O problema do mundo é a simplificação de coisas realmente sérias e a “serificação” de brincadeiras. Piadas são vistas como uma ofensa pessoal a pessoas que não foram o foco da piada, mas acham que quem foi TEM que ficar ofendido, mesmo dizendo que não está. Diametralmente a isso, está o pessoal que banaliza doenças mentais, por exemplo. Um exemplo disso foi uma postagem imbecil de uma pessoa que entende tanto de depressão quanto um jabuti entende de pesquisa aeroespacial e resume tudo a um meme que encontrou na Internet.
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Adolescente viciado em celular tem bioquímica cerebral zuada
Vício é um troço triste. As pessoas se viciam em todo tipo de coisa: álcool, tabaco, jogo, drogas e… celular. Sim, o celular pode ser um vício, pois seu uso dá sensação de prazer e satisfação. Claro, ter um celular não fará de você um viciado e um Ponto Frio da vida não é um traficante. Ter um celular não é ruim, usar celular demais é péssimo. Não, não tem essa desculpa de mostrar foto dos anos 40 com um monte de gente lendo jornal no bonde. Ninguém fica viciado lendo jornal, mas uso compulsivo é alarmante. Normalmente, os imbecis que compartilham a foto do pessoal lendo jornal não mostra que este mesmo pessoal não ficava com o focinho atochado no jornal 24h por dia, seja no almoço, jantar, na frente da TV em restaurantes etc.
Pesquisadores apresentaram recentemente uma pesquisa sobre o que acontece no cérebro de jovens com vício patológico de uso de celular.
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Como nossos olfatos viram memórias de longo prazo?
Feche os olhos. Pense naquele almoço de domingo, com aquele assado especial e a deliciosa sobremesa que sua avó preparou. Pense quando você foi ara o litoral e sentiu o cheiro do mar pela primeira vez ou quando você foi ao seu primeiro encontro e sentiu o cheiro da pessoa amada, toda perfumada. Nossa memória afetiva é excelente para guardar sons, imagens e até mesmo aromas. Todas essas memórias são armazenadas na memória de longo prazo (porque, DÃÃÃÃ, você se lembra por muito tempo). Mas como esses aromas são armazenados no cérebro por muito tempo? É o que uma pesquisa alemã procura responder.
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Efeito Clever Hans ou Hans, o Esperto
Em vídeos anteriores eu mostrei como nós somos influenciados por outras pessoas, tentando fazer parte de um grupo. Você é submetido a um teste e acaba respondendo de acordo com a manada. Mas e quando você inconscientemente influencia outros; e estes outros inconscientemente são influenciados pela sua influência inconsciente? Parece loucura, certo? Até poderia ser, mas não. É mostra como nosso cérebro é bugado.
Um exemplo desta influência foi obtida através de um experimento com um cavalo que sabia fazer contas. Mas ele sabia mesmo? Este é o Efeito Clever Hans, e sim! Temos vídeo sobre isso.
Cães são mais espertos que gatos, de acordo com neurociência (guaxinins são mais espertos)
Nós, carnívoros, somos mais inteligentes. Isso é um fato incontestável. A ingestão de proteína animal fez nos cérebros crescerem mais que que os de herbívoros estritos. Lamento, mas é assim mesmo. Um gato é mais esperto que um chinchila, um tigre é mais inteligente que uma zebra e eu nem posso me comparar com um comentarista de portal de notícias, já que este último não subiu na escala evolutiva para algo acima de um fungo.
Os cérebros de animais carnívoros e onívoros também são diferentes, principalmente porque grandes animais têm gastos energéticos maiores e padrões de alimentação não-confiáveis. O alto custo metabólico pode colocar grandes felinos, por exemplo, em risco. Animais pequenos, entretanto, conseguem desenvolver maior números de células do córtex cerebral (a parte mais “espertinha” do cérebro) por volume cerebral. Ou seja, apesar de ursos terem cérebros maiores, não possuem maior número de células corticais proporcionalmente se comparados com um gato ou um cachorro. Aliás, se formos ver por isso, cães possuem maior número de células corticais que gatos. Sim, o Spike é mais esperto que o Tom.
As diferenças dos cérebros humanos e demais macacos não são apenas o tamanho
Dá para perceber bem a diferença entre humanos e outros primatas só de olhar pra eles (embora não tanto se pegarmos apenas os comentários de portais de notícia). A principal diferença está no desenvolvimento do cérebro, embora a quase totalidade do cérebro seja parecida. Parecida, mas não igual. Mas quando e em que parte do cérebro começaram as mudanças? Bem, é o que uma pesquisa pretende explicar.
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Grandes Nomes da Ciência: David Reimer
Este é um drama, uma tragédia, ainda que não grega. Começa com dois irmãos. Gêmeos. E eles compartilharam o mesmo destino. Temos a mãe e o pai, que ainda que tivessem boas intenções (talvez?) sabemos qual lugar quentinho e aconchegante é formado por essas boas intenções. Temos um médico incompetente e um psicólogo sádico. Tudo isso num horrível show de horrores que foi tido como um dos experimentos mais cruéis da história.
Esta é a história de David Reimer. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: David Reimer”
Video games não deixam ninguém malucão, com vontade matar amiguinhos, diz pesquisa
Desde que Gronk resolveu brincar de pique-esconde com Klung que jogos são considerados violentos. Deve ser porque Klung se escondeu tão bem que não o encontraram até hoje (nota mental: nunca brincar de pique-esconde perto de um vulcão). Isso estigmatizou jogos e todos eles são tidos como modeladores da psique humana, em que basta matar uns zumbis que você já vira um psicopata, maníaco e assassino. Bem, eu não me tornei um psicopata por causa disso, mas por outros motivos.
Agora, uma pesquisa relacionou o que se passava na cabeça de pessoas jogando jogos violentos para saber se aquelas criaturinhas iriam querer invadir a Polônia logo depois.
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Testando e aprovando cães para deficientes. Sim, temos a tecnologia
Como é o cérebro dos nossos amigos caninos? Melhor ainda, como é o cérebro dos nossos amigos caninos que ajudam deficientes? Será que há um meio de predizer se um cão seria bom em acompanhar pessoas com deficiência? Haveria como realizar algum teste assim? É o que pesquisadores procuram responder ao examinar 49 cães selecionados para treinamento de serviço de acompanhamento, ainda que nem todos eles tenham sequer começado o treinamento.
O que anda rolando pela cabeça de nossos amigos quadrúpedes?
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Defeito em células tumorais ajuda pesquisadores a dar cabo dessas desgraçadas
Tumor no cérebro é uma coisa muito, muito feia, mesmo que elas tenham um propósito maior já que foi tudo divinamente planejado por um desenhista inteligente pra cacete! Será possível que numa coisa tão defeituosa como o corpo humano, o defeito tenha um defeito que possa ajudar a mandar o defeito pra vala?
Sim. Um estudo mostra que foi descoberto um defeito genético que impede que células tumorais do cérebro reparem o DNA danificado cocozento dele. Melhor ainda? Tem medicamento para isso. Mas como é isso?
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