poder, Realidade, Mente e Alma. Cada uma dessas pedras de imenso poder foram espalhadas pelo Espaço Sideral e, pelo visto, uma delas foi encontrada pelo jornalista d’O Globo, que intitulou sua reportagem mal-feita como Molécula fundamental para o início da vida é descoberta no espaço.

Já sabem o que vem aí, certo? Sim, um Livro dos Porquês.

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Técnica híbrida mistura tecidos vivos e polímeros para restaurar ossos

Todos os dias, várias pessoas se acidentam, ou são acidentadas de propósito, se me compreendem. São batidas de carro, surras, quedas, catástrofes naturais e toda sorte (deveríamos dizer “azar”, mas não foi eu quem inventou a língua) de coisas erradas que podem ferrar com o nosso corpo, principalmente nossos ossos. Mesmo porque, ossos – se você se lembram das aulas do Ensino Fundamental – protegem nossos órgãos, nos dão sustentação e ajudam na locomoção. Uma fratura já não é brincadeira, quanto mais acidentes mais graves; e se levarmos em conta a demora na recuperação, sendo pior ainda com o avanço da idade, temos que arrumar uma maneira de restaurarmos esses ossos.

Eu perguntei ao reconhecidíssimo e muito importante departamento de Filosofia em que eles poderiam ajudar. Afinal, dizem que Filosofia é a mãe da Ciência, certo? Infelizmente, a resposta que me deram foi “não sabemos, o jacaré cor-de-rosa nos informou que somos de Humanas, mas Heidegger…”. Saí pesaroso e acabei vendo o que o pessoal especializado em Biomateriais poderia ajudar.

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Combinar radioterapia com outros tratamentos reduz risco de morte por câncer

A ironia costuma ser bem irônica. Alfred Nobel, inventou da dinamite, depois de ter feito fortuna usando sua técnica para estabilizar nitroglicerina foi tratado com essa mesma substância, pois ela é vasodilatadora e, assim, serve como remédio para algumas doenças do coração. A radiação dos compostos como urânio, polônio e rádio, assim coo comentários de sites de notícias, dão câncer,e  foi assim que Marie Curie acabou adoecendo e morrendo. Hoje, usamos radiação para tratar câncer e mandar aquelas células elouquecidas pra vala.

Alguns dizem que radioterapia mais faz mal do que bem, que a pessoa só com um cancerzinho básico e a malévola radioterapia é que manda a saúde da pessoa pros quintos, sextos e sétimos do inferno. A realidade é bem outra. Uma nova pesquisa aponta que radioterapia reduz o atual risco de morte à sua metade, mesmo em casos de pessoas com câncer há muito, muito tempo.

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Curiosity identifica vestígios da existência de oxigênio gasoso em Marte antigamente

Oxigênio, enquanto elemento, não é bem uma raridade no universo. Tê-lo em forma gasosa é. O problema do oxigênio é ser o elemento com a segunda maior eletronegatividade (o maior é o flúor, como você não se lembra das aulas de Química no colégio). Isso faz com que ele seja muito reativo e oxidante; e aliás, o termo oxidação veio dele, até descobrirem que várias substâncias oxidam as outras, isto é, roubam elétrons.

Uma das grandes dúvidas era saber se Marte teve atmosfera com oxigênio. Sempre se imaginou que sim, através de evidências indiretas, como os tons avermelhados das rochas e solo marciano, devido à presença de óxido de ferro. Aquelas rochas vieram de algum lugar, claro. Ação do ferro com o oxigênio gasoso? Ou a formação dessas rochas se deu durante a acreção do planeta? Bem, uma recente pesquisa mostra que, sim, há evidências diretas que o Planeta-Guerreiro já teve oxigênio em sua atmosfera.

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Como é bom um país que não odeia Ciência

Os EUA – vocês não acharam que eu ia falar do Brasil, né? – tem vários defeitos. Um deles é o Ken Ham e o Bible Belt. O sistema educacional é falho em muitos pontos, como na hora de escolher livros didáticos, não raro feito por comissões constituídas por gente burra, estúpida, ignorante e totalmente idiotas e… Ops, desculpem. Tem idiotas que acham que divulgadores científicos não podem dizer que pessoas burras são pessoas burras. My bad. (Sim, eu sei que você está lendo isso. Beijo na irmã!)

Ainda assim, com todas as mazelas criacionistas, os EUA não nutrem o ódio patológico pela ciência que o Brasil apresenta. Dessa forma, não é nem um pouco estranho que a Casa Branca sedie uma mostra de Feira de Ciências apresentadas por alunos no nível de nosso Ensino Fundamental que faz as nossas Universidades chorarem de vergonha. Ou deveriam chorar se tivessem vergonha.

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