Humanos mandaram megafauna da Austrália pra vala. De novo

Ainda há debates sobre quem passou o rodo nas criaturas gigantes da Austrália, a chamada “megafauna”. E tipo ovo. Na semana que ovo faz bem, foi culpa da mudança climática. Na semana que ovo faz mal, então, é culpa dos seres humanos. E como estamos na semana que ovo faz mal, saiu mais um trabalho dizendo que, sim, foram os seres humanos que sentaram o dedo na megafauna australiana. As conclusões vieram através de estudo de cocô pré-histórico.

Tem horas que vida de cientista é uma merda. (você sabia que eu ia fazer esse trocadilho)

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Descoberto dinossauro que fica banguela na idade adulta

Dinossauros são uma coisa maravilhosa. Eu gosto de dinossauros. Para mim eles sempre serão aqueles lagartões malvados e não o tatatataravó de uma galinha zarolha, independente do que esses tai de cientistas falem. Naqueles dentões malignos trucidavam e dilaceravam presas sem dó nem piedade. GRAAAAAAWWWWRRRRRRRR!

Infelizmente, a realidade fala mais alto e nem todo dinossauro tinha dentão. Pelo contrário, a maioria era desdentada. O curioso é que, pelo menos, uma espécie nascia dentuço e perdia os dentes com o passar da vida.

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Como é feita a datação de fósseis?

Fósseis são vestígios de seres vivos que viveram há muito, muito tempo. Desde um esqueletão de dinossauro até pegadas, passando por impressões “carimbadas” na rocha e até mesmo pinturas rupestres. São as verdadeiras amostras de vidas passadas que são analisadas pelo presente. Paleontólogos estudam fósseis e a sua primeira pergunta é “quando eles viveram”.

Há muitas técnicas para se datar fósseis, como o famosíssimo Carbono-14. Mas existem outros métodos. Bóra conhecer um pouco mais sobre eles. Esta é mais uma edição do seu LIVRO DOS PORQUÊS em vídeo.

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As folhinhas que ajudam a entender a extinção dos dinossauros

Há mais de 64 milhões de anos, um pedregulhão do mal caiu no México, aterrorizando tudo o que morava ali mais do que a possibilidade do Trump ser eleito. A queda inflamou os céus, o impactou gerou uma onda de choque que varreu o planeta, a Segunda Lei da Termodinâmica fez o seu trabalho, e uma onda de calor percorreu o solo, assim como o calor da atmosfera que se inflamou. O terremoto gerou um imenso tsunami que lavou as pobres almas de tudo o que foi pela frente. Morte, dor e ranger de dinossauros assolaram o planeta.

Mas tudo tem um fim e um início. O fim dos dinos de oportunidade aos mamíferos e aqui estamos nós para contar esta história. Entretanto, surge uma dúvida: A partir de quando a vida começou a voltar ao normal?

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Homo habilis não era hipster mas já era destro antes de ser moda

Convenhamos, canhoto é algo sinistro. Tipo, se isso fosse normal, não seria minoria. É como ter japonês no Rio de Janeiro. Não, péra. População de japoneses no Rio é ainda menor, já que canhotos somam 10% da população mundial. Mas a questão que fica é… De onde esses canhotos vieram? Aliens?

Pesquisas paleontológicas e escavações mostraram quando pode ter começado o uso primordial da mão direita. E começou há muito, muito tempo. Mais tempo do que você pode imaginar.

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Neandertais e humanos desenvolveram diferentes tecnologias para obter alimentos

Dizem que somos o que comemos. Não é bem assim. É mais como “ficamos da maneira como comemos”. Nossos alimentos deixam marcas, algumas visíveis outras nem tanto. Como dentes, por exemplo. Isso pode ser evidenciado em nossos tatatatataravós, sejam Homo sapiens, sejam neandertais. Se bem que nenhum de nós tem ancestral entre os neandertais, mas isso ainda não é totalmente consenso.

