Eu gosto de soluções mágicas. Elas funcionam no mundo maravilhoso que aquele problema é único e não refletirá em mais nada. Assim, resolvesse o galho e todo mundo cavalga em direção ao pôr-do-sol ao som de Enio Morricone. O problema é que a realidade caga e anda pra isso e tudo o que se faz tem impacto, de um jeito ou de outro. Só quem não sabe disso são os jêneos que resolveram como melhorar o mundo: Encher o Saara de fazendas eólicas e solares de forma a suprir as necessidades energética do mundo inteiro.
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O Brasil é esquisito. Disso estamos carecas de saber. Mas só uma pessoa muito cândida (AKA burra) vai achar que a tosqueira existe só aqui. No máximo, somos especialistas nela, mas países desenvolvidos têm a sua parcela de idiotice. Enquanto aqui, em Banânia, nós aceitamos cartas psicografadas em tribunais e chamamos a Fundação Cacique Minhoquinha para controlar o tempo, na Alemanha, há a Comissária de Elfos, que dá palpites nos acidentes de estradas.
Indo direto ao assunto, estimativas MUITO otimistas estão agora dizendo que o Brasil tem 30% de analfabetos funcionais. Tenho certeza que o número é muito maior, mas vá lá. 30% de gente que não é capaz de ler, escrever ou compreender textos completamente ou fazer contas de forma decente. 1% (num país com mais de 200 milhões de habitantes) já é um número avassalador e inaceitável, mas beleza, 3 em cada 10 pessoas é analfabeto funcional, no big deal!
Eu sempre digo que religião é um câncer sociológico. Ele se alastra fundo, causa metástase e acaba sendo mais do que maléfico. E mortal! Eu aceito que a pessoa resolva se conectar com uma esfera que ele não compreende, passe a acreditar que haja seres supranaturais ou, pelo menos, sobrenaturais, mas tenho verdadeiro asco por institucionalização da fé, em que um líder diz o que você tem que fazer, pensar e agir ou um Deus bom, justo e misericordioso vai destruir a sua vida de forma selvagem.
Kauã e Joaquim eram irmãos. Tinham seis e três anos, respectivamente. Tinham! Suas longevidades não foram longas, já que eles morreram carbonizados em um incêndio em 21 de abril deste ano. Trágico? É pior do que você pensa. Tão pior que os pais estão sendo investigados. Motivo? Se beneficiarem da morte dos filhos para ascender socialmente dentro da igreja.
Essa é uma história de amor, mas de tragédia. Um amor impossível. Um amor que não poderia acontecer. Um amor proibido por duas famílias rivais. Um amor entre uma adolescente e um homem mais velho, que gerou uma criança que virou palco de discórdia e uma quase tragédia. Não, não foi Sófocles, Shakespeare ou mesmo Nelson Rodrigues. É a história da menina indígena que teve filho indígena de outro indígena, mas um indígena da tribo errada. O bebê, fruto deste enlace, foi enterrado vivo pela avó e bisavó da criança.
Não, não é brincadeira. Pelo menos acho que não é. Pelo menos não deveria ser. Eu não sei se é, estou em sérias dúvidas, mas é isso mesmo. Uma pesquisa aponta que os polvos e lulas são criaturas “extraterrestres”. Sim, ET Lula Home. Não apenas isso, esses seres filhotes de Cthulhu evoluíram em outro planeta antes de chegar à Terra, há centenas de milhões de anos, caindo aqui sob a forma de ovos congelados.
O Ministério da Saúde devia trocar de nome para Ministério da Pseudociência. Ao invés de investir em hospitais e postos de saúde, em melhoria de equipamentos e treinamento de pessoal, o que fazem? Enganam a população com bobagens de constelação familiar e toques mágicos.
Algumas histórias são incríveis, no sentido de realmente serem difíceis de acreditar. Coisas que escapam qualquer capacidade de encarar como verdadeiras, de tão fantásticas, mas tendo passado décadas em ambiente acadêmico e como professor, eu tenho certeza que esta, pelo menos, é verdadeira. A história de como um homem analfabeto foi sendo aprovado ano após ano, até se formar numa universidade e trabalhar 17 anos como professor.