De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1 em 160 crianças estão dentro do transtorno do espectro autista. Esse espectro é amplo, isto é, autismo não é uma única doença ou transtorno, mas vários, com diferentes graus, referindo-se a uma gama de condições caracterizadas por algum grau de comportamento social prejudicado, comunicação e linguagem, e uma faixa estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas repetidamente.
Pesquisas já demonstraram que não apenas um, mas vários genes estão envolvidos. Assim fica difícil pesquisar uma cura ou sequer um tratamento. A saída é ver o que é o principal desencadeador do transtorno. E tudo parece estar no difuso mundo das proteínas e suas sínteses.
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Diabetes tipo 2 é uma doença seríssima. Só aqui no Brasil, o número de diabéticos cresceu 61,8% e há estudos apontando que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 falecem em decorrência de problemas cardíacos. Foi pedido ajuda aos doutores. O primeiro que apareceu era um doutor em Filosofia, mas ele disse que nada se podia fazer, pois todos iríamos morrer de qualquer forma. Perguntaram a uma doutora de estudos de gênero como poderia-se combater a diabetes, mas ela alegou que querem combater só porque “diabetes” era uma palavra feminina e isso significava ação do machismo propalado pelo patriarcado opressor. Finalmente, perguntaram a uma cientista de verdade. A resposta veio com uma terapia genética.
Ser dependente químico é uma tristeza. Não é legal para a saúde e tem que fazer de tudo para tentar não sucumbir. Sendo assim, alguns diabéticos passam por transtornos por depender da substância química chamada insulina. Basicamente, ainda se depende das injeções, mas daí eu me lembro da cena do doutor McCoy em Star Trek 4 (o das baleias) quando ele passa por uma velhinha no corredor do hospital e ela lhe diz que precisa de diálise. Ele, com seu jeitinho alegre e atencioso solta um “Meu Deus, isso aqui é a Era das Trevas?” (que foi dublado como “Isso aqui é um açougue medieval?”) e dá uma pilulinha para ela e sai alegremente. Sim, a velhinha não precisou mais de diálise. Tudo bem que isso era em 1987 e nem mesmo plutônio se comprava em farmácias mais. Aquilo era ficção científica pura, certo?
Um dos temas da Biologia que eu mais acho fascinante é a origem da vida na Terra. Simplesmente, é pura Química (vocês sabem que Biologia é Química aplicada, né?). O ponto-chave foi quando as moléculas orgânicas começaram a ter propriedades x-moléculas de se replicarem, formando o que seria um proto-RNA muito, muito tosco, mas que conseguia fazer o feijão-com-arroz dos seres vivos: Gerar cópias de si mesmo, nem que fossem cópias toscas, o que acabava por serem selecionadas pelo ambiente. Mas como era primeira molécula capaz de fazer cópias de si mesma? Coo era o processo de replicação?
Há algumas diferenças entre humanos e certos micróbios, principalmente se a gente der um rolé por redes sociais. De vez em quando eu acho inclusive que micróbios são melhores, mas não entrarei neste assunto. A semelhança entre nós e alguns extremófilos tem muitas similaridades de ordem química, pois estes seres pouco evoluídos (os extremófilos) precisam de sistemas básicos de conservação de energia e respiração, muitos dos quais são os mesmos em seres humanos também.
Os transportadores ABC são uma das maiores famílias de proteínas, e estão presentes em todos os organismos vivos, desde bactérias até seres humanos. Os membros da família ABC são proteínas transmembrana (proteínas que atravessam a membrana celular, possuindo uma porção no interior da célula e outra no exterior) capazes de transportar diversos substratos através da membrana celular, com gasto de energia. Nas células saudáveis, os transportadores ABC têm diferentes funções, como transporte de sais biliares, colesterol, diferentes íons e ânions, porém, também estão relacionados com a resistência de células cancerígenas aos tratamentos quimioterápicos.
Por muito tempo, o Brasil liderou a produção e exportação mundial de soja, mas nossa incompetência endêmica nos fez perder o posto de maior exportador de soja do mundo para os Estados Unidos. Da produção mundial de pouco mais de 351 milhões de toneladas de soja, com uma área cultivada e aproximadamente 121 milhões de hectares, os EUA produzem 117,2 milhões de toneladas do referido grão em uma área de 33,48 milhões de hectares. Já o Brasil produz 113,92 milhões de toneladas de soja em uma área de 33,89 milhões de hectares, tendo uma eficiência de plantio inferior ao dos EUA, que não parece muito, mas quando jogamos na tabela em termos de milhares de hectares (1 hectare é um hectômetro quadrado ou 10 mil m2).
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as doenças cardiovasculares são as principais responsáveis por morte no mundo. Só em 2106, as vítimas por problemas coronarianos somaram 17 milhões de pessoas, levando em conta ataques cardíacos e derrames. Resumidamente, ataques cardíacos matam, pois, fazem com que partes do tecido do coração não sejam alimentados por sangue e acabem morrendo. Com isso, o coração não faz aquilo que foi inteligentemente projetado: bombear sangue. Infelizmente, o projeto tem problemas e em muitos casos, o coração acaba tendo reduzida a sua capacidade de bombear sangue.
Câncer não é legal, todo mundo sabe disso. O tratamento, ainda que cure 80% dos casos de câncer (que envolve quase 200 tipos de doenças), acaba debilitando muito a pessoa, já que acaba afetando outras células não-cancerosas. Claro, você pode acreditar que a Big Pharma quer que todo mundo se ferre, impedindo a pesquisa de novos medicamentos. Ou pode viver no mundo real e saber que uma equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia descobriu uma maneira para que um remédio usado em quimioterapia bata direto em células de câncer migratórias ou circulantes.