
Ser um legionário romano não era fácil. Tinha uma vida dura, mas um bom prêmio em dinheiro, terras e uma pensão do Estado. Mas isso depois de 25 anos de serviço, sem nenhuma garantia de estar vivo na semana seguinte. O que garantiam é que você estaria sempre em movimento, conhecendo muitos lugares, mas não no estilo pacotão da CVC.
Estando sempre em movimento, era preciso levar consigo um monte de tranqueiras graças ao Mário (vai, pergunta!), que fez uma reforma no exército e os soldados tinham que levar praticamente todos os pertences, armas e ferramentas, ficando conhecidos como “Mulas de Mário”. Não apenas o gládio, o pilo, o scutum, mas até um canivete suíço.
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A vida do pessoal antigamente não era nada fácil. Além de não ter iFood, ter que sair para pagar as contas em banco e não terem ainda disponíveis a roda, sepultamentos também eram um tanto quanto… estranhos. Que o diga o assentamento romano encontrado em Suffolk, Inglaterra. O que tem de estranho lá? Bem, não tanto o fato de terem encontrado um cemitério com 52 esqueletos muito bem preservados. A parte estranha é que 17 deles estavam enterrados direitinho, sendo que os demais estavam decapitados.
Caio Júlio César é um ícone na História. Suas campanhas militares são lendárias e dignas de virar filme, e eu ainda não entendi por que não o fizeram. Mestre na arte militar e política, ele acabou se tornando Pretor Máximo ou Ditador. Naquele tempo, o termo “ditador” tinha outra conotação. O Ditactor era uma espécie de guardião romano para restabelecer a paz e manter a ordem geral. Tudo bem que dali ele aproveitou se tornando Cônsul de Roma e, por fim, Imperador (se bem que o título de imperador, mesmo, foi dado a Otávio Otaviano, que subiu ao poder com o título Augusto César). Seus feitos militares foram escritos pelo próprio César, mas nem se pode dizer que ele saiu mentindo. Outras fontes como Salústio, Suetônio, Plutarco, Tácito e Cícero confirmam muito do que ele disse, além de citar outros feitos exceto a parte do “Até tu, Brutus?”. Isso foi invenção de Shakespeare)
Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!
O grande diferencial do Império Romano para outros reinos, como Cartago – em quem Cipião, o Africano, sugeria que lhe passasse o cerol – foi a vida social dos cidadãos. Grandes banhos públicos garantia que você, pobretão, tomasse banho ao lado de um tribuno. Isso garantia que todo mundo ficava de olho em todo mundo. Eles tinham até privadas públicas, literalmente públicas, com um “troninho” ao lado do outro. Homens e mulheres em papo animado enquanto faziam o número 2.
A História serve para nos contar histórias. Histórias há muito esquecidas, nos relatando como era antigamente. Às vezes, esse "antigamente" é muito antigamente mesmo. Ninguém se lembra, pois não há mais ninguém vivo. Se eu quiser saber como o Garrincha jogava, eu tenho filmes, documentários e entrevistas dele. Posso perguntar ao meu pai, que o viu jogar em pleno Maracanã. Minha mãe pode relatar como era viver no tempo da 2ª Guerra Mundial. Ouvi relatos de pessoas que estiveram na Guerra Anglo-Irlandesa. Mas como saber como era a sociedade romana? Bem, sabemos de muita coisa, graças a cartas, livros, documentos e correspondências pessoas, fora registros arqueológicos como construções, cerâmicas, esculturas, afrescos, murais etc. Mas como saber como eram as pessoas?
Apesar das mãos estarem cheias de sangue, os romanos adoravam tomar banho. Não só por causa de questões higiênicas e sim porque os banhos romanos eram como os shopping centers de hoje. Na época, era o point onde o pessoal se encontrava para jogar conversa fora, fofocar a vida dos outros e tramar de que maneira se podia cravar um punhal nas costas do Imperador sem que desse muita bandeira.