Eu já falei tanto dos olhos que não preciso me repetir o quão gambiarrento esta bagaça é, certo? Principalmente no quesito de como ocorrem ilusões de óptica, muitas vezes causadas pelo movimento dos olhos. O que não se sabia direito até agora é quem controla esses movimentos.
Bem, pesquisadores determinaram quem controla os olhos, e é uma região do cérebro bem antiga e guardadinha lá no fundão.
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Cães nos acompanham muito antes de nós sermos o que somos e eles serem o que são. Quando o primeiro canídeo escolheu um hominídeo para ser companheiro (sim, ELES nos escolheram, e não nós). Durante esse caminhar, eles foram evoluindo e nós também. Eles melhoraram, nós nem tanto, o que não quer dizer muito, já que Evolução nunca significou melhoria.
A moderna medicina intensiva faz milagres que há coisa de alguns anos parecia algo bizarro, digno de ficção científica. Ainda assim, lesões cerebrais são um problema sério e o coma um espectro que ronda as UTI do mundo todo. Eu não quero estar em coma, você não quer, ninguém quer. Quando um paciente está em coma, uma garra gelada segura nossa espinha. Morte? Vida? Viver como um vegetal e acabar sendo comida de vegans? Há uma série de variáveis. Será que médicos conseguiriam dar reboot no cérebro e fazê-lo pegar no tranco?
O cérebro é o órgão mais badass de nosso corpo. Mesmo porque, ele manda na bagaça toda. É praticamente o Nick Fury entre os órgãos. Ele tem que lidar com trocentas milhões de informações a cada segundo e dar ordens precisas. Por exemplo, a partir de agora você percebeu que está respirando e tentará manter a cadência. De nada.
A síndrome de Wolfram é uma doença neurodegenerativa rara caracterizada por diabetes mellitus tipo I, diabetes insípida, atrofia óptica e sinais neurológicos, com sintomas clínicos incluindo surdez, atrofia óptica e transtornos psiquiátricos. Lindo não? Sua prevalência é de 1 para 160 mil pessoas, mas, para a ciência, 1 caso de doença em 1 bilhão de pessoas já é muito! Ela é causada por uma mutação no gene que codifica uma proteína chamada wolframina, que reside na membrana do retículo endoplasmático (procure no seu livro de Ciências do Ensino Fundamental).
A maioria de nós se acha por cima da carne seca por conseguir usar um computador. Afinal, aqueles periquitos idiotas não conseguem fazer muita coisa além de piar, cães comem o próprio cocô e gatos acham seu notebook muito quentinho para tirar uma soneca. Só você, o diferentão, o espertão, o senhor da tecnologia, o incrível humano que é capaz de olhar para um monitor e discernir o que tem lá.
A doença de Parkinson, junto com o Alzheimer, é umas doenças neurológicas mais estudadas. Trata-se de uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Ela é crônica, progressiva e causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, um neurotransmissor atua na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Sem a dopamina estar ali nas quantidades necessárias, as pessoas começam a ter movimentos involuntários, muitas vezes em estado bem intenso.
A cada dia, nós avançamos um pouco mais no entendimento sobre como nosso cérebro (ou o cérebro de qualquer coisa que simplesmente respira, como comentaristas de portais de notícia). Ainda falta muito, é verdade, mas todos os dias, nós recebemos notícias de avanços na área da neurociência, como o caso de duas universidades japonesas que desenvolveram um sistema ligado a um animal, que monitora como neurônios deste se comportam quando está em movimento.