Quer ter cérebro saudável? Mexa essas pernas!

Há vários exercícios pro seu cérebro continuar tinindo, sem precisar que você se entupa de remédios. Um exemplo de remedinho-sem-ser-remedinho pro cérebro é fazer exercícios. Várias doenças neurológicas estão associadas ou são a causa de deficiências de movimento, por exemplo, lesão medular, esclerose múltipla e atrofia muscular espinhal. Estes são exemplos com efeitos análogos nos músculos ao que astronautas sofrem depois de longos períodos sob efeito de microgravidade. Da mesma forma, é bem conhecido que missões espaciais prolongadas e repouso prolongado no leito induzem alterações funcionais em muitos órgãos do corpo humano, incluindo modificações da função neuromuscular esquelética, devido à atividade reduzida do músculo de um astronauta no Espaço.

Pesquisas mostram que a saúde neurológica depende tanto dos sinais enviados pelos grandes músculos das pernas do corpo para o cérebro quanto das diretivas do cérebro para os músculos. De um modo grosseiro, se você não faz exercícios, seu cérebro pode dar tilt (e eu entregando a idade).

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Comprovada evidência de memória episódica em animais

Dizem que o que nos diferencia de outros animais é que um age com civilidade enquanto os outros se pegam de porrada em jogo de futebol. Fora isso, seres humanos são tidos como os únicos capazes de reter memória de eventos passados e repassá-las mentalmente. Saca aquele filme que você passa dentro da sua cabeça com o que lhe aconteceu? Pois é, pelo visto, outros animais também conseguem fazer isso. Não, o seu tio Astolfo continua zureta, mas é fingimento. Ele se lembra muito bem que lhe deve dinheiro, aquele cachaceiro.

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Dissonância Cognitiva

Dissonância cognitiva é um termo criado pelo psicólogo comportamental Leon Festinger. A teoria da Dissonância Cognitiva procura explicar como a mente humana lida com situações de comportamento contraditório, e como nossa mente tenta apaziguar os dois princípios que se contradizem, de forma a nos deixar em paz conosco mesmo. O cérebro costuma buscar maneiras de encontrar coerência entre suas cognições. O indivíduo passa por um conflito no seu processo de tomada de decisão com situações que precisam ser tomadas ao mesmo tempo, mas são mutuamente contraditórias. Quando os elementos dissonantes são de igual relevância ou importantes para o indivíduo, o número de cognições inconsistentes determinará o tamanho da dissonância.

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Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

ESTE ARTIGO É CONTRA-INDICADO A FILÓSOFOS QUE ACHAM QUE PRÓTESES SÃO EUGENIA

Nossos corpos são fantásticos mesmo nos menores movimentos. Se nosso cérebro fosse um computador, ele teria vários loops e sistemas recursivos para fazer movimentos simples, como o de uma pinça usando os dedos. Não apenas isso, mesmo no escuro, seu cérebro sabe onde cada membro está. Se você estiver num quarto escuro e fechar os olhos, se lhe disserem para juntar a ponta dos indicadores de cada mão sobre a cabeça, seu célbo se encontra lindamente. Se você, meu amigo, quiser ir urinar de noite, no escuro, não vai precisar ficar procurando o seu “amiguinho” (achar o vaso é outra história, o que fará a sua devotada cônjuge ter arroubos de loucura pelo chão todo molhado). O problema é que isso, apesar de parecer simples, é um problema para quem projeta próteses. O cérebro não as encontra direito. Mas isso parece mudar com uma nova tecnologia da Cleveland Clinic

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Pesquisadores registram zumbi do bem devorando sinapses (ok não é bem isso)

Normalmente, as pessoas acham que o cérebro é uma bela massa esponjosa feita majoritariamente de água (no que estão certas) e as células são todas iguais (no que estão completamente erradas). As células da glia, por exemplo, são células não-neuronais do sistema nervoso central. Basicamente, elas proporcionam suporte e nutrição aos neurônios. Estas células são divididas nos seguintes tipos: Macroglia (astrócitos, oligodendrócitos e células de Schwann) e Microglia.

Para fins de presente artigo, ficaremos só com as microglias, essas coisinhas lindas que protegem no cérebro e ajuda a crescer sinapses, tendo sido observadas de uma forma nunca antes na história celular do cérebro.

