A moderna medicina intensiva faz milagres que há coisa de alguns anos parecia algo bizarro, digno de ficção científica. Ainda assim, lesões cerebrais são um problema sério e o coma um espectro que ronda as UTI do mundo todo. Eu não quero estar em coma, você não quer, ninguém quer. Quando um paciente está em coma, uma garra gelada segura nossa espinha. Morte? Vida? Viver como um vegetal e acabar sendo comida de vegans? Há uma série de variáveis. Será que médicos conseguiriam dar reboot no cérebro e fazê-lo pegar no tranco?
Existe uma técnica que nem é tão desconhecida assim: ultrassom (pois é, ele não é só pra saber o sexo do Maicojéquissom da Silva). Isso fez toda a diferença na vida de um homem de 25 anos.
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Combater o câncer não é fácil. Sendo uma doença muito danosa, não dá pra tratar apenas com algumas pilulinhas e uma promessa. É preciso armamento pesado. A radioterapia e a quimioterapia são este armamento. É a nossa melhor arma atualmente, com funcionalidade comprovada. Claro, não sou idiota de dizer que eles não deixam sequelas. A quimioterapia entra como um zagueirão de time de segunda divisão que vem varrendo tudo, até os colegas de seu time. É um preço a ser pago ara melhorar, mas para quem está sendo tratado, é muito, muito pior do que estas palavras podem traduzir, reconheço.
A ironia costuma ser bem irônica. Alfred Nobel, inventou da dinamite, depois de ter feito fortuna usando sua técnica para estabilizar nitroglicerina foi tratado com essa mesma substância, pois ela é vasodilatadora e, assim, serve como remédio para algumas doenças do coração. A radiação dos compostos como urânio, polônio e rádio, assim coo comentários de sites de notícias, dão câncer,e foi assim que Marie Curie acabou adoecendo e morrendo. Hoje, usamos radiação para tratar câncer e mandar aquelas células elouquecidas pra vala.
Transplantes são muito legais, mas as pessoas insistem em precisar de órgãos compatíveis, o que nem sempre acontece. Os número de cirurgias tendem a crescer e, com isso, acaba uma escassez de órgãos. Seria tão legal se pudéssemos dar um jeito, né? A USP até poderia ajudar, mas suas verbas foram para produzir fosfoetanolamina e a UFRJ não está muito longe da penúria.
Pense um paciente com sérios problemas cardíacos (se bem que, para mim, qualquer problema de saúde é serio). Pense que seu médico está muito longe (algo como 10 minutos de distância, o que já pode ser fatal, em alguns casos). Pense que se você rezar pra Jesus não vai dar certo, pois o Nazareno está ocupado convencendo a Charlene Stephanie a voltar pro Hermenegildo Antônio e já está n 3º e ultimo dia. Pense que um sistema automatizado identificaria o problema, resolveria com um pré-atendimento automático, mandasse as informações diretamente para o celular do médico.
O câncer colorretal (também chamado também de câncer de cólon e de reto ou câncer do intestino grosso), é um profundo defensor da igualdade entre gêneros, pois ataca indistintamente homens e mulheres. Normalmente, o câncer colorretal se desenvolve gradativamente por uma alteração nas células que começam a crescer de forma louca e desordenada, sem contudo apresentar qualquer sintoma. Mas, claro, as pessoas são babacas e odeiam ciência , medicina, médicos e tudo o que diz respeito à saúde que não venha de numerólogos, astrólogos ou da vizinha do 802, que saca de tudo: desde espinhela caída até "troço", "coisa" e ziquizira. Normalmente é mau-olhado.
Câncer não é algo legal. Apesar de 80% dos casos de câncer serem curáveis se descobertos a tempo, o problema é descobri-los a tempo. Ainda mais no caso do de próstata, em que homem retardado fica com vergonhinha de ser examinado. Até parece que médicos fazem bolão pra saber quem fez mais exames, com a descrição de cada examinado. Exame por imageamento seria mais eficiente e menos invasivo, mas temos que meter o dedo na ferida. O problema é que análises por imageamento não são lá muito sensíveis para a detecção de câncer de próstata metastático. Será que podemos mudar isso?
Eu acho muito interessante ver aparelhos médicos e científicos que nossos avós usavam. Muito fascinante. Me chama muito a atenção a plague mask, junto com um traje característico, como observado aqui ao lado, usado por “médicos” que perambulavam verificando as pessoas que estavam doentes, que podiam estar doentes, que não estavam doentes e poderiam desenvolver a doença. Eles usavam essa imensa máscara com uma espécie de bico curvo e lentes de vidro nos olhos. O bico curvo era enchido com especiarias, menta, canfora, uma esponja embebida em vinagre, pétalas de rosa ou uma mistura disso tudo, para protegê-los dos humores malignos exalados pela doença. A figura tinha profundo impacto psicológico, pois já anunciava a quem visse que havia alguém bem doente ali e era para manter distância.