Claro, como temos os dos hominídeos supracitados com culturas diferentes, lógico, suas dietas eram diferentes, mesmo porque, seus modos de obter comida eram diferentes.

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O mais velho entre os mais velhos neandertais

Sima de los Huesos é um lugar e tanto. O Poço dos Ossos fica na Cueva Mayor (Caverna Maior) que fica na Serra de Atapuerca, que é uma cadeia montanhosa localizada ao norte de Ibeas de Juarros, na província de Burgos, entre Castela e Leão, e tudo isso fica na Espanha. Este “poço” tem 13 metros de profundidade sendo a parte mais profunda da Cueva Mayor. O que tem de especial naquele lugar chama-se “História”. Ou “Pré-História”, mesmo, mas não sejamos tão detalhistas. Já falamos de achados em Sima de los Huesos AQUI e AQUI.

Mais de 5 mil fósseis de cerca de 30 indivíduos da espécie Homo heidelbergensis (considerada ancestral dos neandertais), com idades muito variadas e de ambos os sexos. Estes restos representam mais de 90% dos fósseis humanos recuperados, com datação do Pleistoceno Médio, de todo o mundo. Sempre se discutiu se ali era a origem dos neandertais, só que agora temos novas evidências que sustentam que, sim, ali é realmente o berço da espécie que conviveu com humanos, e acabou sendo limado de uma vez por todas.

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O fungo mais velho entre os mais velhos

A vida e seus mistérios fascinam os humanos desde que o mundo é dos humanos. Saber coo surgimos, quando nossos ancestrais começaram pela primeira vez a se replicarem, há 3 bilhões de anos. Como eram apenas moléculas, não temos registros deles, apenas ensaios bioquímicos que comprovam, mas nenhum mostrando um punhado de substâncias inorgânicas se tornando um corpo vivo. Moléculas se tornaram células, células se tornaram seres multicelulares, seres que depois construíram arranha-céus e levaram alguns dos seus à Lua. Ainda assim, queremos ver os primeiros de nossos irmãos.

Bem, na década de 1980, um antigo fóssil foi encontrado e estimou-se que seria um ser vivo bem primitivo, mas pesquisa recente parece achar que é muito mais que isso.

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Diferente de Soylent Green, Hobbits não eram gente

Nunca chegaram a um consenso com os hobbits, apelido dado a supostos ancestrais do Homem encontrados na Ilha das Flores e, por isso, chamados de Homo floresiensis. O anúncio de sua descoberta foi feito em 2004, embora sua descoberta tenha sido em 2003, mas isso deixou muita gente encucada. Seriam eles realmente nossos ancestrais. Eles eram baixinhos, num lugar onde a fauna era baixinha, também. Por isso os apelidaram de “Hobbits”. Se você conhece a obra de J. R. R. Tolkien, consegue imaginar o motivo.

De acordo com um novo estudo, baseado na análise dos ossos do crânio, ficou comprovado sem sombra de dúvidas  que o pessoal da Ilha das Flores podiam ser qualquer coisa, mas com certeza não pertenciam à espécie dos Homo sapiens.

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Dona Aranha está feliz por ver vocês

O mundo é legal, mas seria mais legal se tivéssemos mais informações sobre todas as espécies que viveram ao longo desses 3 bilhões de anos. Infelizmente, não sabemos quais foram as espécies que viveram e morreram ao longo dos éons. Só uma ridícula parcela deixou evidência fóssil, seja através de impressão em rochas, permineralização ou preso em âmbar. Lembrou de Jurassic Park? É mais ou menos aquilo, fora a parte de clonar dinos.

O âmbar é uma secreção proveniente de antigos arbustos, sendo uma matéria viscosa, ou seja, é o que chamamos de “resina”. Praticamente, esta substância age como “antibiótico” para a planta, pois previne a invasão de bactérias e insetos na madeira. Com o passar do tempo, esta resina se polimetriza, tornando-se rígida, e se algum inseto ficou preso nela, já era, ficou para a posteridade, como esse foto aí de cima, que é uma parte morfológica de uma aranha de 99 milhões de anos.

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