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Um estetoscópio no cérebro para saber o que você tem na cabeça

No tempo da TV ao vivo, era um problema sério. Tudo tinha que ser resolvido na hora. Até mesmo as novelas eram ao vivo. Conta a Glória Menezes que ela tinha que dizer a fala dela olhando para a câmera, e a câmera ia se afastando. Era uma novela de época, e a Glória com aquele vestidão de direito. O problema é que o suporte da câmera engatou na armação do vestidão e à medida que a câmera ia recuando, a Glória Menezes teve que andar junto, ou ia cair no chão. E era AO VIVO! Já o finado ator Jaime Barcelos, durante um Tele Teatro (ao vivo, claro), numa cena que ele tinha que cair, o fez de mau jeito caiu e se machucou, quebrando a perna. Tiveram que retirá-lo de lá imediatamente. Então, pegaram um mané, o vestiram de médico, ele entrou, colocou o estetoscópio na cabeça do Jaime e vaticinou: “ele morreu, senhora”, removendo o ator dali e levando-o pro hospital.

Imagine se realmente desse para ouvir o que você tem dentro da cabeça. Sim, é bizarro o pensamento que podermos ouvir o que se passa lá dentro, mas nem é bem isso… quer dizer, até é, mas não no sentido de ouvir o que você anda pensando (nem queremos nos escandalizar tanto). Pesquisadores estão estudando as potencialidades de um estetoscópio cerebral. Ele não é como um estetoscópio per se, mas sim um algoritmo que traduz a atividade elétrica do cérebro em sons. E esses sons são traduzidos em ondas numa tela de comutador e podemos analisá-las. Mas calma, o artigo ainda não acabou!

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Pesquisa estuda como medicamentos opioides agem para não dependermos mais de medicamentos opioides

Ninguém quer sentir dor. Nem eu, nem você, nem o House. Tem horas que a dor é tanta que só apelando para opióides, analgésicos pancadões da mesma família que o ópio, com o mesmo inconveniente também. E ficar viciadão em analgésico opiáceo não é tão incomum assim. Seria legal se pudéssemos ter um analgésico boladão sem deixar você chapado e muito menos viciado na bagaça, né? Bem, pesquisadores do Reino Unido e do Japão identificaram como o sistema natural de analgésicos do cérebro poderia ser usado como uma possível alternativa aos opióides.

Péra, como assim “sistema natural de analgésicos do cérebro”?

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Máquinas podem ter consciência? A resposta não irá agradar a vocês

Eu estava vendo o último vídeo do Café e Ciência. O Café e Ciência é um canal de divulgação científica no YouTube, cujo mantenedor é tipo um misto de Raul Seixas e Neil deGrasse Tyson, sem as músicas chatas do primeiro e o paunocuzismo do segundo. No referido vídeo intitulado “Poderia as Máquinas obterem Consciência?” o Felipe discute… bem, ele não discute se as máquinas poderiam ter consciência. Ele comenta o que uma pesquisa em periódico classifica como sendo os diferentes níveis de consciência.

Mas máquinas podem ter consciência?

Versão curta: não se tem versão curta. Por quê? Porque a pergunta está errada. Vamos ao vídeo?

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Por que algumas pessoas ficam brigões se meterem o focinho na cachaça?

Qual a diferença do cara que mete o pé na jaca e vira um pudim de cachaça, daqueles que fica estirado na sarjeta desmaiado e o Zé Machão que quer arrumar briga com todo mundo? Será que é tudo culpa da mardita? Foi o Cão que botou pra beber? Terá algo acontecendo na cabeça do miseráver que se acha mais macho que todo mundo e resolver quebrar todo e partir pra porrada? Bem, taí uma pergunta interessante; sendo assim, a melhor resposta seria examinar dentro da cachola do brigão com auxílio de ressonância magnética.

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Tamanho e espessura fazem diferença, sim. Ao menos, no cérebro

Por definição, a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos; em que, durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Em termos mais leigos, seu cérebro buga, as correntes elétricas e neuroquímicas começam a agir de forma mais esquisita do que quando a sua esposa viu o nome da Suellen no seu celular (sim, vai ter neurocientista querendo me pegar de porrada por esta comparação).

Vários fatores são causadores de epilesias (sim, tem mais de uma) e, agora, foi descoberto que ela também está associada a diferenças de espessura e volume na matéria cinzenta de várias regiões do cérebro.

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